Archive for September, 2007

Sep 30 2007

Reino Unido eleva idade mínima para comprar tabaco

Brasil COntra a Pedofilia

Pós-cirurgia de retirada do pulmão esquerdo de uma fumante

Uma lei que eleva de 16 anos para 18 anos a idade mínima para comprar tabaco no Reino Unido entrará em vigor nesta segunda-feira, com o objetivo de reduzir a taxa de fumantes e evitar que menores comprem tabaco.

A aplicação desta norma acontece três meses após a Inglaterra proibir o fumo em todos os lugares públicos fechados, incluindo bares e restaurantes, como já fez o restante do Reino Unido. “Estamos decididos a reduzir o número de jovens que fumam”, assegurou o secretário de Estado britânico de Saúde Pública, Dawn Primarolo, em uma nota de imprensa divulgada pelo Ministério da Saúde do Reino Unido.

Segundo o secretário, a elevação da idade mínima para 18 anos –a mesma necessária para comprar bebidas alcoólicas– permitirá que “menos jovens se tornem viciados em nicotina e continuem fumando quando sejam adultos”.

Segundo a organização Cancer Research UK, 16% dos meninos e 24% das meninas com idade de 15 anos são fumantes regulares. A medida chega precedida por uma campanha publicitária para explicar a mudança na lei tanto aos estabelecimentos que vendem tabaco como aos adolescentes. A estas medidas se somará, a partir de setembro de 2009, a obrigação de que todos os pacotes de tabaco vendidos no Reino Unido incorporem imagens de câncer de pulmão e de outros danos provocados pelo cigarro. Os fabricantes de cigarros terão dois anos para ilustrar todos os pacotes com as 15 imagens escolhidas, em consulta pública, para acompanhar os atuais textos de advertência sobre os perigos de fumar.

Famosos largam o cigarro para dar exemplo aos filhos     

O ator Marcello Antony disse, recentemente, que parou de fumar para dar bom exemplo aos filhos Francisco e Stephanie. Brad Pitt também abandonou o vício por causa dos pequenos Shiloh, Pax, Maddox e Zahara. A atriz Helena Ranaldi foi outra que largou o cigarro motivada pelo filho, Pedro. Ela foi incentivada ao ver uma exposição feita na escola do menino. “A nicotina é um vício fortíssimo e foi difícil tomar a decisão de parar. Foi meu filho que me fez perceber como os adultos tomam atitudes tão burras”, diz Helena. 

Segundo a psiquiatra Analice Gigliotti, vice-presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas, os famosos também precisam de motivação para largar o cigarro: “Não há força maior do que o amor para incentivar alguém a tratar um vício. Os seres humanos são motivados por dois instintos básicos – a sobrevivência e a preservação. Nenhum pai quer colocar a vida do filho em risco. Pais fumantes se tornam um modelo de comportamento negativo”. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 700 milhões de crianças em todo o mundo sofrem de problemas ligados ao fumo passivo.

Renata


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u332635.shtml

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Sep 30 2007

Professora obriga menina a ficar nua, em sala de aula, na Índia

Publicado por Tandai under Crimes, Mundo

Uma professora obrigou uma aluna a tirar a roupa e ficar nua em uma escola em Nova Déli porque a menina, de sete anos, não fez sua lição de casa, informou a polícia neste domingo.

A menina ficou nua diante dos colegas de classe na última sexta-feira (28). A professora pediu que os outros alunos vaiassem a criança na sala de aula. “A professora foi presa após a queixa dos pais, mas foi solta após o pagamento de fiança”, afirmou o policial Rajan Bhagat.

“Isto é bárbaro”, disse Shanta Sinha, chefe do Comitê Nacional para Proteção dos Direitos da Criança em um jornal.

A comissão emitiu uma proibição neste ano que impede que os estudantes sejam chamados de “burros” ou “idiotas”.

Um estudo do governo apoiado pelo Fundo da Organização das Nações Unidas para a Infância informou neste ano que dois terços das crianças da Índia sofrem abusos físicos –a maioria em casa ou na escola.

