Sep 09 2007

Lista das vítimas do “césio 137″, em Goiânia, não pára de crescer

Publicado por Tandai às 10:33 pm sobre Denúncia, Goiânia

 

Brasil Contra a Pedofilia césio

 

Brasil Contra a Pedofilia vítimas do césio

Ruínas da clínica de radiologia onde foi encontrada a cápsula de césio 137

Vinte anos após o maior acidente radioativo mundial em uma área urbana, a capital goiana ainda conta as vítimas do césio 137. A lista de contaminados e mortos não pára de subir. E, provavelmente, nunca será concluída. Não existe um controle exato de pessoas expostas à radiação. No mais recente levantamento feito por autoridades estaduais e federais, 743 cidadãos são apontados, oficialmente, como vítimas da tragédia ocorrida em 13 de setembro de 1987. É sete vezes mais que o divulgado pelas autoridades, em 1988, quando foram listadas 102 vítimas.O novo levantamento inclui duas vítimas reconhecidas agora, mais 61 crianças nascidas após o acidente e os 578 funcionários públicos expostos ao risco. Os filhos do césio nasceram de pais contaminados pelo pó branco de brilho azul. O produto vazou de um aparelho de raios X abandonado em um hospital desativado, no centro de Goiânia, e violado por dois catadores de sucata. As outras vítimas são servidores públicos — médicos, enfermeiros, bombeiros e policiais militares. Também trabalhadores de baixa renda foram colocados em perigo — alguns do Consórcio Rodoviário Intermunicipal e da construtora Andrade Gutierrez.Todos tiveram contato direto com o material radioativo ou trabalharam na descontaminação. Nenhum recebeu roupas especiais para concluir o serviço em segurança. Assim, sofreram os efeitos diretos da radiação e carregaram resíduos do césio 137 nas roupas, contaminando familiares, amigos e vizinhos. Apesar de reconhecidos pelo poder público como vítimas do acidente, a maioria dos servidores estaduais e municipais não conta hoje com qualquer tipo de ajuda.Levantamento feito pelo Correio, a partir de dados do Ministério Público de Goiás e dos sindicatos das categorias, revela que ao menos 40 servidores morreram sem conseguir assistência médica ou financeira do poder público. Outros 170 tentam um auxílio, ainda em vida, brigando na Justiça. Oficialmente, só foram reconhecidas até agora 14 mortes em decorrência da exposição ao césio 137. O número é contestado por associações de vítimas do acidente e por promotores públicos, que apontam 66 casos.

Brasil Contra a Pedofilia vítimas do césio

Crianças e adultos, ainda hoje, passam por exame do contador Geiger, aparelho que permite detectar a contaminação por material radioativo. O contador é colocado próximo ao corpo da pessoa e a radiação emitida é medida.

Os envolvidos na tragédia entendem que o número de contaminados é maior do que o reconhecido pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen). Os técnicos examinaram 112 mil pessoas na época do acidente. Aquelas com índices mais elevados de contaminação foram colocadas em quarentena no prédio da Febem. Das 120 pessoas que sentiram os efeitos da radiação, 49 foram internadas e 21, submetidas a tratamento intensivo.
Quatro morreram em menos de quatro meses. Entre elas, a menina Leide Ferreira das Neves, 6 anos, que virou símbolo da tragédia. As vítimas identificadas pela Cnen foram divididas em dois grupos: o primeiro para aqueles com altos índices de radiação e, o outro, com menor índice. A esses, bem como às segunda e terceira gerações de descendentes, foram asseguradas pensões vitalícias de até R$ 800, além de assistência médica integral, que inclui os medicamentos.
Os médicos Orlando Teixeira, Criseide Dourado e Carlos Bezerril, responsáveis pela clínica abandonada onde o césio foi achado, e o físico hospitalar Flamarion Goulart foram condenados a três anos de prisão em regime semi-aberto por homicídio culposo (sem intenção). Bezerril cumpriu um ano de prisão, sendo beneficiado por um indulto de Natal. Dourado e Teixeira também ficaram só um ano na cadeia. O segundo abandonou a medicina após a tragédia. Hoje é fazendeiro e empresário em Mato Grosso e atende esporadicamente em hospitais da região.O processo de Flamarion está em fase de apelação. Teixeira e Bezerril são sócios de um hospital de tratamento de câncer, em Goiânia. Os três não foram localizados nem retornaram as ligações do Correio. Goulart mora em Goiânia, mas não falou com os repórteres. Foi ele quem sugeriu as primeiras providências para o caso, como evacuação dos locais de contaminação e a triagem realizada no Estádio Olímpico de Goiânia para identificar possíveis atingidos pelo produto.

