Archive for March, 2008

Mar 31 2008

Presidente do Chade perdoa membros da Arca de Zoé

Publicado por Tandai under Condenação, Mundo

Brasil Contra a Pedofilia Arca de Zoé

Eric Breteau, um dos seis condenados

O presidente do Chade perdoou a pena aos seis franceses da organização Arca do Zoé que se encontravam presos por tráfico de crianças.

Os membros da organização não-governamental, que cumpriam oito anos de prisão, foram detidos em outubro de 2007 tentando sair do Chade com 103 crianças, que asseguravam serem órfãs do conflito do Darfur. No entanto, as autoridades descobriram serem crianças chadianas retiradas de suas famílias.

 

Fonte: Correio da Manhã

 

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Presidente do Chade admite perdoar franceses da associação Arca de Zoe

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Mar 31 2008

Péssimo exemplo: Ex-BBB Gyselle diz que vai posar nua como se fosse uma criança

Publicado por Tandai under Brasil

Como se não bastasse a guerra travada contra a pedofilia pelas polícias mundiais a ex-BBB, Gyselle Soares, disse em entrevista ao G1 que pretende posar nua usando objetos, “caras e bocas” de criança.

“Eu pretendo posar nua. Só estamos estudando os detalhes para fechar o contrato, mas eu acho que vai ser bom para a minha carreira. Já até pensei no ensaio: queria uma coisa bem menina de usar trancinha, posar com ursinho de pelúcia, boneca e lambuzada de sorvete. Vai ficar bem lúdico”.

Se isso acontecer será uma demonstração infeliz e inconseqüente de uma pessoa que poderia estar usando a imagem em campanhas, como disse minha amiga Barbie, de orientação ao combate à dengue, por exemplo.

Espero que essa moça não seja mais uma a alimentar a mente doentia dos pervertidos e consumidores sexuais, de imagens infantis.

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Mar 31 2008

Desarticulada rede de pornografia infantil na Flórida

Publicado por Tandai under Crimes, Crimes Digitais, EUA

A polícia do estado da Flórida desarticulou uma grande rede de pedofilia que divulgava pornografia infantil pela internet.

Na operação, que durou quatro meses, foram detidos 21 homens por posse, produção e distribuição de pornografia infantil. Em um dos computadores apreendidos foram encontradas mais de 100.000 imagens de crianças e bebês, de até um mês de idade, sendo abusados sexualmente.

Entre os acusados estão um vendedor de carros, um estudante secundário, operador de guindastes, técnico em cálculo e três empregados do supermercado Publix.

(Tradução “Brasil Contra a Pedofilia”)

Fonte: Rede Peruana Contra a Pornografia Infantil

http://nopornoinfantil.blogspot.com/

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Mar 31 2008

Menina de 5 anos que caiu de prédio é sepultada

Foi sepultado por volta das 9h40 desta segunda-feira (31) o corpo da menina de 5 anos que caiu de um prédio na Zona Norte de São Paulo no sábado (29). Cerca de 200 pessoas acompanharam o enterro, que aconteceu no Cemitério Parque dos Pinheiros, na mesma região.

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Mar 31 2008

Acusado de abuso sexual é preso pela polícia

Publicado por Tandai under Crimes, Mato Grosso

Policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos de Várzea Grande prenderam em flagrante E. M. S., 46, por abusar sexualmente de uma menina de 11 anos. Ele foi detido em casa, no bairro Terra Nova, em Várzea Grande.

As denúncias relatavam que a vítima estava sendo mantida na casa do agressor há quase um mês. Ao ser preso pelos investigadores Assis Santana Rondon e José Aquilino Magalhães Filho, o acusado disse que estava morando com a menina.

A mãe da garota revelou à polícia que E. contratou a filha para fazer serviços domésticos pela quantia de R$ 60, ao mês. No entanto, não sabia que ela estava sendo abusada. A menina contou à polícia que manteve relação sexual com o acusado por três vezes. Segundo ela, E. prometeu lhe sustentar e dar tudo o que precisasse.

Para a delegada Juliana Palhares, o crime caracteriza violência presumida. “Segundo a lei manter relação sexual com menor de 14 anos é violência presumida”, afirma.