Apesar de banido, o castigo corporal é utilizado por muitas escolas na Índia.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u332622.shtml

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Sep 26 2007

Perigo da maternidade adolescente

Publicado por Tandai under Vídeos Ilustrativos

Pesquisa da UnB mostra que 67,5% das mães não tinham projeto de vida antes do nascimento da criança e apenas 17% delas terminaram o Ensino Médio.

Especialistas lembram: Filho altera planos futuros.


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Sep 24 2007

Fotógrafo da Benetton faz campanha contra a anorexia

Publicado por Tandai under Mundo

Brasil Contra a Pedofilia

O fotógrafo italiano Oliviero Toscani, célebre por suas campanhas polêmicas para a grife Benetton, lançou nesta segunda-feira uma denúncia sobre a anorexia, com a publicação de uma foto de duas páginas de uma menina nua e extremamente magra. Foto:Alberto Pizzolia/AFP

ROMA - O anúncio, publicado no jornal La Republicca, inclui uma única palavra, “Não”, e é financiada pela marca de roupa italiana “No-l-ita”.“Há anos me ocupo do problema de anorexia. Quem são os responsáveis? No geral, os meios de comunicação, a televisão, a moda. Parece muito interessante que uma marca de roupa compreenda o fenômeno, tome consciência de seu papel e patrocine a campanha”, declarou o fotógrafo à imprensa local.A campanha contra a anorexia também chegará às ruas, onde serão expostos enormes painéis, anunciou a ministra italiana da Saúde, Livia Turco.No final de 2006, o governo italiano, a Federação da Moda italiana e a Associação Alta Moda - que agrupa os estilistas italianos que apresentam suas coleções em Roma e Milão - adotaram o chamado “Manifesto anti-anorexia”, a fim de “impor um modelo de beleza saudável, solar, generoso e mediterrâneo”.O acordo proíbe contratar modelos menores de 16 anos e apresentar certificados médicos sobre a não existência de problemas alimentares.O fotógrafo já fez várias campanhas para a Benetton entre 1982 e 2000 nas quais denunciava o racismo e os horrores da Aids.

Matéria relacionada:

Modelos com menos de 16 anos serão banidas das passarelas

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/070924/entretenimento/it__lia_moda_publicidade

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Sep 19 2007

Cena de estupro em ‘Caçador de Pipas’ causa polêmica

Publicado por Tandai under Mundo

Brasil Contra a Pedofilia

Pai do menino Ahmad Khan teme que filho fique estigmatizado

Amantes de livros e cinéfilos estão aguardando ansiosamente a estréia, em novembro, da versão para o cinema do romance O Caçador de Pipas, um bestseller internacional.

Mas, antes mesmo de estrear, o filme já está provocando polêmica no Afeganistão, país onde se passa grande parte da narrativa, e nas comunidades da diáspora afegã.Escrito em 2003 pelo americano de origem afegã Khaled Hosseini, o livro abrange desde os anos anteriores à guerra na Cabul dos anos 70 até a brutalidade do governo Talebã.

O romance toca em temas como o exílio, o desejo de um filho de agradar seu pai e - acima de tudo - fala de amizade e traição na relação entre dois meninos, os personagens centrais do livro.  

Perturbador

O menino Amir assiste ao estupro de Hassan, seu leal amigo e empregado, por um marmanjo psicopata.Ao invés de socorrer Hassan, Amir foge. O incidente muda a amizade dos dois para sempre e é um acontecimento central na narrativa.Ainda assim, alguns dos envolvidos no filme disseram que não tinham idéia de que uma cena tão perturbadora seria incluída.A história está sendo filmada em dari, uma das principais línguas do Afeganistão, e muitos papéis são interpretados por afegãos comuns, sem experiência prévia como atores.Entre eles estão as crianças que interpretam os três papéis infantis principais. Elas foram selecionadas entre dois mil candidatos em escolas de Cabul.

