Archive for August, 2007

Aug 31 2007

Filme sobre abusos de soldados americanos, no Iraque, choca Veneza

Publicado por Tandai under Crimes, Dicas, EUA, Mundo

Brasil Contra a Pedofilia abuso sexual

Passaporte da menina iraquiana estuprada e assassinada

Um filme sobre o estupro e assassinato de uma iraquiana de 14 anos por soldados norte-americanos, que também mataram sua família, chocou o Festival de Cinema de Veneza, com imagens contundentes que deixaram alguns espectadores em lágrimas.“Redacted” (Editado), do diretor norte-americano Brian de Palma, é um dos pelo menos oito filmes sobre a guerra no Iraque que têm lançamento previsto para os próximos meses. E é o primeiro dos dois sobre o conflito que será exibido na competição principal em Veneza.Inspirado na história verídica de um dos piores crimes cometidos por soldados norte-americanos no Iraque desde a invasão de 2003, o filme é um doloroso relato da guerra e não poupa cenas brutais para transmitir sua mensagem.

Brasil Contra a Pedofilia abuso sexual soldados americanos

O soldado americano Jesse Spielman, acusado de ter atuado como vigia enquanto seus companheiros estupraram e mataram a menina iraquiana e sua família, no ano passado

De Palma, 66 anos, cujo filme “Pecados de Guerra”, em 1989, contou uma história semelhante sobre abusos cometidos por soldados dos EUA no Vietnã, não oculta imagens baseadas em materiais verídicos que encontrou na Internet.“O filme se propõe a mostrar ao povo americano a realidade do que está acontecendo no Iraque”, disse ele a jornalistas após a sessão do filme para a imprensa.“As imagens são o que vai pôr fim à guerra. Esperamos que essas imagens levem o público a ficar irado a ponto de motivar seus representantes no Congresso a votar contra esta guerra.”Abeer Qasim Hamza al-Janabi foi estuprada, morta e teve seu corpo queimado por soldados americanos em Mahmudiya, ao sul de Bagdá, em março de 2006. Seus pais e irmã mais nova também foram mortos.Cinco soldados foram acusados pelo ataque. Quatro deles foram condenados a entre cinco e 110 anos de prisão.

  “ESTÁ TUDO NA INTERNET”

Situado a meio caminho entre o documentário e a ficção, “Redacted” é baseado em vídeos caseiros da guerra feitos por soldados, seus blogs, diários e imagens postados no YouTube, refletindo mudanças na maneira como a mídia cobre a guerra.“No Vietnã, quando vimos as imagens e a dor das pessoas que estávamos traumatizando e matando, vimos os soldados feridos e os corpos que voltaram para casa. Nesta guerra, não vemos nada disso”, disse De Palma.“Está tudo ali na Internet, é possível encontrar se você procurar, mas não está na grande imprensa. Hoje a mídia realmente faz parte do establishment corporativo.”

O título do filme se refere à maneira como, segundo De Palma, os grandes jornais e televisões americanos estão deixando de contar a verdadeira história da guerra, ao manter distantes da opinião pública as imagens mais explícitas da guerra.

“Quando saí à procura das imagens, pedi (à mídia) as imagens que ela não pode publicar”, disse ele, acrescentando que, em função do perigo de retaliações legais, também ele foi obrigado a “editar” o material.

Assista ao trailer


Fonte: http://br.today.reuters.com/news/newsArticle.aspx?type=entertainmentNews&storyID=2007-08-31T144516Z_01_B742360_RTRIDST_0_CULTURA-FILME-VENEZA-DEPALMA-POL.XML

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Aug 31 2007

Orkut expõe jovem fazendo sexo

Publicado por Tandai under Brasil, Crimes Digitais, Minas Gerais

A ação inconseqüente de uma estudante de Ipatinga (Vale do Aço) gerou polêmica na Internet nesta semana. Desde a última terça-feira, uma comunidade criada no site de relacionamentos Orkut com fotos dela mantendo relações sexuais com um garoto alimenta a fofoca na cidade e na rede mundial de computadores. O fato ocorreu na micareta (carnaval fora de época), realizada em Ipatinga na sexta-feira. Na comunidade criada com o nome da jovem, com um perfil falso atribuído a ela, estão três fotos e mais de 600 comentários sobre o assunto. A exposição da imagem e a falsidade ideológica transformam a situação da estudante em caso para o Ministério Público (MP), afirma o promotor Joaquim José Miranda Júnior, coordenador do Centro de Apoio das Promotorias Criminais. Desde junho, o MP de Minas mantém convênio com o Google Inc, dono do Orkut, para que os promotores tenham liberdade de excluir do site as páginas consideradas “inadequadas”. No entanto, explica Miranda Júnior, a família da estudante precisaria manifestar o interesse ao MP. “Podemos providenciar também a tentativa de identificar o culpado”, explica o promotor. Em uma das fotos na Internet, os dois aparecem unidos e ela de calça baixa, sendo observada por curiosos. A reportagem de O TEMPO não conseguiu contato com a família da moça. Segundo informações de moradores, a jovem teria sido levada para Belo Horizonte para evitar mais constrangimentos. Ela seria aluna do terceiro ano do ensino médio de um colégio tradicional de Ipatinga. As fotografias não permitem identificar o garoto e as declarações na comunidade virtual levantam mais de três hipóteses para sua identidade. Sustentam que ele pode ser morador de Ipatinga ou de Coronel Fabriciano e que seria maior, com idade próxima a 20 anos. A quantidade de adeptos da comunidade é espantosa. Em apenas dois dias, o número superou os 700 acessos. No meio do dia de ontem, o site registrava 572 amigos e às 18h50 já eram 748. Os recados mostram ironias grosseiras e convites indelicados. Uma estudante da cidade, R., 17, diz que o “caso da Micareta” é o assunto mais comentado. Perguntada se a jovem era popular no município, ela respondeu: “agora é, né, e no Vale do Aço inteiro”. A assessoria de imprensa do Google no Brasil foi procurada, mas não enviou as respostas até o fechamento da edição. O advogado Fabrício Madureira pondera que praticar atividades sexuais ou atos libidinosos em público é crime. “Claro que isto não dá o direito de alguém expor sua imagem, mas a situação se desdobra.” O Código Penal classifica a ação da estudante como “Ultraje Público ao Pudor”, penalizado com multa e detenção de três meses a um ano.  

