Archive for December, 2007

Dec 31 2007

Após varredura na Capital, polícia do interior é acionada para encontrar o menino Luis Eduardo Martins Gonçalves

Publicado por Tandai under Brasil, Mato Grosso do Sul

Após varredura por toda Campo Grande sem êxito na busca do menino Luis Eduardo Martins Gonçalves, 10 anos, desaparecido desde o dia 22 de dezembro do Jardim das Hortênsias, região do bairro Aero Rancho, em Campo Grande, o policiamento do interior é acionado para procurar Dudu, como a criança é conhecida. “Esse menino não deve mais estar aqui”, diz um dos policiais que trabalha no caso e que prefere não ter o nome divulgado.Fotos em cartazes com o título ‘procura-se desaparecido’ estão espalhadas pelo bairro. O menino tem característica a pele morena, olhos castanhos e cabelos pretos.

Brasil Contra a Pedofilia Luiz Eduardo Martins Gonçalves Dudu desaparecido

Luis Eduardo Martins Gonçalves, o Dudu 

Quem tiver alguma pista sobre o paradeiro do menino deve telefonar para os números (67)9201 4062 ( pai Roberto Gonçalves), (67)9263 4948 (líder comunitário José Arantes), da Polícia Civil (67)3318 – 8900), Midiamax (67)3324 - 0082 ou discar para o número 100.

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Dec 31 2007

Violência já é questão de saúde pública

Publicado por Tandai under Brasil, Crimes, Paraná

Brasil Contra a Pedofilia violência

O relatório feito pelo Ministério da Saúde destaca que a violência é a maior ameaça à vida dos jovens
no País. (Foto: Anderson Tozato)

Todos os dias, em todos os lugares. A violência é um problema crônico da sociedade brasileira, sendo considerada caso de saúde pública. E não poderia ser diferente, pois a violência causa um absurdo número de mortes, outro tanto de feridos e inválidos. Estas pessoas, em sua maioria, são jovens. A violência é sim uma questão de saúde pública porque está diretamente ligada com a qualidade de vida da população, ameaçada todos os dias, em todos os lugares.
O relatório Impacto da Violência na Saúde dos Brasileiros, publicado pelo Ministério da Saúde em 2005, destaca que a violência é a maior ameaça à vida dos jovens no País. Embora a violência não seja assunto específico da saúde, passa a ser um problema de saúde pública devido às suas conseqüências. As causas são inúmeras, mas este panorama exige a adoção de políticas públicas específicas e programas de prevenção. “A resposta da saúde não é só na questão de atendimento, mas também na articulação de estratégias de prevenção nestes eventos. O caminho para qualquer problema de saúde é a prevenção”, comenta Edinilsa Ramos de Souza, pesquisadora do Centro Latino-americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Carelli (Claves), da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Para ela, um dos grandes avanços nos últimos tempos foi a criação da portaria federal 373/2001, que instituiu a Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violências. O documento dá as diretrizes para a diminuições dos casos e das mortes por violência.

As mortes violentas são uma epidemia, segundo o secretário de Estado da Saúde, Gilberto Martin. As causas externas estão em terceiro lugar no número de óbitos no Paraná. “É um fator epidemiológico importante. Só por isso, a saúde pública não pode virar as costas”, avalia.

O secretário acredita que uma das saídas para diminuir as mortes violentas seja a identificação das causas. “Identificando a origem, é possível o desenvolvimento de programas específicos. Sabemos que a violência não tem uma única origem e é uma questão que independe da saúde. Mas a saúde pode ter uma grande participação na prevenção dos casos de violência”, afirma Martin.

Dinheiro

Parte dos recursos destinados ao atendimento hospitalar geral acaba sendo destinado aos casos violentos. São situações que podem ser prevenidas e o dinheiro poderia ser gasto em um melhor atendimento para as doenças “comuns”. Segundo o secretário Martin, o atendimento de pacientes afetados por causas externas custa R$ 5 bilhões ao ano, valor superior previsto na Emenda 29, que pode ser aprovada para o setor da saúde em 2008.