Brasil Contra a Pedofilia

A decisão corajosa da direção - o filme é dirigido por Marc Forster, que também dirigiu A Última Ceia - teve como objetivo alcançar a maior autenticidade possível, mas criou obstáculos imprevistos

 

‘Não me disseram’

O menino Ahmad Khan Mahmidzada, de 11 anos, interpreta o personagem Hassan. Ele pertence ao grupo étnico hazará, o mesmo do personagem fictício. Os hazará têm sido oprimidos e tiranizados ao longo da história afegã.O pai de Ahmad, Ahmad Jaan, disse que só quando ele e o filho chegaram a Kashgar, no oeste da China - onde o filme está sendo filmado por razões de segurança - é que ficaram sabendo sobre a cena do estupro. Jaan disse que queria tirar seu filho da cena. “Quando eu disse a eles que não deixaria Ahmad Khan fazer parte deste filme, eles disseram: ‘Não vamos filmar aquela cena’” disse o pai.Ahmad Khan é o ator perfeito para Hassan. Como o personagem, ele está sempre sorrindo. Mas, assim como o pai, está inquieto em relação ao filme que está estrelando.“Eles não me contaram a história”, disse Ahmad em inglês, lembrando do processo de seleção para o elenco. Ele disse que participou da cena do estupro, embora sem tirar as calças - “porque não é certo”, acrescentou com firmeza.E como a cena foi filmada de forma não explícita, parece que o pai do menino sequer percebeu o que havia acontecido.Em Los Angeles, Estados Unidos, a produtora dos filme, Rebecca Yeldham, defendeu a forma como a cena foi filmada.

“A cena foi feita de forma muito, muito discreta e não gratuita”, disse. “Ela não inclui nudez. Foi mostrada de forma meio impressionista. Mas também é importante ser fiel à história. Para que fique claro que o ataque que aconteceu naquele beco contra aquela criança foi uma violência sexual.”

 

 

Cenas pesadas

Quanto à alegação de Ahmad Jaan, de que o diretor havia prometido não filmar aquela cena, a produtora foi categórica.“Isto não é verdade”, disse. “Ninguém deu essas garantias ao pai de Ahmad.”Ela disse que o elenco foi alertado de antemão de que haveria “cenas pesadas” no filme.Ainda assim, vários integrantes do elenco se aliaram a Ahmad Jaan e estão dizendo que, apesar de a cena do estupro ter sido filmada, ela deve ser cortada.Nabi Tanha, o ator que interpreta o pai de Hassan no filme - Ali - disse que está preocupado com a linguagem ruim usada contra os hazarás.Ahmad Jaan disse que teme duas coisas: que o filme piore as relações entre os hazarás e o grupo étnico dominante patãs (ambos o menino estuprador e o personagem principal Amir são patãs); e que sua própria família fique em perigo quando o filme for lançado por causa do conceito afegão de desonra.“Claro que estou preocupado”, ele disse. “Meu próprio povo, minha própria tribo, vai se voltar contra mim por causa da história. Tenho medo de que cortem minha garganta, que me matem, que me torturem.”Seu filho teria dito que tem medo de que seus amigos o rejeitem pensando que ele realmente foi estuprado.Musa Sultani, que chefia a Comissão Independente dos Direitos Humanos do Afeganistão, em Bamiyan, terra dos hazarás, disse acreditar que o filme possa reavivar velhas tensões étnicas.“Esta cena, em um contexto afegão, pode ser interpretada como desonra para uma comunidade, para uma etnia”, disse Sultani. “Em sociedades tribais, as pessoas não distingüem entre coisas reais ou fictícias.”Mas nem todos os afegãos envolvidos estão preocupados.Mustafa Maroof, tradutor e agente na contratação dos atores, disse à BBC que como a cena foi filmada de forma indireta, provavelmente não haverá reação adversa.A produtora Rebecca Yeldham está consciente dos problemas e diz que está em contato com grupos comunitários em Cabul.Mas argumenta que os temores - que se espalharam em grupos de afegãos vivendo em exílio e usando sites de bate-papo na internet - estão baseados em uma crença errônea de que o filme seja explícito quando, na verdade, foi filmado de forma discreta e respeitando os sentimentos dos afegãos.“Não acreditamos que as crianças estejam em risco”.Ainda assim, os produtores decidiram não lançar o filme no Afeganistão - embora cópias em DVD muito provavelmente vão acabar circulando pelo país.Os produtores de O Caçador de Pipas gostaram de ter usado afegãos comuns como atores. Mas a filmagem levantou questões que eles não previam - a confusão entre fato e ficção em uma sociedade muito diferente da californiana, e os conceitos afegãos de honra e tribalismo.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/09/070918_kiterunner_filme_mv.shtml

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Sep 15 2007

Prêmio “Álcool e Consumo Consciente”: Para conselheiro do CONAR, propagandas de bebidas alcoólicas devem sofrer ‘restrições’

Brasil Contra a Pedofilia

Propagandas de bebidas alcoólicas devem sofrer “restrições.” A opinião é de Carlos Chiesa, publicitário e conselheiro do Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária (CONAR). “Não se deve eliminar a propaganda [de bebidas alcoólicas]. É um remédio errado. O remédio é você aplicar restrições”, avaliou Carlos Chiesa, na noite desta sexta-feira (14/09), durante debate intitulado “Álcool e Mídia”.