Ministério Público vigia crime no MSN e Hotmail
 

O Ministério Público de Minas terá acesso à identidade dos usuários do MSN (sistema para conversas instantâneas) e do Hotmail (contas de e-mail), em caso de suspeitas de crime usando a Internet. Segundo o promotor Joaquim José Miranda Júnior, coordenador do Centro de Apoio das Promotorias Criminais, há cerca de uma semana o MP fez um acordo com as empresas do mesmo grupo. O acordo estabelece a liberação de todas as informações sem restrições, desde que justificado o pedido.“Temos que estar na vanguarda, tentando nos antecipar à postura dos criminosos”, disse o promotor. Dependendo da situação, o MP tem poder para pedir cancelamento da conta também. “Estamos muito preocupados porque parece que é uma tendência a migração de crimes, antes praticados de forma convencional, para a rede.” Desde a primeira semana de agosto, quando o MP teve acesso oficialmente ao sistema do Google, 16 páginas ofensivas ou impróprias do Orkut foram tiradas do ar. Ao contrário dos controladores do MSN e do hotmail, o Google não concordou em fornecer a identidade dos criminosos, quando solicitado pelo MP. Abrir as informações sobre o computador de alguém, só mediante autorização judicial.

Fonte: FONTE: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=55586

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Aug 27 2007

Suprema Corte investigará violações aos direitos humanos em Oaxaca

Publicado por Tandai under América Latina, Crimes

A Suprema Corte de Justiça do México criou hoje uma comissão para investigar violações aos direitos humanos em Oaxaca, denunciadas pela Anistia Internacional e outras entidades, e negadas pelo governo local da província sulista. 

O plenário da Suprema Corte designou os juízes Roberto Lara e Manuel Baráibar para investigar as violações denunciadas durante o conflito, que começou há mais de um ano e vitimou ao menos 13 pessoas. 

O conflito começou em 2006, quando o governador local, Ulisses Ruiz, ordenou a repressão de professores que bloqueavam ruas reivindicando aumento salarial. 

A ação provocou a disseminação dos protestos, envolvendo dezenas de organizações, que passaram a pedir a renúncia de Ruiz, acusado ainda de corrupção. 

A repressão aos manifestantes, levada a cabo não só pelas polícias local e federal, mas também por grupos armados - que seriam ligados a Ruiz -, causou ao menos 13 mortes. 

A Suprema Corte também investiga o governador de Puebla, Mario Marín, acusado de violar os direitos da jornalista Lydia Cacho, que foi presa ilegalmente depois de publicar um livro denunciando uma rede de pedofilia.

A jornalista Lydia Cacho Ribero, coordenadora do Centro Integral de Atenção à Mulher de Cancum (CIAM), foi detida em 16 de dezembro de 2005, sem ter sido notificada sobre sua orden de detenção, pelo delito de difamação contra o empresário Kamel Nacif Borge. A jornalista só foi liberada em 18 de dezembro de 2005, após ter pagado uma fiança.

Lydia Cacho é autora do livro Los Demonios del Edén (Os Demônios do Éden), que vincula poderosos empresários a uma quadrilha de pedofilia e pornografia infantil. Nacif tinha sido citado em depoimentos de vítimas como um dos participantes das festas promovidas por um empresário atualmente detido por delitos relacionados à pornografia e prostituição infantil.  Uma série de irregularidades e abusos na detenção têm sido denunciados. 

A organização humanitária Anistia Internacional, ganhadora do Nobel da Paz, acusou o governo de Ruiz, do Partido Revolucionário Institucional (PRI, opositor em nível federal) de ter cometido “abusos, maus tratos e torturas” contra os integrantes da Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca.

Fonte: http://www.ansa.it/ansalatinabr/notizie/notiziari/mexico/20070827173534413816.html

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Aug 21 2007

Brinquedo? Só se for seguro!

Publicado por Tandai under Biblioteca Virtual

Você sabe reconhecer quando um brinquedo é seguro? Uma análise rápida antes de dá-lo a seu filho pode evitar vários problemas.

O brinquedo não deve ter nenhuma peça que possa ser destacada e engolida. As crianças de até três anos, em geral, colocam tudo na boca. Preste atenção nos bichinhos de pelúcia: há casos em que os olhos, narizes e bocas podem ser facilmente retirados. Brinquedos de montar também exigem maior atenção, principalmente os que têm peças muito pequenas.

Verifique se as costuras dos bonecos de pelúcia ou de pano estão em perfeito estado. Quando as costuras estão folgadas, as crianças podem tirar o enchimento e até engoli-lo.
Passe a mão pelo brinquedo. Se você sentir alguma parte pontiaguda ou que possa cortar a criança, rejeite-o.

Por fim, se você tem filhos de idades diferentes, para evitar acidentes, tome cuidado para que os menores não tenham acesso aos brinquedos indicados para crianças mais velhas, que trazem peças pequenas ou que podem machucar. 

Cartilha que auxilia na escolha do brinquedo mais adequado para cada idade.