A garota passou por exame no Instituto Médico Legal e após foi devolvida aos pais. O agressor responderá por estupro e foi encaminhado à Cadeia Pública da região.

O inquérito será conduzido pela delegada Claúdia Maria Lizita, da Seção de Atendimento ao Idoso e a Mulher vítima de violência do Centro Integrado de Segurança e Cidadania (CISC) do Parque do Lago, em Várzea Grande.

Fonte: Gazeta Digital

Veja também:

Preso homem de 74 anos acusado de pedofilia

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Mar 31 2008

Professores de Itabaiana participam de capacitações do Salve

Publicado por Tandai under Agenda, Sergipe

Será formada mais uma turma de educadores para a aplicação do Sistema de Aviso Legal por Violência e Exploração Sexual contra a Criança e o Adolescente (Salve). Desta vez, serão formados cerca de 500 educadores dos 14 municípios da região de Itabaiana. O curso acontece nos próximos dias 1º e 2 de abril, terça e quarta-feira, no auditório do campus de Itabaiana da Universidade Federal de Sergipe, localizado na av. Olímpio Arcanjo s/n.

O evento terá um público ampliado, formado por Conselheiros de Direitos e Tutelares, agentes de Saúde, articuladores do Selo, técnicos da Assistência Social, Promotores e Delegados. Os cursos de formação serão ministrados pela professora e ex-presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, Josevanda Mendonça Franco e pelas psicólogas Elenrose Paesante e Alexandra Bomfim.

O Salve foi criado pelo Ministério Público do Estado de Sergipe para estimular profissionais das áreas de saúde e educação a cumprirem
determinação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) de notificação e encaminhamento aos órgãos competentes de casos, ou suspeitas, de maus-tratos contra meninas e meninos de 0 a 17 anos.

Selo – Vale lembrar que implantação de sistemas de notificação de violência é uma das metas do para a obtenção do Selo Unicef 2008. Com as capacitações de educadores do semi-árido, a idéia é garantir que todos os municípios do Semi-árido estejam trabalhando com o Salve até maio, quando o Unicef iniciará a avaliação dos inscritos no Selo.

No Semi-árido, já foram capacitados para o uso do Salve professores da rede pública de Canindé do São Francisco, Cumbe, Feira Nova, Gararu, Graccho Cardoso, Itabi, Monte Alegre, Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora da Glória, Poço Redondo e Porto da Folha.

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Mar 31 2008

Aracaju sedia Workshop sobre serviço de enfrentamento a violência

Publicado por Tandai under Agenda, Sergipe

Nos dias 31 de março e 1º de abril, a Secretaria de Estado da Inclusão, Assistência e do Desenvolvimento Social (Seides), realiza um Workshop sobre o serviço de enfrentamento a violência. O curso faz parte da iniciativa da Secretaria em priorizar a implantação do Sistema Único da Assistência Social (Suas). A iniciativa conta com as parcerias do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente e do Núcleo da Infância e da Adolescência (Naia) do Ministério Público de Sergipe.

O evento será realizado das 8h às 18h, no auditório da Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de Sergipe (Fapese), localizado à rua Lagarto 952, no centro de Aracaju. O objetivo é, por meio de debate, avaliar e fortalecer a Rede de Defesa e Proteção dos Direitos da Criança e do Adolescente vítima de violência sexual, bem como, pactuar o fluxo de atendimento.

O encontro tem como público alvo as equipes dos Centros de Referência Especializados da Assistência Social de Sergipe (CREAS), Delegacias e Promotorias, Juizado da Infância, Conselhos Tutelares Municipais e Conselhos de Direitos dos municípios e técnicos de diversas secretarias envolvidas com a questão.

Também foram convidadas outras instituições relevantes nessa discussão, como o Universidade Federal de Sergipe, Universidade Tiradentes, Sociedade Médica de Sergipe, Conselho Regional de Serviço Social e Conselho Regional de Psicologia. A jornalista Joyce Peixoto, responsável pelo projeto Infância em Foco, executado pelo Instituto Recriando, fará uma explanação sobre a visão do sistema de garantia de direitos das crianças e dos adolescentes no âmbito jornalístico.