“O ministro [da Saúde] é médico e não publicitário”, provocou Chiesa, referindo-se ao fato de José Gomes Temporão defender a necessidade de restrições à propaganda de bebidas alcoólicas, a exemplo do que já foi feito com a indústria tabagista. O debate, que aconteceu na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), é uma iniciativa do Instituto Cultural Barong e integra a programação do “Prêmio Álcool e Consumo Consciente – Concurso de Criação de Propagandas Socialmente Responsáveis.” O objetivo da empreitada é fazer com que universitários das áreas de Publicidade e Propaganda e Design Gráfico reflitam sobre o consumo de álcool por jovens, criando nos futuros profissionais uma cultura de responsabilidade social dentro da sua área de atuação (saiba mais).

Marta McBritton, presidente do Barong, lembrou aos presentes que a idéia de criar o concurso ganhou força no ano passado, quando a organização que ela comanda fez uma pesquisa na qual ficou clara a relação entre consumo abusivo de álcool e aumento da vulnerabilidade a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis. Em 2006, o Barong entrevistou 834 indivíduos no Guarujá, cidade localizada no litoral de São Paulo. Do total, 430 eram homens e 404 mulheres. Entre os jovens que beberam e na mesma noite mantiveram relações sexuais, 64% admitiram não ter usado camisinha. O restante, 37%, disseram ter usado o preservativo. No caso dos jovens que não beberam, os números se inverteram: 63% utilizaram camisinha no momento do sexo, enquanto os 37% restantes disseram não ter usado qualquer tipo de proteção.“A propaganda não existe para fazer as pessoas consumirem mais, mas para elas diferenciarem uma marca da outra”, avaliou o publicitário Carlos Chiesa. Ele ressaltou, entretanto, que o CONAR “ é sensível à opinião pública.” “O que nós queremos debater aqui são políticas públicas”, explicou Luana Bonome, diretora de comunicação da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Léo Nogueira

O QUE A PROPAGANDA NÃO MOSTRA


Fonte: http://www.agenciaaids.com.br/noticias-resultado.asp?Codigo=8335

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Sep 13 2007

Meninas com sexo na cabeça

Publicado por Tandai under Pernambuco, Prevenção

Brasil Contra a Pedofilia erotização precoce

Concordo que hoje as adolescentes estão muito mais sabidas que antigamente. Dizem, inclusive, que tem meninas de 12 ou 13 anos mais danadas que muita mulher por aí, o que considero um exagero. Contudo, realmente existem algumas garotinhas que procuram  avidamente seduzir o sexo masculino de qualquer idade, pelo simples prazer do jogo sexual e acabam adquirindo muita experiência. Entretanto, me questiono de quem é a culpa? Será que já nasceram com a sensualidade a flor da pele ou foram os adultos que as cercam que as induziram a conquistar o mundo com o corpo?

Outro dia observei uma sala de bate-papo na Internet, voltada para quem tem 10 a 15 anos. Grande parte dos apelidos era altamente eróticos, como Sandrinha Toda Nua ou Pau Gostoso. Várias conversas giravam em torno de sexo, incluindo perguntas básicas como: você ainda é virgem? E o mais interessante é que na sala do grupo etário entre 16 a 20 anos não tinha nenhum nome ou  assunto envolvendo sexualidade.

Claro que a curiosidade é maior entre quem está na pré-adolescência, fase de muita auto-afirmação.  Mas será que este tipo de diálogo, revelando um comportamento por demais precoce, não foi incentivado pela omissão dos pais na educação?