Download AQUI

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Aug 21 2007

Materiais educativos

Publicado por Tandai under Biblioteca Virtual


Clique na imagem para obter os arquivos dos materiais educativos da CRIANÇA SEGURA:

 
Prevenção de Atropelamento
Dicas de Prevenção de Atropelamentos
Folheto com 10 dicas de prevenção de atropelamentos. Tamanho: 12cm x 24cm
Formato: PDF 3.4 Mb

Dicas de Prevenção de Atropelamentos
Cartazete com dicas de prevenção de atropelamentos. Tamanho: A3
Formato: PDF 2.8 Mb
Gibi educativo com Dicas de Prevenção de Atropelamentos
Formato: PDF 2.8 Mb
Guia para educadores do Programa CRIANÇA SEGURA Pedestre
Tamanho fechado: 15cm x 21cm
Formato: PDF 27.1 Mb
Tema: Segurança no Carro
Transporte seguro de crianças no carro.
Folheto sobre como transportar crianças no carro. Tamanho: 36cm x 24cm
Formato: PDF 5.2 Mb
Transporte seguro de crianças no carro.
Poster sobre como transportar crianças no carro. Tamanho: 60cm x 80cm
Formato: PDF 7 Mb
Dicas de Prevenção
Dicas de Prevenção de Acidentes
Folheto com dicas de prevenção de acidentes. Tamanho: 36cm x 24cm
Formato: PDF 5.2 Mb
Dicas de Prevenção de Acidentes
Poster com dicas de prevenção de acidentes. Tamanho: 50cm x 70cm
Formato: PDF 5.2 Mb
Prevenção de queimaduras
Prevenção de queimaduras.
Folheto sobre como prevenir as queimaduras. Tamanho: 12cm x 24cm
Formato: PDF 3.0 Mb
Prevenção de queimaduras.
Cartazete sobre como prevenir as queimaduras. Tamanho: A3
Formato: PDF 2.8 Mb
Prevenção de quedas
Prevenção de quedas.
Folheto sobre como prevenir as quedas.
Tamanho: 12cm x 24cm
Formato: PDF 3.0 Mb
Prevenção de Afogamento
Prevenção de afogamentos.
Folheto sobre como prevenir os afogamentos. Tamanho: 12cm x 24cm
Formato: PDF 3.0 Mb
Prevenção de afogamentos.
Cartazete sobre prevenir os afogamentos. Tamanho: A3
Formato: PDF 2.8 Mb
Preveção de queimaduras com álcool líquido
Prevenção de queimaduras com álcool.
Folheto sobre como prevenir as queimaduras com álcool.
Tamanho: 12cm x 24cm
Formato: PDF 600 Kb
Material para uso em sala de aula
Livro para Educação Infantil
Tamanho fechado: 20cm x 26cm
Formato: PDF 5.8 Mb
Livro para Faixa 1 e 2
Tamanho fechado: 20cm x 26cm
Formato: PDF 4.1 Mb
Livro para Faixa 3 e 4
Tamanho fechado: 20cm x 26cm
Formato: PDF 2.8 Mb
Livro para o professor
Tamanho fechado: 20cm x 26cm
Formato: PDF 3.7 Mb
Publicação Educando para a Prevenção
Tamanho fechado: 21cm x 29cm
Formato: PDF 7.6 Mb
Publicação Educando para a Prevenção 2006
Tamanho fechado: 21cm x 29cm
Formato: PDF 9.3 Mb
Cartilha - Não use álcool líquido
Cartilha - Segurança é coisa séria
Formato: PDF 98 Kb
Publicação Essa turma ninguém passa para trás
Publicação - Essa turma ninguém passa para trás
Formato: PDF 5.9 Mb
Acidentes com Crianças: 06 passos para a Construção de sua Notícia
Guia para a mídia - Acidentes com Crianças
Formato: PDF 19.0 Mb

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Aug 20 2007

Estatuto da Criança e do Adolescente

Publicado por Tandai under Biblioteca Virtual

Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990
Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, e dá outras providências.

Índice temático do ECA

Introdução

Livro I - Parte Geral

Livro II - Parte Especial

Título I - Da Política de Atendimento

Título II - Das Medidas de Proteção

Título III - Da Prática do Ato Infracional

Título IV - Das Medidas Pertinentes aos Pais ou Responsáveis

Título V - Do Conselho Tutelar

Título VI - Do Acesso à Justiça

Título VII - Dos Crimes e das Infrações Administrativas

Disposições Finais e Transitórias

Legislação, Normativas, Documentos e Declarações


Baixe a 3ª Edição do ECA na íntegra(pdf)
             

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Aug 12 2007

Cobiçar as Lolitas é legal, mas… nojento

Publicado por Tandai under Brasil, Especial, Japão

Julius Streicher 

 

Vejam só se essa moda pega.

Japão, é reconhecido por sua cultura mas o país também, tem uma merecida reputação como “Rorikon Taikoku” (um país com o maior fetiche por lolitas do mundo). Apesar das novas e duras leis que estão sendo colocadas em prática perseguindo a pornografia infantil, alguns aspectos do mercado proliferam dentro da legalidade. Estes incluem publicações tais como os “deluxe coffee table books” contendo coleções de fotos de meninas em uma variedade de poses sugestivas, e os DVDs que as mostram em ação – usando vestidos ou roupas de banho, mas ainda satisfazendo sugestivamente aos aficionados em “U-15”, isto é, “Under 15”, menores de 15 anos, que é como alguns se referem a essas meninas na puberdade.