Brasil Contra a Pedofilia vítimas do césio 137

Zilda era a funcionária responsável pela faxina da casa que abrigou os contaminados: contraiu câncer

 

O médico José Ferreira Silva, chefe da Superintendência Leide das Neves (Suleide), criada para atender as 104 vítimas reconhecidas pelo estado em 1987, não acredita na potencialização de doenças decorrentes do acidente. “Nesses 20 anos, não observamos nesse grupo nada de diferente do que ocorre na população normal. Muita gente busca a Suleide com doenças que dizem ser decorrência do césio. É preciso que haja nexo causal, que essas pessoas tenham sido expostas à radiação”, explicou.Técnicos da Cnen fazem medições das seis áreas mais contaminadas, a cada três meses. “Há césio nos focos. Vai demorar 300 anos para eles serem descontaminados”, conta o engenheiro químico Cesar Luiz Vieira Ney. Ele frisa que a radiação medida estabilizou há três anos e a quantidade é inofensiva. “Há menos radiação exposta que a encontrada em cidades brasileiras com anomalias, como Guarapari (ES) e Poços de Caldas (MG)”.

RELEMBRANDO O CASO: A fonte de Césio que deu origem ao acidente radiológico, foi manipulada pela curiosidade de dois sucateiros que encontraram um aparelho de radioterapia, nas antigas dependências do Instituto Goiano de Radioterapia, um prédio abandonado da Santa Casa de Misericórdia. Era a manhã do domingo, 13 de setembro de 1987, quando dois sucateiros, Roberto dos Santos e Wagner Mota, removeram a máquina em um carrinho de mão até a casa de um deles. Eles ignoravam o que era aquela peça de 100 quilos, estavam apenas interessados no que podiam ganhar com ela, vendendo as partes de metal e chumbo em ferro-velhos da cidade. Durante a desmontagem do aparelho, foram expostos ao ambiente 19,26 g de cloreto de césio-137 (CsCl), pó branco semelhante ao sal de cozinha, no entanto, brilha no escuro com uma coloração azulada. É altamente radiativo, que provoca queimaduras, vômitos e diarréia até a morte. Cientificamente, o césio 137 é um radioisótopo usado no tratamento do câncer e em processos industriais como fonte de calibração de instrumentos e de medição de radiatividade. O organismo humano necessita de 110 dias para eliminá-lo. Atualmente é substituído pelo cobalto. Cinco dias depois, a peça foi vendida a Devair Alves Ferreira, que a arrombou e se encantou com o brilho azul emitido pelo pó de césio 137. Acreditando estar diante de algo sobrenatural, Ferreira passou do dia 18 até o dia 21 recebendo amigos e curiosos interessados em conhecer o misterioso pó brilhante.

Brasil Contra a Pedofilia acidente em Goiânia césio

O soldado Marques trabalhou na área contaminada. Teve câncer no cérebro e o filho nasceu com problemas de coração

 

Dentre essas pessoas estava seu irmão, Ivo, que fora visitá-lo porque sabia que Devair estava doente. Na avaliação da família, ele estava com intoxicação alimentar. Os primeiros sintomas da contaminação (tonturas, náuseas, vômitos e diarréia) apareceram algumas horas depois do contato com o pó, levando as pessoas a procurar farmácias e hospitais, sendo medicadas como portadoras de uma doença contagiosa. Na verdade, descobriu-se mais tarde que ele apresentava sintomas descritos pelos médicos como Síndrome Aguda da Radiação. Ivo levou um pouco do pó de Césio para casa e mostrou as pedrinhas brilhantes para a esposa, a filha e os amigos. Sua filha, Leide das Neves, de seis anos de idade, não só manipulou as pedrinhas, como também ingeriu pequena quantidade delas. É que a menina brincou com as pedras antes do jantar e, ao alimentar-se, comeu césio misturado à comida. Leide foi a primeira a morrer. Ela foi considerada a maior fonte radioativa do mundo, já que foi quem mais absorveu a radiação do Césio de todos os que foram irradiados.

O vizinho de Devair, Edson Fabiano, também levou para casa algumas pedrinhas e compartilhou a beleza de seu brilho com seu irmão, Ernesto Fabiano, que fez o mesmo. A casa dele foi considerada um dos principais focos de contaminação, porque ele jogou o material radioativo no vaso sanitário.

O metal proveniente da máquina de radioterapia foi vendido para outro ferro-velho, cujo dono se chamava Joaquim. Ele devolveu a cápsula de césio por achar que não tinha valor comercial.