Um cálculo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que o País perde R$ 92 bilhões por ano (incluindo a produtividade) com os óbitos e traumas da violência. “É um número muito alto. Este valor poderia ser aplicado de diferentes formas em um país tão necessitado como o nosso. Estão jogando dinheiro pela janela”, opina Martin. (Joyce Carvalho)

Hospital Cajuru é referência na RMC

O Hospital Cajuru é referência nos atendimentos por causas externas em Curitiba e Região Metropolitana (RMC). A média mensal de atendimentos no pronto-socorro do hospital é de 5,7 mil pacientes. Destes, entre 18% a 20% param no hospital por conta de acidentes de trânsito; entre 20% a 22% por causa da violência (agressões físicas, ferimentos por armas de fogo ou brancas, estupro, entre outros). Pacientes baleados representam 1,3% do atendimento global e 4% do total de internações. “As causas externas significam 45% do atendimento feito pelo hospital, o que é um absurdo. São recursos que deixam de ir para o atendimento de outras pessoas. Todos sempre serão atendidos, mas existe um prejuízo no atendimento geral”, revela Vinícuis Filipak, gerente de emergências do Hospital Cajuru.

O profissional de saúde é obrigado a investir em qualificação, pois os ferimentos estão ficando cada vez mais graves com o aperfeiçoamento das armas de fogo. “À medida que os mecanismos de violência ficam mais eficazes e aumenta o grau de ferimentos dos pacientes, o profissional de saúde precisa se atualizar. A violência obriga o médico a sempre estar se reciclando”, assegura.

Brasil Contra a Pedofilia - impacto da violência na saúde

Fonte: http://www.parana-online.com.br/noticias/index.php?op=ver&id=323998&caderno=14

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Dec 31 2007

Paraná: Monstro violenta garotinha

Publicado por Tandai under Crimes, Paraná

Brasil Contra a Pedofilia - Paulo Sérgio Miranda estuprador

Acusado de estuprar e espancar sua vizinha, de apenas 10 anos, o servente de pedreiro Paulo Sérgio Miranda, 35, foi preso por policiais militares, e encaminhado ao Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (Ciac), no 8.º Distrito Policial (Portão), onde foi autuado em flagrante pelo delegado Erineu Sebastião Portes. A vítima foi levada ao Hospital Pequeno Príncipe e submetida a cirurgia de emergência. O crime aconteceu às 15h de sexta-feira, na Vila Pantanal, Alto Boqueirão.

Familiares da criança contaram à polícia que a menina costumava brincar com as filhas de Paulo, porém tinha receio do vizinho, por achar que ele lhe olhava de forma estranha. Por volta das 15h, Paulo aproveitou que a mãe da criança saiu e foi até a casa dela. Arrastou a menina pelos cabelos até a sua residência, no terreno ao lado. Levou-a para o quarto e para o banheiro, onde a estuprou. “O banheiro da casa estava cheio de sangue e a menina foi submetida a cirurgia porque o sangramento não parava”, comentou o delegado.

Socorro

Os gritos da menina alertaram os vizinhos que acionaram a Polícia Militar, por volta das 15h30. Portes disse que a princípio a PM foi acionada para atender uma ocorrência de agressão, mas quando chegou ao local constatou que era estupro. “Vamos solicitar perícia na casa. Devido às lesões na criança, acreditamos que ele introduziu algum objeto na vagina da menina”, salientou o delegado.

Ao ser entregue na delegacia, Paulo negou a violência sexual. “Ele chegou dizendo que era impotente. Também negou que introduziu algum objeto na criança”, contou o delegado. O acusado foi encaminhado ao Centro de Triagem II, em Piraquara.

Fonte: http://www.parana-online.com.br/noticias/index.php?op=ver&id=324105&caderno=14

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Dec 31 2007

Proibição do fumo em bares e restaurantes entra em vigor na França

Publicado por Tandai under Europa, Leis

A partir desta terça-feira, dia 1º de janeiro, entra em vigor na França um decreto que proíbe fumar em todos os bares, restaurantes, discotecas e cassinos do país.

A proibição, que começa a ser aplicada no primeiro dia do ano, é o resultado do avanço de 30 anos de uma legislação cada vez mais restritiva contra o cigarro.

Em 2003, a venda foi proibida aos menores de idade, e desde fevereiro de 2007 os franceses já não podem mais fumar em locais públicos como escolas e empresas.

Segundo o governo francês, o objetivo é reduzir o número de mortes ligadas ao cigarro – 66 mil por ano – e proteger os fumantes passivos.

O Ministério da Saúde afirma que 5 mil pessoas morrem por ano na França devido à exposição involuntária ao tabaco.