O lucro anual de tais produtos, que são completamente legais e vendidos abertamente, está estimado em algo próximo de 17 bilhões de ienes. Em 27 de maio, um grupo de 25 homens adultos em uma região não especificada de Osaka [*a mesma região que considera 81 shoujo mangás como “livros perigosos”] foram participar de um “Satsueikai” (seção de fotos), na qual as modelos eram todas estudantes de primário. A maioria dos homens estava na casa dos 30, a revista relata, com alguns poucos acima ou abaixo dessa faixa de idade.

A chegada dos participantes foi registrada e cada um pagou 8 mil ienes. A seção começou às 10:30 em um amplo e quase deserto parque público, onde os sorridentes fotógrafos e câmera-men se reuniam com ar de deslumbrados em torno das meninas. Então eles começaram a fotografá-las em determinados ângulos, sem conversar uns com os outros ou com as meninas.

Para aqueles que desejassem combinar uma foto em separado mais tarde, isso poderia ser marcado, e eles poderiam encontrar cada uma das garotas ao preço de 50 mil ienes [cerca de R$ 790,65] mais despesas adicionais caso existam. Essas despesas podem incluir transporte e refeições, incluindo os custos do responsável [*pai, mãe] acompanhante da menina. As meninas mostram uma extraordinária compostura, posando para fotos com uma serena inocência enquanto mais de 10 homens estranhos armados de câmeras as cercam e começam a fotografá-las.

Quando a seção matinal de fotografias estava terminando, três policiais se aproximaram do grupo, e um deles disse “Recebemos uma reclamação de que vocês estavam fotografando meninas sem roupa.” Conforme o presidente da firma responsável pela organização do evento explicou o procedimento aos policiais, um homem idoso em uma cadeira de rodas elétrica se deslocou e os informou, “Fui eu quem ligou para a polícia.”

“Esses homens são desavergonhados!” gritou o homem. “Okay, as meninas não devem estar nuas, mas há algo de suspeito no modo como eles as estão olhando e fotografando.” [*Você vende o acesso à seção de fotos e o direito de fotografar e filmar as meninas]. Observando que não havia nada de ilícito, os policiais partiram e depois do almoço o lugar de encontro passou a ser um estúdio fotográfico.

No set, uma das meninas fotografadas vestia a blusa sailor do uniforme escolar e lhe pediram que erguesse ambos os braços sobre a cabeça, e a barra da blusa subiu deixando expostas a sua barriga, a qual os fotógrafos olhavam com indisfarçável desejo e cobiça, pontua o Shukan Bunshun. O presidente da companhia responsável pela produção disse ter entre 20 e 30 meninas registradas na sua empresa, com idades variando entre 4 anos de idade e o colegial.

A mãe de uma menina-modelo de dez anos presente no evento estava claramente desanimada com a experiência. “Muitos pais vêem essas seções de fotografias como um ponto de partida para o show business e se resignam a suportá-las. Mas alguns desses caras me parecem pervertidos. Eu não falaria com eles.” Então o repórter perguntou como ela se sentia em ter sua própria filha sendo tratada como objeto do desejo de algum homem. “Certamente há pessoas que vão ver as fotos desse ângulo.” ela responde de forma franca. “Mas a menos que você aceite que as coisas são assim, você não será capaz de conseguir nenhum trabalho como modelo.”

“Nós vemos todo o tipo de pais nesses eventos,” o organizador da seção explica. “Alguns estão deslumbrados com a idéia de verem suas filhas seguindo uma carreira no showbiz. Outros querem somente uma recordação na forma de fotografias bem tiradas. Algumas vezes nas entrevistas, algum responsável perguntar baixinho ‘Quanto você vai nos pagar!!?’” Os princípios morais dos adultos, conclui o Shukan Bunshun de forma amedrontada, deixa muito a desejar.

Para uma “moda desta” vir para o BRAZIL (escrito com Z de propósito) não vai demorar muito. Já temos vários “empresários do ramo” de olho neste filão de mercado. A justificativa para tamanha perversão é sempre a mesma. “Introduzir a criança no mercado de modelos.” Claro que isto se não for uma uma bela de uma hipocrisia. Por vários motivos o primeiro deles é que a menina não ganha fama internacional benéfica a sua pretendida carreira. Pelo contrário. Sua identificação pode gerar inúmeros problemas como assédios morais e físicos, chegando até a acabar em crimes hediondos. Como aconteceu na américa latina onde uma “modelo” que tinha um “web-site” para sua promoção foi encontrada morta com sinais de abuso sexual depois de um desaparecimento de vários dias.

O pior é que nossos filhos podem estar expostos a esse tipo de empresário no momento em que menos esperamos. Vasculhando a internet a procura destas aberrações comerciais pode se encontrar desde de vídeos gravados a beira de praias, entrada de escolas (BRASILEIRAS), locais de aglomeração de crianças em geral até ao caso mais patético aonde era vendido um DVD/CD com desfiles de escola de samba infantis do Rio de Janeiro.

E ai pergunto: É o mercado que precisa de ética? Ou é a ética que precisa do mercado?

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Aug 06 2007

Depressão infantil

Publicado por Tandai under Orientação

Brasil Contra a Pedofilia

O Transtorno Depressivo Infantil é um transtorno do humor capaz de comprometer o desenvolvimento da criança ou do adolescente e interferir com seu processo de maturidade psicológica e social. São diferentes as manifestações da depressão infantil e dos adultos, possivelmente devido ao processo de desenvolvimento que existem na infância e adolescência.

A depressão foi considerada a principal doença psiquiátrica do século, afetando aproximadamente oito milhões de pessoas só na América do Norte (onde são feitas as principais pesquisas). A morbidade da depressão se reflete no fato de que os adultos deprimidos são 20 vezes mais propensos a morrer de acidentes ou de suicídio do que adultos sem transtorno psiquiátrico. 