Os sintomas só foram caracterizados como contaminação radioativa em 29 de setembro, depois que esposa do dono do ferro-velho, Maria Gabriela, levou parte do aparelho desmontado até a sede da Vigilância Sanitária. Os médicos que a receberam solicitaram a presença de físicas por desconfiarem de que seria material radioativo. O físico nuclear Valter Mendes, de Goiânia, constatou, no dia 29, que havia fortes índices de radiação na Rua 57, do setor Aeroporto, bem como nas suas imediações. Ele acionou então a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), por considerar gravíssimo o acidente.

José Júlio Rosenthal, chefe do então Departamento de Instalações Nucleares, dirigiu-se à Goiânia no mesmo dia. Ao encontrar o quadro preocupante, acionou o médico Carlos Brandão da Cnen e também o médico Alexandre Rodrigues de Oliveira, da Nuclebrás (hoje, Indústrias Nucleares do Brasil). Eles chegaram à Goiânia no dia 30, quando a secretaria de Saúde do estado já fazia a triagem dos acidentados num estádio de futebol.

As que tinham entrado em contato com a fonte diretamente estavam num hospital do estado, que tinha uma enfermaria separada para atender as vítimas. De acordo com Alexandre de Oliveira, no estádio foram triadas cerca de 30 pessoas que apresentavam vômito, náusea, dor de cabeça, emagrecimento, dores no corpo e queda de cabelo. Outras dez foram encaminhadas ao hospital.

A primeira medida foi separar toda a roupa dessas pessoas, lavá-las com água e sabão para descontaminação externa. Depois, os que entraram em contato com a cápsula tomaram um quelante - substância que elimina os efeitos da radiação - chamado azul da Prússia. Com ele, as partículas de césio saem do organismo pelas fezes e pela urina. Todo esse material foi reunido, encapsulado em contêineres de metal para posterior descarte em um depósito.

Quatro morreram pouco depois de um mês do acidente, Maria Gabriela, a menina Leide e dois funcionários do ferro-velho de Devair. Ele morreu anos depois de câncer no fígado, doença que, segundo os médicos da Superintendência Leide das Neves (Suleide) - criada para atendimento exclusivo e permanente dos acidentados - não se desenvolveu em função da exposição do paciente à fonte radioativa.

Segundo a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), além delas, de 112.800 pessoas que foram monitoradas, 129 apresentaram contaminação corporal interna e externa. Destas, 49 foram internadas e 21 exigiram tratamento médico intensivo.

A propagação do césio-137 para as casa próximas onde o aparelho foi desmontado se deu por diversas formas. Merece destaque o fato de o CsCl ser higroscópico, isto é, absorver água da atmosfera. Isso faz com que ele fique úmido e, assim, passe a aderir com facilidade na pele, nas roupas e nos calçados. Levar as mãos ou alimentos contaminados à boca resulta em contaminação interna do organismo.

Os trabalhos de descontaminação dos locais afetados produziram 13,4 t de lixo contaminado com césio-137: roupas, utensílios, plantas, restos de solo e materiais de construção. O lixo do maior acidente radiológico do mundo está armazenado em cerca de 1.200 caixas, 2.900 tambores e 14 contêiners em um depósito construído na cidade de Abadia de Goiás, vizinha a Goiânia, onde deverá ficar, pelo menos 180 anos.

Leia também:

CHERNOBYL 20 ANOS

Os esquecidos de Chernobyl

Vítimas do Césio 137 - Linha Direta (Episódio dividido em quatro partes)

Imagens da época do acidente

FONTE: http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2719004?=Brasil

10 comentários to “Lista das vítimas do “césio 137″, em Goiânia, não pára de crescer”

  1. eduardaon 18 Mar 2008 at 10:20 pm

    OI! meu nome é Eduarda tenho 14 anos ,eu naosei nem por onde começar ,eu nem vi quando passou na telivisao no ano passado na linha direta quem foi que viu foi a minha mae ela ficou muito chocada com que viu os detalhes, tudo foi muito bem simulado ,mas nao foi apenas uma simulaçao mas sim aconteceu na vida real a 20 anos atras ,foi um acidente em que o mundo parou >bem eu nem existia naquela época mas minha mae meu pai viu tudo pela telivisao<quando ela me falou eu fiquein muito curiosa ,entao resouvi pesquisar mais sobre o césio 137<eu estou muito chocada com que eu li ,ate hoje aquelas pessoas que pegaram na pedra radioativa estao com cancer ou com doenças pra vida toda,muitas delas ficaram com alguma doenca , as pessoas por mis com que o tempo passou ela tem preconceito contra essas pessoas ,pois tem medo de pegar doenças ,de ficarem contaminadas, mas em vez disso de vemos é ajuda-los a se recuperarem , dando alguma ajuda a essas familias afetadas desse acidente nuclear, quando for em goiania quero fazer visita aquelas familias prejudicadas ,ver a realidade delas ,por isso fiquem com deus e nuca desista de seus sonhos e nunca perca a fè.
    BEIJOS E ABRACOS