Quem desobedecer a nova lei terá de pagar multas que podem chegar a 750 euros (cerca de R$ 1.970) para os comerciantes e 450 euros (aproximadamente R$ 1.180) para o cliente.

O governo já começou a veicular campanhas de informação sobre os danos à saúde causados pelo cigarro e prometeu financiar parte do tratamento de fumantes que desejem deixar o vício, como despesas com medicamentos, adesivos de nicotina ou gomas de mascar.

Apoio

Apesar de polêmica, a nova lei parece agradar à população. Pesquisas de opinião realizadas durante o ano de 2007 mostraram que a maioria da população era favorável à medida.

Uma delas, publicada em fevereiro, indicava que 86% dos franceses eram favoráveis a proibição de fumar em lugares públicos.

Segundo outro levantamento, publicado em outubro, 85% dos entrevistados afirmaram que iam continuar a freqüentar bares e restaurantes, mesmo com a aplicação da nova lei.

Já os sindicatos profissionais se mostram divididos. Alguns, como o Sindicato Nacional das Discotecas e Lugares de Lazer, que representa três quartos das discotecas francesas, acreditam que a diminuição do número de fumantes em bares e restaurantes será compensada pela conquista de novos clientes, como crianças e idosos.

Outros, como a União dos Empresas de Hotelaria, que representa cafés, resaurantes, hotéis e discotecas, temem um efeito “catástrofe”, que leve a uma grande diminuição no número de clientes.

O maior impacto será, entretanto, verificado nos chamados bares-tabaco, normalmente estabelecimentos de pequeno porte, que têm autorização para a venda de cigarros. Na França, existem cerca de 20 mil estabelecimentos desse tipo.

Segundo um estudo encomendado pela confederação dos revendedores de tabaco, que representa 97% dos estabelecimentos credenciados para a venda de cigarro na França, a nova legislação pode levar a uma diminuição de 30% do faturamento gerado pela venda de produtos anexos, como bebidas e sanduíches.

Fumódromos

Segundo a nova legislação, somente será permitido fumar em locais dotados de “fumódromos” especiais, equipados com dispositivos de extração de ar e portas que se fecham automaticamente.

Essas áreas especiais não poderão ultrapassar 35 metros quadrados e não deverão ter mais de 20% da área total do estabelecimento comercial. Após a saída do último fumante, nenhum funcionário poderá entrar no local durante uma hora.

Alguns bares na capital já começam, entretanto, a programar a instalação de fumódromos.

Segundo Alexandre Guérin, da A2TECH, empresa especializada em cabines com extração de ar, desde o início de dezembro o número de pedidos aumentou vertiginosamente. “Temos recebido uma média de 10 consultas por dia”, afirma.

Porém Didier le Pape, presidente da Confederação Nacional dos Revendedores de Tabaco, diz que as exigências para os fumódromos são “quase inviáveis tecnicamente e economicamente”.

“As regras para a instalação desses fumódromos são tão restritas que poucos comerciantes terão condições de aplicá-las”, afirma Le Pape.

Alguns bares da capital francesa também já têm programada a colocação de cinzeiros nas ruas, para evitar que as guimbas sejam jogadas no chão.

Vários sites e blogs também foram criados na internet para ajudar os fumantes que queiram aproveitar a nova lei para deixar de vez o cigarro.

A França não é o primeiro país europeu a adotar uma lei anti-tabaco. Pelo menos 27 países europeus já têm leis que proíbem totalmente ou parcialmente o cigarro em lugares públicos.

As legislações mais restritivas foram adotadas por países como Irlanda, Suécia, Grã-Bretanha e Itália.

 

Renata


 

Fonte: BBC

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Dec 31 2007

Mulher é presa por abandonar filhas pequenas em casa e sair para se divertir

Publicado por Tandai under Crimes, Pernambuco

A mãe das crianças e acusada é Rosângela Maria da Silva, de 22 anos. Ela foi autuada, em flagrante, por abandono de incapaz, na noite desta sexta-feira (28). Era quase meia-noite quando ela deixou suas três filhas menores de idade presas em casa, no bairro de Nossa Senhora do Ó, para se divertir. A criança mais velha tem 3 anos e a caçula apenas seis meses de nascimento. Rosângela foi denunciada pela própria mãe, Maria José da Silva. A avó das crianças afirmou, em depoimento aos policiais da Delegacia de Porto de Galinhas, que não é a primeira vez que a filha faz isso com as meninas. O pai das crianças é separado da acusada Rosângela e mora no município de Peixinhos, em Olinda.