Tanto os quadros de Distimia quanto de Transtorno Afetivo Bipolar, podem surgir pela primeira vez durante a adolescência e o reconhecimento precoce de um estado depressivo poderá ter profundos efeitos na futura evolução da doença.

Apesar da tamanha importância da Depressão da Infância e Adolescência em relação à qualidade de vida, ao suicídio, às dificuldades na escola, no trabalho e no ajuste pessoal, esse quadro não tem sido devidamente valorizado por familiares e pediatras e nem adequadamente diagnosticado.

Embora na maioria das crianças a sintomatologia da Depressão seja atípica, alguns podem apresentar sintomas clássicos de Depressão, tais como tristeza, ansiedade, expectativa pessimista, mudanças no hábito alimentar e no sono ou, por outro lado, problemas físicos, como dores inespecíficas, fraqueza, tonturas, mal estar geral que não respondem ao tratamento médico habitual.

Na criança e adolescente a Depressão, em sua forma atípica, esconde verdadeiros sentimentos depressivos sob uma máscara de irritabilidade, de agressividade, hiperatividade e rebeldia. As crianças mais novas, devido a falta de habilidade para uma comunicação que demonstre seu verdadeiro estado emocional, também manifestam a Depressão atípica, notadamente com hiperatividade.

A depressão na criança e/ou adolescente pode ter início com perda de interesse pelas atividades que habitualmente eram interessantes, manifestando-se como uma espécie de aborrecimento constante diante dos jogos, brincadeiras, esportes, sair com os amigos, etc, além de apatia, adinamia e redução significativa da atividade. Às vezes pode haver tristeza.

De forma complementar aparece diminuição da atenção e da concentração, perda de confiança em si mesmo, sentimentos de inferioridade e baixa autoestima, idéias de culpa e inutilidade, tendência ao pessimismo, transtornos do sono e da alimentação e, dependendo da gravidade, ideação suicida. 

 

Incidência

O reconhecimento de um quadro depressivo infantil e da adolescência como um transtorno que pode afetar pessoas desse grupo etário, reivindicada há mais de 30 anos pelo IV Congresso de a União de Paidopsiquiatras Europeos, de 1971 em Estocolmo (Annell, 1972), resultou na elaboração de critérios de diagnóstico para esse quadro, denominando-o de Transtorno Depressivo na Infância e Adolescência (DSM-IV, 1994).

Os dados de prevalência do Transtorno Depressivo na Infância e Adolescência não são unânimes entre os pesquisadores. Devido à diversidade dos locais onde os estudos são realizados e das populações observadas, vários índices de prevalência têm sido estabelecidos para a depressão na infância. Talvez as dificuldades devam-se às discrepâncias de diagnóstico, já que alguns consideram como Depressão alguns casos atípicos, como por exemplo, a Fobia Escolar, a Hiperatividade, etc.

Estudos norte-americanos revelam uma incidência de depressão em aproximadamente 0,9% entre os pré-escolares; 1,9% nos escolares e 4,7% nos adolescentes (Kashani, 1988 apud Weller, 1991). Mas esses números são demasiadamente otimistas.

Brasil Contra a Pedofilia

 

Há mais de 30 anos, os estudos de Rutter, Tizarde e Whitmore (1970) começaram a aportar uma prevalência da Depressão Infantil em aproximadamente 1% das crianças de 10 anos. Dezesseis anos depois, Rutter (1986) volta a pesquisar e considera que os quadros depressivos são muito mais freqüentes na adolescência do que na infância. Essas suspeitas foram confirmadas mais tarde por Ciccheti, em 1995. Nesse ano Goodyar situa a prevalência do Transtorno Depressivo na Infância e Adolescência entre o 1,8% e 8,9%. 

Embora seja difícil reunir dados sobre a incidência de Depressão Infantil, em recente artigo Jose Luis Pedreira Massa assinala que, na Espanha, a media de transtornos depressivos também pode situar-se em torno de 9% na população geral infantil menor de 12 anos, sendo algo superior na adolescência. 

Sintomas

A Depressão Infantil não se traduz, invariavelmente, por tristeza e outros sintomas típicos. A diferença entre os momentos nos quais as crianças podem estar tristes ou aborrecidas com quaisquer fatores vivenciais que as molestem e a Depressão verdadeira está, principalmente, no tempo e na motivação para esse sentimento. A Depressão Infantil tem sido cada vez mais observada devido, em parte, à atualização conceitual e atenção médica crescente sobre esta doença.

 Apesar da Depressão, tanto no adulto quanto na criança, ter como modelo de diagnóstico a conhecida constelação de sintomas, decorrentes da tríade sofrimento moral, a inibição psíquica global e no estreitamento do campo vivencial, as diferentes características pessoais e as diferentes situações vivenciais entre o adulto e a criança, farão com que os sintomas secundários decorrentes dos sintomas básicos sejam bem diferentes. O sofrimento moral, por exemplo, responsável pela baixa autoestima, no adulto pode se apresentar como um sentimento de culpa e, na criança, como ciúme patológico do irmão mais novo.

Nas crianças e adolescentes é comum a Depressão ser acompanhada também de sintomas físicos, tais como fatiga, perda de apetite, diminuição da atividade, queixas inespecíficas, tais como cefaléias, lombalgia, dor nas pernas, náuseas, vômitos, cólicas intestinais, vista escura, tonturas, etc. Na esfera do comportamento, a Depressão na Infância e Adolescência pode causar deterioração nas relações com os demais, familiares e colegas, perda de interesse por pessoas e isolamento. As alterações cognitivas da Depressão infantil, principalmente relacionadas à atenção, raciocínio e memória interferem sobremaneira no rendimento escolar.