Conheço um caso de uma profissional liberal que considerou estupro o fato do namorado da filha, ele com 18 anos e ela com 16, ter dado bebida alcoólica para a menina e assim mantido relações sexuais com ela, com total aquiescência da menina.  Só que os dois já namoravam desde que ela tinha 13 e ele 15, época que a referida mãe, cujo marido tinha ido embora, deixava os dois adolescentes sozinhos em casa para ir trabalhar.  Então pergunto: será que esta senhora não foi por demais ingênua ao deixar estes dois livres para viverem um primeiro amor em toda sua intensidade? Depois ela veio reclamar que a paixão se tornou visceral e que estava com medo que ele matasse a garota. Com razão! Não raro encontramos rapazes matando as namoradinhas alegando ciúmes e depois ainda tentam o suicídio. Em outro episódio, vi uma mãe desesperada com sua filha de 12 anos que foi encontrada seminua ao lado do meio-irmão de 16. A menina já tinha aprontado muitas e a mãe não tinha mais controle sobre ela. Ninguém dava jeito, nem mesmo o pai que mesmo separado, tentou apoiar a ex-esposa nesta situação. A adolescente queria chamar a atenção de todo jeito. Foi quando, então, procurou-se a ajuda de uma psicóloga, que recomendou deixar que a criança namorasse. A mãe, indignada, respondeu que se a deixasse se relacionar amorosamente com alguém, rapidamente ela engravidaria, ainda que desse anticoncepcional para ela, algo que poderia interferir no seu desenvolvimento orgânico. Assim, a mãe considerou que se fizesse o que a profissional aconselhava,  teria outro problema, ou seja, mais uma criança para cuidar. Resultado: resolveu cuidar melhor da garota, levando-a para o trabalho, preenchendo mais o tempo dela para que não  pensasse mais em “besteira”.

Poderia citar muitos outros exemplos, mas a questão é: como criar uma filha, na fase típica de contestação, quando o incentivo à vivência sexual se tornou normal, podendo vitimar a adolescente com uma gravidez indesejada ou violência por parte dos parceiros? Talvez o que esteja faltando seja rédea curta. Está tudo muito liberal. Meninas de 13 anos voltam de manhã para casa depois de uma balada e os pais agem como se fosse tudo muito natural. Não é! A noite foi feita para dormir e não para a garotada fazer farra.

A liberdade conquistada pelo sexo feminino não foi para que menininhas se promiscuíssem. Quem tem filhos tem que perseverar na instrução deles. Não pode ter preguiça ou se esquivar dizendo que não pode mais com eles. Não precisa bater, mas tem que ser firme e dar limites. Dizer muito não, algo que dói na alma de um pai ou de uma mãe, mas que ajuda a educar. E principalmente, tem que dar exemplo. Gente miúda copia muito mais o que vê do que aquilo que ouve. A sociedade continua machista e quando uma menina é taxada de “à toa”, dificilmente consegue formar uma família bem estruturada no futuro. Fica perdida e muitas vezes se entrega às drogas ou ao alcoolismo. Portanto, se não quiser ver sua filha sendo chamada de mulher antes do tempo, segure-a mais dentro de casa e invista no ensinamento dos antigos valores, como procurar ser virtuosa.

Isto não é caretice, mas uma questão de sobrevivência social.

Cláudia Molina

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Sep 09 2007

Lista das vítimas do “césio 137″, em Goiânia, não pára de crescer

Publicado por Tandai under Denúncia, Goiânia

 

Brasil Contra a Pedofilia césio

 