A guarda provisória das três meninas foi concedida à avó materna. Rosângela pagou fiança de R$ 150,00 e foi solta. Ela deve responder ao processo em liberdade.

Da Redação do pe360graus.com

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Dec 30 2007

Presídios brasileiros: O quartel-general do crime

Publicado por Tandai under Artigos, Brasil, Leis

Brasil Contra a Pedofilia indulto de natal presídios

O Estado é cúmplice dos crimes praticados por presos do semi-aberto e o Ministério Público tem o dever moral de cobrar indenização para suas vítimas.

Como ocorre todos os anos, por ocasião das festas de Natal e Ano Novo, o Estado brasileiro preparou um presente especial para as famílias — a soltura em todo o país de aproximadamente 50 mil assaltantes, traficantes, estupradores e latrocidas, que desde 21 de dezembro último estão nas ruas, sob o pretexto de que passariam o Natal com suas respectivas famílias. Elas só devem voltar às celas na quarta-feira, 2. Mas nem todos voltam. Anualmente, mais de 5 por cento desses presos fogem, o que significa que, a cada final de ano, pelo menos 2.500 bandidos são liberados para a prática do crime, sob o patrocínio do próprio Estado brasileiro. Mas não é só no Natal que os presos gozam dessa regalia. Sob o pretexto de que têm o direito à ressocialização e que o convívio com a família é vital nesse processo, os presos podem sair temporariamente da cadeia durante cinco datas festivas ou religiosas: Natal e Ano Novo, Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais e Dia das Crianças ou Finados. A leniente legislação penal brasileira finge acreditar que homicidas e estupradores são filhos exemplares, saindo direto da cadeia para a casa dos pais — onde trocam beijinhos e buquês de flores em torno de um peru assado — e depois voltam pacificamente para o presídio.

No Brasil, já não existe o Estado de Direito. Impera no país o Estado do Avesso, em que o certo é condenado e o errado é absolvido. É o Estado Bandido, esboçado pela própria Constituição de 88 e consubstanciado em leis celeradas, como o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei de Execuções Penais. Essas leis não punem o criminoso — limitam-se a regulamentar o crime. Inclusive tornando mais segura a sua prática por parte do bandido. Quem dúvida que atente para a realidade das cadeias brasileiras — elas deixaram de ser um instrumento da segurança pública para se tornarem um quartel-general do crime. Hoje, o bandido gosta de ser preso. Na cadeia, ele dispõe de excelente comida, roupa lavada e sexo à vontade. Sobretudo usufrui da segurança que o Estado lhe oferece para continuar matando, roubando e estuprando sem levantar suspeitas, afinal trata-se de um “preso”. O caso daquele criminoso da Cantareira, em São Paulo, que estuprava crianças e literalmente se homiziava no presídio, aproveitando-se do regime semi-aberto, já se tornou regra e não exceção. Graças aos ideólogos do crime que vicejam nas universidades e formam juízes, promotores, advogados e políticos, o Brasil se tornou uma República de Bandidos, em que toda a ciência do direito está ocupada em beneficiar cada vez mais os criminosos, em detrimento das pessoas de bem. Quem paga o alto preço desse Estado do Avesso é o cidadão inocente.

Exemplos, infelizmente, não faltam. Durante as festas de final de ano, a imprensa de todo o país registrou casos de presidiários que foram pegos praticando crimes, muitas vezes crimes graves, logo depois de deixarem o presídio para supostamente passar o Natal com as respectivas famílias. Aliás, essa conduta não se limita aos dias de Natal. Ela é recorrente entre os presos do regime semi-aberto. Foi o que ocorreu com o presidiário Oziel Ferreira de Souza, 30 anos, que cumpria pena no antigo Cepaigo, em Aparecida de Goiânia. Pouco antes do Natal, no dia 17 de dezembro último, ele saiu do presídio às 6h40 da manhã, beneficiado pelo regime semi-aberto, mas menos de uma hora depois, às 7h30, foi preso pela Polícia Militar, depois de assaltar uma loja de materiais de construção no Jardim Nova Era, em Aparecida de Goiânia. Depois de preso, ele confessou que, 15 dias antes, tinha praticado outro assalto no Jardim Presidente. E o que é mais grave — além dos assaltos que cometia sob a proteção do regime semi-aberto, ele também estava cometendo estupro e atentado violento ao pudor contra crianças. Seu retrato falado bate com o do estuprador de três meninas com idade entre 8 e 12 anos.