  2. matheuson 12 Apr 2008 at 3:00 pm

    eu moro em goiania, no mesmo setor onde teve uma casa demolida por causa do acidente, a casa onde abriram a capsula ( casa do roberto) 5 ruas acima, cara é muito triste quando vc vai la na rua, as pessoas nao saem das casas, quando vêm alguem na rua ( a rua nao tem movimento algum, é muito raro carros passarem por ali) olham com vergonha, as casas continuam as mesmas, acho que é um dos lugares de goiania onde o mundo parou, a arquitetura, os formatos, sao todos iguais, minha vó diz que nao são reformadas pq se terem que tirar algum tijolo, tem que mandar o mesmo pra abadia (local onde tá guardado o lixo radioativo), sao casas que estao ‘caindo aos pedaços’, outra coisa que me choca são os pés de manga, há muitos, não nas casa vizinhas, mas no entorno, vc nota que ninguem tem coragem de chupar alguma manga, ao redor das arvores é cheio de frutos caidos, relamente é algo muito triste. tudo lá é velho, apartamentos sao quase de graça, mas os predios quase nao tem moradores.

  3. JÉSSICA CRISTINA SOUZA E SILVAon 20 May 2008 at 1:05 pm

    eu to fazenduh um trabalho escolar sobre esse assuntuh e to muituh chocada pq eu nao sabia q tinha ocorrido isso , apesar de eu nao ter nascido ainda.to lenduh muituh sobre esse acidente de cesio e o de chernobyl e sobre o bromo!!
    e to gostanduh pq to aprendenduh .
    to pesquisanduh te tudo q ocorreu naqela epoca a causa do acidente tudo q tem haver eu to lenduh
    eu sou de porto velho rondonia
    estudo na escola carmela dutra no 1º ano E .
    xau bjs
    =]

  4. NIVALDO DOS SANTOSon 21 May 2008 at 3:35 pm

    GOIÂNIA,[DOMINGO] 13 DE ABRIL 2008-GOIÁS

    CÁSO- CÉSIO-137

    ASSUNTO: Inclusão do recebimentoda pensão especial e vitalicia retroativa concedida pelo
    Governo Federal a pessoas irradiadas e/ou contaminadas, vitimas diretas ou que trabalharam
    no acidente radioativo com o césio-137, conforme lei federal 9.425 de 24 de dezembro de
    1996.

    INTERESSADO
    Nivaldo dos Santos

    Matricula funcional: 002537672-0
    Cargo/função: motorista oficial

    Residente á: Rua,vsje-5 Qd.03 Lt.17 Cep:74.440,835 Vila,St São José extensão - Goiânia-Goiás