Brasil Contra a Pedofilia vítimas do césio

Ruínas da clínica de radiologia onde foi encontrada a cápsula de césio 137

Vinte anos após o maior acidente radioativo mundial em uma área urbana, a capital goiana ainda conta as vítimas do césio 137. A lista de contaminados e mortos não pára de subir. E, provavelmente, nunca será concluída. Não existe um controle exato de pessoas expostas à radiação. No mais recente levantamento feito por autoridades estaduais e federais, 743 cidadãos são apontados, oficialmente, como vítimas da tragédia ocorrida em 13 de setembro de 1987. É sete vezes mais que o divulgado pelas autoridades, em 1988, quando foram listadas 102 vítimas.O novo levantamento inclui duas vítimas reconhecidas agora, mais 61 crianças nascidas após o acidente e os 578 funcionários públicos expostos ao risco. Os filhos do césio nasceram de pais contaminados pelo pó branco de brilho azul. O produto vazou de um aparelho de raios X abandonado em um hospital desativado, no centro de Goiânia, e violado por dois catadores de sucata. As outras vítimas são servidores públicos — médicos, enfermeiros, bombeiros e policiais militares. Também trabalhadores de baixa renda foram colocados em perigo — alguns do Consórcio Rodoviário Intermunicipal e da construtora Andrade Gutierrez.Todos tiveram contato direto com o material radioativo ou trabalharam na descontaminação. Nenhum recebeu roupas especiais para concluir o serviço em segurança. Assim, sofreram os efeitos diretos da radiação e carregaram resíduos do césio 137 nas roupas, contaminando familiares, amigos e vizinhos. Apesar de reconhecidos pelo poder público como vítimas do acidente, a maioria dos servidores estaduais e municipais não conta hoje com qualquer tipo de ajuda.Levantamento feito pelo Correio, a partir de dados do Ministério Público de Goiás e dos sindicatos das categorias, revela que ao menos 40 servidores morreram sem conseguir assistência médica ou financeira do poder público. Outros 170 tentam um auxílio, ainda em vida, brigando na Justiça. Oficialmente, só foram reconhecidas até agora 14 mortes em decorrência da exposição ao césio 137. O número é contestado por associações de vítimas do acidente e por promotores públicos, que apontam 66 casos.

Brasil Contra a Pedofilia vítimas do césio

Crianças e adultos, ainda hoje, passam por exame do contador Geiger, aparelho que permite detectar a contaminação por material radioativo. O contador é colocado próximo ao corpo da pessoa e a radiação emitida é medida.

Os envolvidos na tragédia entendem que o número de contaminados é maior do que o reconhecido pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen). Os técnicos examinaram 112 mil pessoas na época do acidente. Aquelas com índices mais elevados de contaminação foram colocadas em quarentena no prédio da Febem. Das 120 pessoas que sentiram os efeitos da radiação, 49 foram internadas e 21, submetidas a tratamento intensivo.
Quatro morreram em menos de quatro meses. Entre elas, a menina Leide Ferreira das Neves, 6 anos, que virou símbolo da tragédia. As vítimas identificadas pela Cnen foram divididas em dois grupos: o primeiro para aqueles com altos índices de radiação e, o outro, com menor índice. A esses, bem como às segunda e terceira gerações de descendentes, foram asseguradas pensões vitalícias de até R$ 800, além de assistência médica integral, que inclui os medicamentos.
Os médicos Orlando Teixeira, Criseide Dourado e Carlos Bezerril, responsáveis pela clínica abandonada onde o césio foi achado, e o físico hospitalar Flamarion Goulart foram condenados a três anos de prisão em regime semi-aberto por homicídio culposo (sem intenção). Bezerril cumpriu um ano de prisão, sendo beneficiado por um indulto de Natal. Dourado e Teixeira também ficaram só um ano na cadeia. O segundo abandonou a medicina após a tragédia. Hoje é fazendeiro e empresário em Mato Grosso e atende esporadicamente em hospitais da região.O processo de Flamarion está em fase de apelação. Teixeira e Bezerril são sócios de um hospital de tratamento de câncer, em Goiânia. Os três não foram localizados nem retornaram as ligações do Correio. Goulart mora em Goiânia, mas não falou com os repórteres. Foi ele quem sugeriu as primeiras providências para o caso, como evacuação dos locais de contaminação e a triagem realizada no Estádio Olímpico de Goiânia para identificar possíveis atingidos pelo produto.

Brasil Contra a Pedofilia vítimas do césio 137

Zilda era a funcionária responsável pela faxina da casa que abrigou os contaminados: contraiu câncer

 

O médico José Ferreira Silva, chefe da Superintendência Leide das Neves (Suleide), criada para atender as 104 vítimas reconhecidas pelo estado em 1987, não acredita na potencialização de doenças decorrentes do acidente. “Nesses 20 anos, não observamos nesse grupo nada de diferente do que ocorre na população normal. Muita gente busca a Suleide com doenças que dizem ser decorrência do césio. É preciso que haja nexo causal, que essas pessoas tenham sido expostas à radiação”, explicou.Técnicos da Cnen fazem medições das seis áreas mais contaminadas, a cada três meses. “Há césio nos focos. Vai demorar 300 anos para eles serem descontaminados”, conta o engenheiro químico Cesar Luiz Vieira Ney. Ele frisa que a radiação medida estabilizou há três anos e a quantidade é inofensiva. “Há menos radiação exposta que a encontrada em cidades brasileiras com anomalias, como Guarapari (ES) e Poços de Caldas (MG)”.