Mas Oziel Ferreira de Souza não cometeu esses crimes sozinho — ele teve como cúmplice a criminosa intelectualidade brasileira responsável pelas crescentes regalias que são concedidas aos presos, à revelia de seu grau de periculosidade. Oziel havia sido condenado por dois homicídios e um estupro. Ou seja, além de extremamente violento, é claramente irrecuperável, dada a facilidade com que reincide no crime. Mesmo assim, as autoridades brasileiras — legisladores, juízes e promotores — entendem que um indivíduo desses não precisa cumprir nem a pena que lhe foi imposta, podendo sair da cadeia antes de seu término. Os assaltos e estupros que ele praticou enquanto se beneficiava do regime semi-aberto são a crônica de um crime anunciado. Tanto que o seu caso não se constitui exceção, mas a regra. O número de presos do regime semi-aberto envolvido em criminalidade é assustador, basta atentar para o noticiário policial. E esse número só não é maior porque muitos crimes praticados por esses presos não são descobertos e os que são descobertos não merecem a atenção de juízes, promotores, sociólogos, psicólogos, psiquiatras, pedagogos, assistentes sociais, todos eles mais preocupados em defender teses acadêmicas que beneficiam os criminosos.

Em Brasília, um dos 1.364 detentos beneficiados pelo indulto de Natal, Odílio Miranda de Aragão, de 36 anos, matou seu vizinho Ronilton Gabriel Soares, de 23 anos, com cinco tiros e uma facada. Além disso, também feriu a tiros um outro vizinho, Antônio Sérgio da Silva, de 31 anos, que tentou acalmá-lo. O criminoso cumpria pena por homicídio, mas, para o Estado brasileiro, ele é um São José que não podia passar o Natal longe sua Sagrada Família. Já em São Paulo, no dia 26 de dezembro, uma vendedora de 19 anos — depois de sair às 22 horas do shopping onde trabalhara o dia inteiro — foi estuprada duas vezes seguidas pelo assaltante Francisco Ferreira da Costa Silva, de 33 anos, que tinha sido solto da penitenciária de Avanhandava para passar o Natal com a família. Além de cada um desses criminosos — todos eles merecedores de pena de morte — quem mais é responsável por esses crimes? Sem dúvida, o Estado brasileiro, porque até uma criança sabe que indivíduos com esse histórico criminal portam consigo o inferno, em qualquer circunstância. A própria família deles sabe disso e deve ficar torcendo para o presídio não liberá-los, estragando o que lhes resta de Natal.

Tanto a vendedora de 19 anos em São Paulo quanto os vizinhos do assassino de Brasília mais as vítimas do homicida e estuprador de Goiás têm o inegável direito a receber uma indenização do Estado. Nenhum país civilizado do mundo soltaria nas ruas bandidos com a ficha criminal desses indivíduos, porque é mais do que óbvio que eles vão cometer novos crimes. Se o Estado os soltou, tem a obrigação de responsabilizar-se pelos seus atos. Só que essas vítimas jamais receberão qualquer atenção do Estado. Seus algozes é que, novamente presos, já estão gozando das benesses da cadeia. A vendedora estuprada, por exemplo, não terá um psicólogo com quem conversar, mas seu algoz contará com as equipes profissionais multidisciplinares que atuam na cadeias, sempre que quiser se fazer de arrependido para ganhar benefício no presídio. E o Ministério Público — tão cioso quando se trata dos direitos humanos dos bandidos — não moverá uma palha no sentido de exigir do Estado o mínimo de atenção para essas vítimas.

O Ministério Público no Brasil — ao contrário de seus congêneres no mundo civilizado — especializou-se em ser advogado de criminosos comuns. Em 2006, por exemplo, o Ministério Público goiano conseguiu condenar o Estado de Goiás (mediante decisão do Tribunal de Justiça, confirmada pelo STJ) a pagar 10 mil reais de indenização mais uma pensão de um salário mínimo para a família de um preso que se suicidou numa penitenciária do Estado. A família do preso vai receber a pensão até o ano em que o suicida completará 65 anos, uma vez que o STJ levou em conta a expectativa de vida média do brasileiro.