Os sintomas mais freqüentes da Depressão na Infância e Adolescência costumam ser os seguintes: insônia, choro, baixa concentração, fatiga, irritabilidade, rebeldia, tiques, medos lentidão psicomotora, anorexia, problemas de memória, desesperança, ideações e tentativas de suicídio. A tristeza pode ou não estar presente.

Brasil Contra a Pedofilia

 

Hoje em dia a ampliação da constelação sintomática atribuída à depressão infantil tem contribuído, sobremaneira, para a elaboração do diagnóstico e, por causa disso, cada vez mais os distúrbios do comportamento da criança estão sendo relacionados a uma maneira depressiva de viver.

A expressão clínica da depressão na infância é bastante variável. Baseando-se nas tabelas para diagnóstico, revistas por José Carlos Martins, podemos compor a seguinte listagem de critérios:

SINAIS E SINTOMAS SUGESTIVOS DE DEPRESSÃO INFANTIL
1- Mudanças de humor significativa
2- Diminuição da atividade e do interesse
3- Queda no rendimento escolar, perda da atenção
4- Distúrbios do sono
5- Aparecimento de condutas agressivas
6- Auto-depreciação
7- Perda de energia física e mental
8- Queixas somáticas
9- Fobia escolar
10- Perda ou aumento de peso
11- Cansaço matinal
12- Aumento da sensibilidade (irritação ou choro fácil)
13- Negativismo e Pessimismo
14- Sentimento de rejeição
15- Idéias mórbidas sobre a vida
16- Enurese e encoprese (urina ou defeca na cama)
17- Condutas anti-sociais e destrutivas
18- Ansiedade e hipocondria

Não é obrigatório que a criança depressiva complete todos os itens da lista acima para se fazer o diagnóstico. Ela deve satisfazer um número suficientemente importante de itens para despertar a necessidade de atenção especializada. Dependendo da intensidade da Depressão, pode haver substancial desinteresse pelas atividades rotineiras, queda no rendimento escolar, diminuição da atenção e hipersensibilidade emocional. Surgem ainda preocupações típicas de adultos, tais como, a respeito da saúde e estabilidade dos pais, medo da separação e da morte e grande ansiedade.

Além disso, tendo em vista a característica atípica da maioria das depressões na infância, alguns autores começam a pensar neste diagnóstico para outras patologias bem definidas, como é o caso do Déficit de Atenção por Hiperatividade, para certos casos de Distúrbios de Conduta (notadamente a rebeldia, oposição e agressividade) e para os Transtorno Fóbico-Ansioso. Supõe-se haver uma íntima relação entre todos esses quadros citados e, principalmente na ansiedade da infância, quer seja como co-morbidade ou como manifestações clínicas atípicas da Depressão Infantil.

Diagnóstico

O Transtorno Depressivo na Infância e Adolescência se caracteriza por uma sintomatologia afetiva de longa duração e está associado a vários outros sinais e sintomas vistos acima, tais como, insônia, irritabilidade, rebeldia, medo, tiques, mudanças nos hábitos alimentares, problemas na escola, na vida social e familiar.

Alguns outros sintomas podem acompanhar o Transtorno Depressivo na infância e adolescência em idade escolar, tais como, apatia, tristeza, agressividade, choro, hiperatividade, queixas físicas, medo à morte nele próprio ou nos familiares, frustração, desespero, distração, baixa autoestima, recusa em ir à escola, problemas de aprendizagem e perder interesse por atividades que antes gostava.

É tão comum o Transtorno Depressivo na Infância e Adolescência, a ponto de alguns autores recomendarem que, sempre que a criança manifestar tais alterações por um tempo prolongado, deve-se considerar a possibilidade desse diagnóstico. Entretanto, é muito importante determinar se esses sintomas estão, de fato, relacionados com um quadro depressivo ou se são parte das ebulições emocionais normais do desenvolvimento.

E, tendo em mente o fato de ser possível que muitos sintomas incluídos na relação apareçam naturalmente como parte das etapas normais de desenvolvimento da infância e adolescência, para se estabelecer um diagnóstico correto de Depressão na criança é necessário avaliar também sua situação familiar, existencial, seu nível de maturidade emocional e, principalmente, sua autoestima. Além das entrevistas com a criança, é muito importante observar sua conduta segundo informações dos pais, professores e outros colegas médicos ou psicólogos, atribuindo pesos adequados a cada uma dessas informações.

O diagnóstico da Depressão na Infância tem sido feito em bases predominantemente clínicas, muitas vezes usando-se os mesmos critérios usados para a Depressão do adulto, apesar do quadro ser algo diferente nas crianças, tanto quanto mais jovem for o paciente.

Examinando-se a criança, nem sempre encontramos os sintomas claros e francos que descrevem seu estado emocional interno. Um esforço de bom senso e perspicácia deve ser dedicado ao exame clínico, buscando aumentar a possibilidade da criança menor ser compreendida quanto aos seus sentimentos, apesar de tais sentimentos serem de difícil identificação. Em muitos casos, observamos apenas uma maior sensibilidade emocional, choro fácil, inquietação, rebeldia e irritabilidade.

As mudanças de comportamento na criança são de extrema importância, tão mais importante quanto mais súbitas forem. Assim, crianças anteriormente bem adaptadas socialmente, passam a apresentar condutas irritáveis, destrutivas, agressivas, com a violação de regras sociais anteriormente aceitas, oposição à autoridade, preocupações e questionamentos de adultos. Esses comportamentos podem ser decorrentes de alterações depressivas. Quando essas alterações não são graves o suficiente para serem consideradas Episódios Depressivos podemos chamá-las de Disforias.