    R E L A T Ó R I O

    Eu,Nivaldo dos Santos, funcionário da secretaria de estado da saúde,lotado na seção de
    transporte, trabalhei na operação CÉSIO-137 durante o de 28/09/1987 a 28/02/1988 prestando
    serviço no transporte de vitimas do acidente radioativo.
    Por convocação do Sr: Secretário de Estado da Saúde da época,como motorista oficial trabalhei
    na descontaminação dos focos,transpotando: Pacientes contaminados,Técnicos,Funcionários,
    e toneladas de lixos radioativos.
    Na oportunidade não se fez nenhuma colocação, acerca dos riscos que nós profissionais estariam
    correndo,apenas que o Estado bancaria todas as despesas e honorários como também se responsabilizaria
    por tudo,como na época eu estava prontificando para trabalhar no acidente,já que o governo
    do Estado de Goiás daria toda cobertura. Fui me apresentar na rua 57,foco principal onde
    encontrava a cápçula do césio-137 . Os técnicos da CNEN, não chegaram a nós falar sobre os reais
    perigos existentes sobre radiação nenhuma, para nossa decepção mais uma vez percebemos que
    estávamos enganados porque trabalhava o dia todo com roupas (macacão e botas)e no final do
    dia ia embora para casa levando contaminação nas ruas,nos ônibus,na familia, além de ser instrumento
    de disseminação do césio, pois toda cidade além da minha casa, filhos,esposa,pai,irmãos e
    quém se adentrasse dentro de casa. Já quase no final,foi nos revelado pelos técnicos da CNEN,
    “que uma radiação mesmo sendo baixa e em doses diárias durante um determinado tempo é mais
    comprometedora do que pequenas contaminações diretas que foram lavadas e eliminadas, percebemos
    então que o nosso destino estavam traçados”. Minha via sacra começou quando descobri o verdadeiro
    perigo que corria quando trabalhava no acidente. Decorridos algum tempo do acidente passei
    a ter problemas de saúde como: oftalmológico: precisei de usar óculos de até 4 graús, hoje
    perdi 90 por cento da visão, meus dentes começaram a quebrar com facilidade até que levou
    as extrações da maioria dos dentes,cansaço, dores nos ossos,fraqueza pelo corpo todo,e emocionalmente
    o medo de cãncer que chega a interferir na rotina causando quadro de depressão.
    Na época eu podia dirigir veiculos pesados como: caminhões, ônibus a minha abilitação era de categoria “D” e hoje só posso dirigir carros de passeio, pois aos poucos fui perdendo minhas abilidades profissionais. Tenho muito medo de fazer tratamento e descobrir que tenho cãncer , porque os motoristas estão morrendo como aconteceu com o Sr: Ubirajara (birão). Questiono o Estado de Goiás e a minha nação, pelos os quais fui um herói inocente sem entender os reais perigos a que fui submetido de forma enganosa e traiçoeira, na minha missão de profissional de saúde , acho inadmissivél que a nação continue alheia e dissimulada perante aos fatos tão concretos, só quero meu direito, pois, não pedi que houvesse o acidente. Gostaria de finalizar ressaltando que é um direito trabalhista o que estou solicitando, pois era e sou funcionário efetivo da secretaria de estado da saúde e estava trabalhando para a descontaminação da nossa capital e interior e sobre tudo a nossa nação, em zona de alto risco, e que me recrutaram sem eu saber das futuras consequências que poderiam surgir como de fato aconteceu comigo.

    Atenciosamente:

    Nivaldo dos Santos

    Obs: até este momento, ainda estou aguardando as bôas vontades das autoridades. Más, o meu DEUS está no controle.

  5. Jhadeon 25 Jun 2008 at 3:54 pm

    So lamento por todoos vc que tieram contaminaçao com o CESIO-137

  6. alex nascimentoon 14 Oct 2008 at 9:51 pm

    essa foi realmente uma catastrofe

  7. Daniloon 18 Oct 2008 at 4:19 pm

    Tenho 24 anos.

    Comecei a fazer curso de Radiologia em Outubro, e um professor comentou sobre este acidente. No meio do comentário ele disse que o Linha Direta escondeu um detalhe muito importante! Ele não disse qual, pois ele mandou a gente pesquisar e escrever um breve relátorio com as nossas palavras.

    Não sei qual site foi, mas eu li algo que dois homens roubaram esses aparelhos de Rx pra vender como sucata.

    OBS: Pessoal, vamos melhorar essa ortografia de vocês!!! Que vergonha ler seus comentários!

  8. Benedito dos Anjos Periquito da Rochaon 09 Nov 2008 at 7:10 pm

    Sou técnico de Segurança do Trabalho e gostaria de mais informaçoes; até já procurei pelo filme césio 137, mais não encontre. Eu sinto muito por essas pessoas que foram expostas ao risco de contaminação por culpa de pessoas irresponsáveis e despreparadas, porque sabiam do risco e colocaram essas pessoas para trabalharem no processo de descontaminação sem nenhuma orientação ou treinamento.

  9. Robertoon 03 Dec 2008 at 3:33 pm

    Pesquisando sobre o acidente em Goiânia com o cesio 137, percebi o perigo em que pessoas inocentes foram exposta e que muitos foram á óbito por negligencia de quem conheica os perigos mortais do cesio 137, mais de 20 anos ja se passaram e estamos acompanhando o número de vítmas que consederavelmente cresce a cada ano. por se tratar de um ato criminoso por parte dos ´´responsáveis´´se é que não podemos dizer ao contrário. Contudo o que se observa é que os protagonistas desse espetáculo suicida estão vivendo como se nada estivesse acontecido, ou quem sabe na melhor das hipótese até se negam a ajudar as vítimas que eles mesmo fizeram.entretanto,isto é um fato vergonhoso, indiscritivel e revoltante que nos deixa com uma única certeza de que é mais um caso que ficará á deriva pois alguns desses criminosos culposos nem se quer ficaram mais de um ano preso.Afinal as verdadeiras vítimas, essas sim,estão pagando pelos erros que os outros cometeram. Isso é justiça?

  10. Valescaon 10 Dec 2008 at 7:42 am

    Eu moro em goiânia e por enquantp nenhum vestígio desse acidente afetou mais ninguém?!!!!!1
    =]

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