Ora, onde estava esse Ministério Público quando uma menina de apenas 12 anos — uma criança, que deveria ser protegida pelo Estatuto — foi vendida por seu próprio pai, um homicida, e estuprada por um assaltante dentro do presídio de Anápolis? Por que, senhores promotores, um criminoso que toma a decisão individual do suicídio tem de ser indenizado pelo Estado pelo fato de estar preso quando se suicidou, enquanto uma criança estuprada dentro de um presídio por um assaltante não recebe nenhuma assistência do Estado, nem mesmo o direito de figurar como vítima num inquérito policial? Por que, senhores promotores, os senhores deixaram que uma juíza libertasse impunemente o estuprador dessa criança apenas um mês depois do crime que ele cometeu? Se um caso como esse não merece a atenção do Ministério Público, realmente eu não sei para que serve essa instituição.

Cada vez mais, os presos ganham mais direitos. Essa política começou no governo Fernando Henrique Cardoso e está se intensificando no governo Lula. O PSDB e o PT são absolutamente iguais na defesa intransigente de regalias para criminosos. Até o ano passado, só se beneficiavam com indulto de Natal os presos que cumpriam até seis anos de cadeia. O presidente Luiz Inácio Lula resolveu ser mais benevolente e estendeu a regalia para presos condenados até oito anos. Para se ter uma idéia do perfil dos coitadinhos que o Estado brasileiro está beneficiando com o indulto de Natal — isto é, com a extinção da pena e a liberdade definitiva — basta consultar o artigo 129 do Código Penal, que trata das lesões corporais de natureza grave. Mesmo nos crimes em que a vítima adquire uma deformidade permanente, perde um membro, sentido ou função e fica definitivamente incapacitada para o trabalho, a pena para seu algoz não ultrapassa oito anos de prisão. Ou seja, de acordo com o indulto de Natal concedido por decreto do presidente Lula, esse criminoso que provoca uma deformidade às vezes pior do que a morte também pode ser definitivamente perdoado e voltar mais cedo para as ruas, dispensado de cumprir o resto da pena. Até os assaltantes a mão armada, cujas penas variam de quatro a dez anos de prisão, podem acabar sendo beneficiados por esse condescendente indulto de Natal do presidente Lula. Por enquanto, os que cometeram crimes hediondos foram excluídos do indulto, mas já existe uma profusão de juristas que defendem a extensão do indulto de Natal também para os presos que cometeram crimes como latrocínio e estupro. Todos eles defendem a reinserção do preso na sociedade — porque sabe que a sociedade para onde esse preso volta fica nas periferias dos grandes centros, longe de suas coberturas e de seus condomínios fechados. Suas filhas não têm de voltar do trabalho de ônibus, tarde da noite, correndo o risco de serem estupradas por esses marginais.

José Maria e Silva 

Fonte: http://www.jornalopcao.com.br/index.asp?secao=Manchete&idjornal=270

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Dec 30 2007

Rondônia: Crianças de 12 anos são estupradas durante “cachaçada”

Publicado por Tandai under Crimes, Rondônia

Duas crianças, de 12 anos, foram seviciadas sexualmente por um adolescente, de 17 anos, e o porteiro J D. F. S., 30 – este último, foi flagrado quando tentava estuprar as meninas. Tudo aconteceu na Rua Tarumirim, no bairro Nova Esperança – Zona Norte da Capital, durante uma bebedeira.

Embriagado, o porteiro não gostou de ser interrompido em seu ato pedófilo, pegou um facão e desferiu golpes para todos os lados. Como saldo, três pessoas saíram gravemente feridas, sendo encaminhadas para o Hospital e Pronto Socorro João Paulo II. As testemunhas José Augusto de Castro, 21, e dois garotos – de 16 e 17anos, já estão fora de perigo, segundo boletim médico.

Na Delegacia Central, o porteiro confessou a tentativa de estupro, mas alegou que só havia atacado as menores porque o rapaz de 17 anos havia praticado relação sexual com elas antes. Diante de tal afirmativa, os policiais também deram voz de prisão ao adolescente, que até aquele momento figurava como vítima. As meninas foram encaminhadas para exame de conjunção carnal no Instituto Médico Legal (IML). O resultado deu positivo e os suspeitos foram autuados por estupro.