As Disforias, que são alterações do humor, são encontradas comumente no cotidiano e não têm, obrigatoriamente, uma conotação de doença. Tratam-se de respostas afetivas aos eventos diários, caracterizando-se pela brevidade do quadro emocional sem comprometimento das condutas adaptativas, sociais, escolares e familiares. Na realidade as Disforias seriam apenas momentos de tristeza, angústia e abatimento moral que surgem em decorrência da problemática existencial normal e cotidiana, tais como as correções dos pais, desinteligências com irmãos, aborrecimentos na escola, etc.

A diferenças entre as Disforias e a Depressão seria em relação à evolução benigna das Disforias, o que não acontece quando há importante componente depressivo. A recuperação das vivências traumáticas e estressoras é mais demorada e sempre há algum prejuízo da adaptação. Grosso modo, podemos dizer que as Disforias são mais ou menos fisiológicas na lide com as adversidades diárias, enquanto a Depressão seria uma maneira patológica de reagir à vida.

Os quadros que se apresentam como Fobia Escolar, caracterizada pela evitação da escola, por dores inespecíficas, febre sem causa aparente, e outros sintomas obscuros para fugir das aulas, podem refletir altos índices de ansiedade e depressão. Deve-se avaliar a presença de baixa autoestima, perda de prazer e, muitas vezes, até ideação suicida. Podem ser encontradas também, nesses casos, expectativas negativas e pessimistas da vida mas, como a criança tem grandes dificuldades para expressar esses aspectos vivenciais de sua vida ou de seu mundo, essa investigação tem sido muito difícil.

Os sintomas físicos e somatizados também podem ocorrer na criança depressiva. Cerca de 30% dos pacientes deprimidos apresenta diminuição de apetite e 30% refere aumento, principalmente nas meninas. Insônia inicial (dificuldade para começar a dormir) também esta freqüentemente presente (60%) e, um pouco menos freqüente, a clássica insônia terminal, que é caracterizada pelo despertar muito cedo.

Na fase pré-verbal a criança deprimida pode manifestar o humor rebaixado através de expressões mímicas e do comportamento. A inquietação, o retraimento social, choro freqüente, recusa alimentar, apatia e alterações do sono podem ser indícios de Depressão nesta fase.

Na fase pré-escolar as crianças podem somatizar o transtorno afetivo, o qual se manifestará através de dor abdominal, falta do ganho de peso, retardo no desenvolvimento físico esperado para a idade, além da fisionomia triste, irritabilidade, alteração do apetite, hiperatividade e medo inespecíficos.

Dos 2-3 anos até a idade escolar a Depressão Infantil pode se manifestar ainda com quadro de Ansiedade de Separação, onde existe sólida aderência da criança à figura de maior contacto (normalmente a mãe), ou até sinais sugestivos de regressão psicoemocional, como trejeitos mais atrasados da linguagem, encoprese e enurese.

Na fase escolar, o cansaço, a dificuldade de concentração, as alterações da memória, a astenia e adinamia são as complicações da Depressão Infantil que comprometem muito o rendimentos escolar e aprendizagem (veja Dificuldades Escolares). Essa confrontação continuada com o fracasso acaba fazendo com que o nível de autoestima também se comprometa, podendo levar a criança a apresentar desde isolamento social até Transtornos de Conduta (pseudo Transtorno de Conduta, na realidade).

Para essas alterações afetivas possíveis na primeira infância a Organização Mundial de Saúde (OMS) elaborou uma série de critérios de observação. Foi um grande passo na descrição das manifestações de transtornos psicológicos nesta faixa etária, dividindo-os em duas categorias:

1. Reação de Abandono (ou de Dor e Aflição Prolongadas), que é específica das situações onde falta a figura materna ou de um cuidador afetivamente adequado, e
2. Depressão da Infância Precoce.

A socialização da criança em idade escolar com Depressão Infantil pode estar comprometida e se manifesta através do isolamento social, das dificuldades de relação interpessoal, com sintomas de alteração afetiva (irritabilidade). Na primeira infância, entretanto, se detectam estas alterações quando o lactente é pouco comunicativo, confundido normalmente com um bebê muito bonzinho ou, por outro lado, podem manifestar a depressão com irritabilidade (bebês irritáveis, com tendência a a hiperexcitabilidade), ou ainda, com aversão à estranhos (bebês que estranham demasiado as mínimas mudanças em seu entorno).

O bebê afetivamente sensível pode ter dificuldades em relação ao apego. O apego é um impulso primário como parte de um processo de seleção natural, portanto, inato. Existem importantes diferenças individuais no estabelecimento das condutas de apego e na elaboração dos vínculos. O apego é uma resposta de busca de proteção necessária à sobrevivência da espécie. 

A afetividade normal se relaciona com um apego seguro, desde a lactância até três anos e meio mas, certos padrões inseguros de apego podem ocorrer quando existe alguma tendência depressiva. O padrão de apego desenvolvido desde tenra idade será uma das molas mestras para futuros sentimentos de conforto e segurança determinados pelas relações posteriores.

Quando os lactentes são separados bruscamente de sua figura de apego, como é o caso de uma hospitalização precoce, ou mesmo um abandono, suas reações tendem a seguir um padrão semelhante ao processo de luto do adulto. Assim, em uma primeira fase, o lactente bruscamente separado pode manifestar ira e desespero. 

Na segunda fase dessa separação a criança tende a ficar apática, quase imóvel. É a fase de desapego ou indiferença. Nessa etapa a criança não manifesta mais emoções diante do reencontro com a figura com a qual antes era apegado. Essa experiência de perda não se  relaciona com as necessidades de alimento, mas de calor, carinho ou contacto. 

Dois fatores têm especial significado para estabelecer as características da separação: o temperamento da criança e as características pessoais da figura materna. Quanto mais sensível afetivamente for a criança, maiores os prejuízos futuros que a separação ou abandono proporcionarão. Veja abaixo a sucessão de acontecimentos de Dor e Aflição que podem ocorrer durante a separação ou abandono.