RELEMBRANDO O CASO: A fonte de Césio que deu origem ao acidente radiológico, foi manipulada pela curiosidade de dois sucateiros que encontraram um aparelho de radioterapia, nas antigas dependências do Instituto Goiano de Radioterapia, um prédio abandonado da Santa Casa de Misericórdia. Era a manhã do domingo, 13 de setembro de 1987, quando dois sucateiros, Roberto dos Santos e Wagner Mota, removeram a máquina em um carrinho de mão até a casa de um deles. Eles ignoravam o que era aquela peça de 100 quilos, estavam apenas interessados no que podiam ganhar com ela, vendendo as partes de metal e chumbo em ferro-velhos da cidade. Durante a desmontagem do aparelho, foram expostos ao ambiente 19,26 g de cloreto de césio-137 (CsCl), pó branco semelhante ao sal de cozinha, no entanto, brilha no escuro com uma coloração azulada. É altamente radiativo, que provoca queimaduras, vômitos e diarréia até a morte. Cientificamente, o césio 137 é um radioisótopo usado no tratamento do câncer e em processos industriais como fonte de calibração de instrumentos e de medição de radiatividade. O organismo humano necessita de 110 dias para eliminá-lo. Atualmente é substituído pelo cobalto. Cinco dias depois, a peça foi vendida a Devair Alves Ferreira, que a arrombou e se encantou com o brilho azul emitido pelo pó de césio 137. Acreditando estar diante de algo sobrenatural, Ferreira passou do dia 18 até o dia 21 recebendo amigos e curiosos interessados em conhecer o misterioso pó brilhante.

Brasil Contra a Pedofilia acidente em Goiânia césio

O soldado Marques trabalhou na área contaminada. Teve câncer no cérebro e o filho nasceu com problemas de coração

 

Dentre essas pessoas estava seu irmão, Ivo, que fora visitá-lo porque sabia que Devair estava doente. Na avaliação da família, ele estava com intoxicação alimentar. Os primeiros sintomas da contaminação (tonturas, náuseas, vômitos e diarréia) apareceram algumas horas depois do contato com o pó, levando as pessoas a procurar farmácias e hospitais, sendo medicadas como portadoras de uma doença contagiosa. Na verdade, descobriu-se mais tarde que ele apresentava sintomas descritos pelos médicos como Síndrome Aguda da Radiação. Ivo levou um pouco do pó de Césio para casa e mostrou as pedrinhas brilhantes para a esposa, a filha e os amigos. Sua filha, Leide das Neves, de seis anos de idade, não só manipulou as pedrinhas, como também ingeriu pequena quantidade delas. É que a menina brincou com as pedras antes do jantar e, ao alimentar-se, comeu césio misturado à comida. Leide foi a primeira a morrer. Ela foi considerada a maior fonte radioativa do mundo, já que foi quem mais absorveu a radiação do Césio de todos os que foram irradiados.

O vizinho de Devair, Edson Fabiano, também levou para casa algumas pedrinhas e compartilhou a beleza de seu brilho com seu irmão, Ernesto Fabiano, que fez o mesmo. A casa dele foi considerada um dos principais focos de contaminação, porque ele jogou o material radioativo no vaso sanitário.

O metal proveniente da máquina de radioterapia foi vendido para outro ferro-velho, cujo dono se chamava Joaquim. Ele devolveu a cápsula de césio por achar que não tinha valor comercial.

Os sintomas só foram caracterizados como contaminação radioativa em 29 de setembro, depois que esposa do dono do ferro-velho, Maria Gabriela, levou parte do aparelho desmontado até a sede da Vigilância Sanitária. Os médicos que a receberam solicitaram a presença de físicas por desconfiarem de que seria material radioativo. O físico nuclear Valter Mendes, de Goiânia, constatou, no dia 29, que havia fortes índices de radiação na Rua 57, do setor Aeroporto, bem como nas suas imediações. Ele acionou então a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), por considerar gravíssimo o acidente.

