Jul 20 2007

Transtorno de conduta - o que é?

Publicado por Tandai às 9:05 am sobre Orientação

Brasil Contra a Pedofilia

Um dos comprometimentos emocionais mais importantes da infância e adolescência é o Transtorno de Conduta. Também chamado de Delinqüência, esse comportamento caracteriza-se por um padrão repetitivo e persistente de conduta anti-social, agressiva ou desafiadora por, no mínimo, seis meses, segundo o CID 10 sigla utilizada para a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde. Esse tipo de transtorno pode se “esconder” atrás do Déficit de Atenção e Hiperatividade, Retardo Mental, Episódios Maníacos do Transtorno Bipolar ou Esquizofrenia e é considerada uma doença psiquiátrica, independente da proximidade que este tipo de comprometimento tem dos aspectos morais e éticos das sociedades em geral, ou seja, é uma doença de difícil diagnóstico.
Os sintomas mais comuns do Transtorno de Conduta são: indiferença ou pouca empatia pelos sentimentos, bem-estar e desejos dos outros, desprezo pelas questões sentimentais (dos outros) e falta de sentimentos próprios, como culpa, ética, moral ou remorso, no caso dos jovens, eles são extremamente manipuladores, traiçoeiros e apresentam uma baixa acentuada de tolerância à frustração, irritabilidade e acessos de raiva e imprudência quando contrariados.
Este transtorno está freqüentemente associado com o início precoce de comportamento sexual, consumo de álcool e drogas, uso de substâncias ilícitas e atos imprudentes e arriscados.
É muito comum a desinformação nas escolas e estabelecimentos de ensino quanto à gravidade deste tipo de comprometimento psiquiátrico, o que leva a maioria dos educadores e professores a tratar este indivíduo de uma maneira ingênua e até irresponsável, por não ter meios de reconhecer este tipo de quadro.
Muitos são os relatos nas escolas, de crianças e adolescentes que são convidados a “se retirarem” das instituições por má conduta, delitos graves contra o patrimônio da mesma, além de apresentarem total refratariedade as normas e condutas do estabelecimento de ensino.
Este comprometimento psiquiátrico acomete tanto crianças quanto adolescentes e quanto mais jovem for o indivíduo, mais grave o quadro. Existem quatro graduações de gravidade do Transtorno de Conduta, são elas: conduta agressiva que causa ameaça ou danos a outras pessoas e/ou animais; conduta não-agressiva, mas que causa perdas ou danos a propriedades; Defraudação e/ou furto e violações habituais de regras.
É sabido também que tanto as crianças como os jovens podem apresentar muito precocemente este comprometimento passando a apresentar comportamentos violentos, reações agressivas a tudo e a todos, sempre hipervalorizando somente o seu prazer, ainda quer isso prejudique o outro, comportamento de provocação, ameaça ou intimidação, podendo comprometer a saúde física do outro através de brigas, e do uso de objetos para machucar o outro.

Brasil Contra a Pedofilia

O Transtorno de Conduta é uma doença essencialmente diagnosticada até os 18 anos. Além desta idade, é considerado Transtorno da Personalidade Anti-Social, até porque as implicações legais dos atos são interpretadas de formas diferentes.
As causas mais freqüentes deste Transtorno são: atitudes e comportamento inadequados dos familiares, exclusão social, desestruturação familiar, abuso sexual, depressão entre outras.
O tratamento deste comprometimento é feito sempre por equipes multidisciplinares e envolve médicos psiquiatras e psicólogos e, quanto antes o indivíduo for diagnosticado melhor, salvo a gravidade do quadro.
Os comportamentos do Transtorno de Conduta podem levar à suspensão ou expulsão da escola, problemas de ajustamento no trabalho, dificuldades legais, doenças sexualmente transmissíveis, gravidez não planejada e ferimentos por acidentes ou lutas corporais. Para ser considerado Transtorno de Conduta, esse tipo de comportamento problemático deve alcançar violações importantes, além das expectativas apropriadas à idade da pessoa e, portanto, de natureza mais grave que as travessuras ou a rebeldia normal de um adolescente, ainda que extremamente enfadonho.
Este tipo comportamento parece preocupar muito mais os outros do que a própria criança ou adolescente que sofre da perturbação. Seu portador pode não ter consideração pelos sentimentos alheios, direitos e bem estar dos outros, faltando-lhe um sentimento apropriado de culpa e remorso que caracteriza as “boas pessoas”.

SILVANA MARTANI

Fonte: http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=292782

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