Brasil Contra a Pedofilia

 

1. Reação de Dor e Aflição Prolongadas:

Este estado pode se manifestar por qualquer etapa da seqüência: protesto, desespero e desinteresse.
1. A criança chora, chama e busca ao progenitor ausente, recusando quaisquer tentativas de consolo por outras pessoas.
2. Retraimento emocional que se manifesta por letargia, expressão facial de tristeza e falta de interesse nas atividades apropriadas para a idade.
3. Desorganização dos horários de comer e dormir.
4. Regressão ou perda de hábitos já adquiridos, como por exemplo, fazer xixi e/ou coco na roupa (ou cama), falar como se fosse mais novo.
5. Desinteresse paradoxal, que se manifesta por indiferença às recordações da figura cuidadora (fotografia ou menção do nome), ou mesmo uma espécie de “ouvido seletivo”, que parece não reconhecer essas pessoas.
6. Como comportamento alternativo, a criança pode mostrar-se exatamente ao contrário das características acima; torna-se extremamente sensível a qualquer recordação do(a) cuidador(a), apresentando mal estar agudo diante de qualquer estímulo que lembre da pessoa.

Luto da Criança

Para entender o impacto que causa na criança a perda por morte de uma figura de forte apego afetivo (mãe, pai, irmãos), é preciso entender a teoria do apego, inicialmente pesquisada por Bowlby.  

Segundo maravilhoso trabalho de Cecília Casali Oliveira, existem 3 fases do luto, assim caracterizadas:

Busca ou protesto - o intenso desejo de recuperação da pessoa amada e perdida, que leva a comportamentos de busca inócua, produz uma forte reação de protesto pela impossibilidade de se alcançar o objetivo desejado.

Desespero e desorganização - o conflito permanente entre o desejo e sua frustração, leva ao desespero, pois não se abdica do vínculo estabelecido com facilidade e sem sofrimento. O pensamento, constantemente concentrado nessa tarefa, deixa pouca possibilidade para dedicar-se a outras atividades, revelando o quanto é importante o trabalho de busca de uma resolução para o conflito; o mundo parece estar fora de contexto para o enlutado, tanto quanto este parece estar fora de contexto para o mundo.

Recuperação e restituição - o conflito pode ser solucionado a partir de uma nova construção do vínculo com o falecido, o que preserva a relação em um outro patamar; o sofrimento diminui gradualmente, permitindo um retorno da atenção para o mundo e trazendo a possibilidade do estabelecimento de novas relações.” (veja o site)

Ainda de acordo com Cecília Casali Oliveira, “Stroebe, Stroebe e Hansson (1993) apresentam um levantamento das respostas emocionais esperadas no processo normal de enlutamento. Acrescentam que, em casos de luto complicado, esses aspectos podem apresentar-se com intensidade ou duração alteradas, apontando para a impossibilidade de se caminhar dentro do processo esperado e constituindo-se um indicativo da não resolução do luto.

  1.  Choque, entorpecimento e dificuldade de acreditar na realidade;

  2.  Pesar e tristeza, acompanhados por dor mental e sofrimento, com choro e lamentação;

  3.  Senso de perda devido ao reconhecimento da ausência e da impossibilidade de recuperação;

  4.  Raiva é comum e pode se voltar contra a pessoa falecida, familiares, médicos, amigos e mesmo contra o próprio ego;

  5.  Culpa e arrependimento, que aparecem sob as formas: culpa por sobreviver, pela responsabilidade da morte ou pelo sofrimento que ela trouxe e, ainda, pela deslealdade do falecido;

  6.  Ansiedade e receios que aparecem sob a forma de insegurança, medos ou crises de angústia;

  7.  Imagens repetitivas da pessoa falecida próxima da morte, da doença, com caráter intrusivo e fora de controle;

  8.  Desorganização mental apresentando graus variados de distração, confusão, esquecimento ou falta de coerência;

  9.  Sobrecarga de tarefas e dificuldades para sua realização, que trazem a sensação de estar perdendo o controle, de desamparo e de sentir-se incapaz de enfrentar a realidade;

  10.  Alívio, especialmente após doença longa e sofrida, pelo término do sofrimento;

  11.  Solidão, que se expressa como sentir-se só mesmo quando em grupo e com picos de sentimentos intensos de isolamento;

  12.  Sentimentos positivos também aparecem, a intervalos, em meio ao pesar.”

 2. Depressão da Infância Precoce:

1. Estado de ânimo deprimido ou irritável
2. Interesse e prazer diminuídos nas atividades apropriadas para seu desenvolvimento,
3. Capacidade reduzida para protestar,
4. Repertório diminuído de interações sociais e de iniciativas.
5. Perturbações no sono e/ou na alimentação,
6. Perda de peso.
7. Sintomas presentes durante um período de pelo menos duas semanas

Em crianças no final da 2a infância (dos 6 aos 12 anos), podemos encontrar quadros de base depressiva mais típicas, mas nem sempre. Quando a depressão é muito grave, o que felizmente não é tão comum, sintomas francamente psicóticos também podem aparecer, tais como idéias delirantes, alucinações, e severo prejuízo das atividades sócio-familiares, incluindo a escola. As idéias suicidas também não são raras, embora dificilmente antes dos 10 anos de idade.

Dentro da Depressão Infantil atípica, a mais comum, podemos ainda encontrar crianças erroneamente tomadas por delinqüentes e, não raro, crianças que chegam de fato ao suicídio. Tendo em vista a elevada incidência da Depressão Infantil registrada por inúmeros autores, será lícito