Fonte: http://www.nahoraonline.com.br/ler_noticia.asp?cod=4527

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Dec 30 2007

Família procura menino desaparecido desde dia 22

Publicado por Tandai under Brasil, Mato Grosso do Sul

Brasil Contra a Pedofilia Luiz Eduardo Martins Gonçalves Dudu desaparecido

Luis Eduardo Martins Gonçalves, o Dudu

A polícia ainda não conseguiu encontrar o menino Luis Eduardo Martins Gonçalves, 10 anos, desaparecido desde o dia 22 de dezembro do Jardim das Hortênsias, região do bairro Aero Rancho, em Campo Grande. Fotos em cartazes com o título ‘procura-se desaparecido’ estão espalhadas pelo bairro. O menino tem característica a pele morena, olhos castanhos e cabelos pretos.

Quem tiver alguma pista sobre o paradeiro do menino deve telefonar para os números (67)9201 4062 ( pai Roberto Gonçalves), (67)9263 4948 (líder comunitário José Arantes), da Polícia Civil (67)3318 – 8900), Midiamax (67)3324 - 0082 ou discar para o número 100.

Flagrante

 Em busca de Dudu, como o menino é conhecido no bairro, policiais da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) flagraram ontem pela manhã oito crianças vivendo na rua. Eles percorreram pontos de consumo de drogas e se depararam com a situação de outros garotos que estão longe da família. “Fizemos encaminhamentos de um menino que dormia no prédio abandonado da antiga boate “Chatanooga”, disse ao Midiamax o policial que preferiu não ser identificado.

A peregrinação policial passou também pela Ruy Barbosa, região da rodoviária, proximidade do Supermercado Extra, todos locais onde foram constatadas crianças longe da família. Após fazerem buscas nos prédios abandonados da área central, os policiais vão percorrer os situados na região do bairro onde mora o garoto. “Já encontramos criança desaparecida há pelo menos dez dias perambulando pela rua”.

Outro lugar que os policiais percorreram ontem foi o “Manguezal” – área de matagal que compreende vários lotes no Jardim das Hortênsias – onde o garoto foi visto pela última vez brincando em frente dele. Ontem, a comunidade se uniu e procurou o menino no local. Apenas um chinelinho dele foi encontrado.

Fonte: http://www.midiamax.com/view.php?mat_id=309441

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Dec 30 2007

Operação contra pornografia infantil é criticada por procuradores

Publicado por Tandai under Alemanha, Crimes Digitais

As investigações daquele que foi anunciado como o maior caso de pornografia infantil da história da Alemanha não terão conseqüências jurídicas para a maioria dos 12 mil suspeitos, segundo uma reportagem da revista semanal Der Spiegel deste sábado (29/12). Procuradores de Justiça ouvidos pela publicação afirmam que a operação revelou pouco material que possa incriminar os investigados.

Muitos deles teriam acessado apenas por alguns segundos e “provavelmente por engano” o site de pornografia infantil investigado, declarou a procuradora-geral de Dortmund, Ina Holznagel. Um procurador-geral da Vestfália disse que a operação produziu um grande esforço por quase nada.

O procurador-geral de Colônia, Rainer Wolf, declarou à revista que, dos 500 casos que recebeu para seres investigados, menos de cinco foram levados adiante. A operação batizada de “Himmel” (”Céu”) foi tornada pública pouco antes do Natal pelo escritório central contra a pornografia infantil, chefiado pelo procurador-geral de Halle, Peter Vogt, e investiga em torno de 12 mil pessoas.

Matéria relacionada:

Polícia alemã investiga mais de 12 mil suspeitos por pedofilia na web

Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,3028704,00.html

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Dec 30 2007

Os versos de um assassino

Publicado por Tandai under Dicas

Brasil Contra a Pedofilia - Michael Connelly

Michael Connelly

O aparente suicídio de um detetive do Departamento de Polícia de Denver, no Colorado, Estados Unidos, leva um repórter a investigar o caso com mais profundidade e descobrir que o policial pode ter sido apenas mais um cadáver na lista de um serial killer. Esse é o ponto de partida para o romance policial “O Poeta”, do escritor norte-americano Michael Connelly.