José Júlio Rosenthal, chefe do então Departamento de Instalações Nucleares, dirigiu-se à Goiânia no mesmo dia. Ao encontrar o quadro preocupante, acionou o médico Carlos Brandão da Cnen e também o médico Alexandre Rodrigues de Oliveira, da Nuclebrás (hoje, Indústrias Nucleares do Brasil). Eles chegaram à Goiânia no dia 30, quando a secretaria de Saúde do estado já fazia a triagem dos acidentados num estádio de futebol.

As que tinham entrado em contato com a fonte diretamente estavam num hospital do estado, que tinha uma enfermaria separada para atender as vítimas. De acordo com Alexandre de Oliveira, no estádio foram triadas cerca de 30 pessoas que apresentavam vômito, náusea, dor de cabeça, emagrecimento, dores no corpo e queda de cabelo. Outras dez foram encaminhadas ao hospital.

A primeira medida foi separar toda a roupa dessas pessoas, lavá-las com água e sabão para descontaminação externa. Depois, os que entraram em contato com a cápsula tomaram um quelante - substância que elimina os efeitos da radiação - chamado azul da Prússia. Com ele, as partículas de césio saem do organismo pelas fezes e pela urina. Todo esse material foi reunido, encapsulado em contêineres de metal para posterior descarte em um depósito.

Quatro morreram pouco depois de um mês do acidente, Maria Gabriela, a menina Leide e dois funcionários do ferro-velho de Devair. Ele morreu anos depois de câncer no fígado, doença que, segundo os médicos da Superintendência Leide das Neves (Suleide) - criada para atendimento exclusivo e permanente dos acidentados - não se desenvolveu em função da exposição do paciente à fonte radioativa.

Segundo a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), além delas, de 112.800 pessoas que foram monitoradas, 129 apresentaram contaminação corporal interna e externa. Destas, 49 foram internadas e 21 exigiram tratamento médico intensivo.

A propagação do césio-137 para as casa próximas onde o aparelho foi desmontado se deu por diversas formas. Merece destaque o fato de o CsCl ser higroscópico, isto é, absorver água da atmosfera. Isso faz com que ele fique úmido e, assim, passe a aderir com facilidade na pele, nas roupas e nos calçados. Levar as mãos ou alimentos contaminados à boca resulta em contaminação interna do organismo.

Os trabalhos de descontaminação dos locais afetados produziram 13,4 t de lixo contaminado com césio-137: roupas, utensílios, plantas, restos de solo e materiais de construção. O lixo do maior acidente radiológico do mundo está armazenado em cerca de 1.200 caixas, 2.900 tambores e 14 contêiners em um depósito construído na cidade de Abadia de Goiás, vizinha a Goiânia, onde deverá ficar, pelo menos 180 anos.

Leia também:

CHERNOBYL 20 ANOS

Os esquecidos de Chernobyl

Vítimas do Césio 137 - Linha Direta (Episódio dividido em quatro partes)

Imagens da época do acidente

FONTE: http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2719004?=Brasil

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Sep 02 2007

Abuso sexual em locais de práticas esportivas: ainda um tabu

Publicado por Tandai under Brasil, Orientação

No período de maio de 1997 a janeiro de 2003, a ABRAPIA, que então operacionalizava o telefone nacional 0800 990 500, para denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes, registrou 28 casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes praticados em ambiente de diversas atividades esportivas. Este é um resumo sucinto que é divulgado com o objetivo de lembrar que a violência sexual contra crianças e adolescentes ocorre em todas as classes sociais e que o abusador, geralmente um pedófilo, é uma pessoa com aspecto normal na sociedade e que vai agir onde se reúnem crianças e adolescentes. Inclusive onde eles praticam esportes.

Total de denúncias: 28

 Atividades esportivas praticada pelo abusador:

Atividade Número de denúncias Percentual de denúncias
Professor de escolinha de futebol 12 42,89%
Professor de capoeira 4 14,28%
Professor de educação física 3 10,7%
Professor de dança 2 7,15%
Professor de natação