Sempre presente na lista dos mais vendidos no The New York Times, o autor é conhecido por suas tramas memoráveis com o detetive Harry Bosch – que protagonizou 12 dos 18 títulos que Connelly publicou. Inspirado no pintor holandês Hieronymus Bosch, o homônimo americano percorre o inferno da cidade de Los Angeles, um universo de perversão e crime.

Em “O Poeta”, o detetive é substituído pelo jornalista Jack McEvoy. Publicado originalmente em 1996, o romance ganhou uma tradução recente da editora Record, pela Coleção Negra, série que conta com mais de 90 títulos do gênero policial.

Trama

Na obra em questão, McEvoy, especialista em reportagens especiais sobre homicídios, não acredita no suicídio de seu irmão gêmeo, Sean. Este era chefe da Unidade de Crimes Contra a Pessoa, do Departamento de Polícia de Denver, e investigava um misterioso homicídio.

Obcecado com o crime e deprimido por não conseguir resolvê-lo, Sean havia procurado ajuda de um psicólogo. O fato, somado à cena do crime, é suficiente para dar o caso por encerrado. Não há dúvidas, o detetive deu um tiro na própria cabeça. Jack é o único a discordar.

Após pesquisar na imprensa outros casos de policiais que se mataram e reconstituir a cena do suicídio de Sean, o jornalista consegue reunir indícios suficientes para reabrir não apenas o caso de seu irmão, como outros supostos suicídios – que estavam arquivados e tinham pontos em comum com a morte de Sean.

O principal elo entre os crimes são versos do poeta e escritor norte-americano Edgar Allan Poe. A cada morte, uma frase solta que, fora do contexto, não apresentava nenhum sentido. A partir do momento em que se estabelece a ligação entre os casos, descobre-se que os versos são a assinatura do assassino, ao qual atribuem a alcunha de Poeta.

O romance relaciona-se intertextualmente com a obra de Poe – há um diálogo, embora sem grande profundidade. Na trama, o assassino, que está ligado a uma rede de pedofilia, identifica-se de alguma forma com o autor do célebre poema “O Corvo”.

A esse respeito, vale destacar uma curiosidade que, infelizmente, Connelly não aborda no romance: aos 26 anos, em 1835, Poe casou-se secretamente com sua prima, Virginia, então com 13 anos.

Importante lembrar também que, com o conto “Assassinatos na Rua Morgue”, Poe é considerado o inventor do gênero policial – “um dos grandes descobrimentos modernos”, como bem disse o escritor argentino Ricardo Piglia.

Nesse conto, surge o detetive C. Auguste Dupin, protótipo de centenas de detetives que viriam depois. Dupin é um arquétipo literário, o detetive amador, o homem que coleciona enigmas como os outros colecionam objetos, segundo o escritor e crítico francês Francis Lacassin.

Perfil

Tal arquétipo aplica-se ao protagonista de “O Poeta”, uma vez que é o jornalista Jack McEvoy quem vai desvendar por conta própria o mistério por trás do suicídio de seu irmão gêmeo. Embora não seja detetive profissional nem policial, é ele quem sai na frente da polícia e do FBI no caso do serial killer.

Longe de ser uma obra genial, o romance é instigante, e o foco narrativo alternado dá ritmo à história e força ao suspense. O ponto de vista principal é o de McEvoy, personagem-narrador, interrompido em certos momentos cruciais para dar lugar a uma narrativa em terceira pessoa.

Nesse ponto, o narrador onisciente vai mergulhar na mente de William Gladden, um pedófilo que ganha a vida vendendo fotos de crianças a outros como ele, filiados ao Clube AP (uma rede de pedófilos estabelecida via Internet).

A escolha do foco narrativo para falar de Gladden talvez se explique por um detalhe pinçado do texto: certos criminosos, ao serem entrevistados por agentes do FBI, concordam em falar na terceira pessoa, “como se quem tivesse cometido os crimes fosse outra pessoa”.

A leitura de “O Poeta” consegue se manter tensa do início ao fim. Ideal para os apaixonados por histórias de suspense. A conclusão do romance, com uma virada brusca na trama, vai surpreender o leitor – que finalmente poderá recuperar o fôlego.

Fonte: http://gazetaonline.globo.com/jornalagazeta/caderno2/livros/livros_materia.php?cd_matia=388332&cd_site=86

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