Programa Sentinela - O evento, que também será palco para o I Encontro da Rede de Atendimento do Programa Sentinela, foi promovido pelo Núcleo de Apoio à Infância e ao Adolescente (Naia) e Ministério Público de Sergipe (MPE), tem como objetivo fortalecer a rede do projeto, estreitando a relação e sincronizando as ações dos setores envolvidos. A programação do evento abordará temas como deficiência no atendimento às vítimas de violência sexual, encaminhamento e acompanhamento nas unidades de apoio.

A Rede de Atendimento do Programa em Sergipe é composta pelos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, Delegacias de Polícia, Instituto Médico Legal (IML) e Conselhos Tutelares. Todos estes têm participação no processo de atendimento, encaminhamento e responsabilização de vítimas de abuso.

Função - O Programa Sentinela é composto por um conjunto de ações de assistência social, de natureza especializada e é destinado ao atendimento de crianças e adolescentes vitimadas de violências, com ênfase no abuso e exploração sexual. A ação busca condições que possibilitem o resgate e a garantia dos direitos e o acesso aos serviços de Assistência Social, Saúde, Educação, Justiça a essas vítimas.

Os principais objetivos do programa são prestar atendimento social especializado às crianças e adolescentes, bem como aos seus familiares vítimas de violências; criar condições para a garantia dos direitos fundamentais e para o acesso aos serviços públicos existentes no município às crianças e adolescentes atendidas pelo Sentinela. O programa visa também desenvolver ações sociais para o fortalecimento da auto-estima e o restabelecimento do direito à convivência familiar e comunitária da população infanto-juvenil e proporcionar a inclusão da clientela atendida e seus familiares em serviços prestados por instituições sociais presentes no município beneficiado.

As ações desenvolvidas incluem o encaminhamento à rede de atendimento e defesa dos direitos da criança e do adolescente; a prestação de serviços de abordagem educativa às crianças e aos adolescentes explorados sexualmente nas ruas ou pelas redes organizadas; apoio psicossocial a grupos de famílias até o atendimento psicossocial às crianças e adolescentes vitimadas pela violência sexual, além do recebimento de casos encaminhados pelo Conselho Tutelar do município para análise da situação.

Fonte: Informe Sergipe

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Mar 31 2008

Especial Madeleine McCann - Terceira Parte

A menina inglesa sumiu há dez meses. A pequena cidade no Algarve, em Portugal, onde Madeleine desapareceu, nunca mais foi a mesma. Muitas perguntas são feitas sobre o desaparecimento de Madeleine: Os pais são culpados? Ela estaria em poder de pedófilos? Estaria morta? Viva? Onde?
Assista a terceira e última parte do especial da Rede Record sobre o caso Madeleine McCann.



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Mar 31 2008

Psicanálise é usada como “arma” contra a pedofilia

Publicado por Tandai under Crimes, Crimes Digitais, Mundo

O Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) recebeu nesta semana o psicanalista canadense Gilles Michel Ouimet. Na bagagem, ele trouxe a sua experiência de cinco anos como consultor da polícia de Quebec (Canadá) no combate a crimes pela Internet, mais especificamente os casos de pedofilia na rede. Segundo ele, não há diferenças significativas entre os praticantes desse tipo de crime no mundo. Michel afirma que o uso da “internet” globalizou a prática.

De acordo com o consultor, em 2002 o governo canadense reconheceu o problema da pedofilia no país e investiu 60 milhões de dólares canadenses (cerca de R$ 100 milhões) na criação de uma equipe de combate a este tipo de crime.

O seu trabalho consiste em ensinar aos policiais noções de psicanálise para que entendam como funciona a mente do criminoso e obtenham sua confissão ou colaboração.

Com este conhecimento, os policiais canadenses aprendem em quais pontos tocar para sensibilizar o interrogado. Segundo ele, entre os pedófilos com carência afetiva, o ideal, durante o interrogatório, é ganhar sua confiança.

“Se falar com ele como uma criança, eles se sentem seguros e acabam se dando conta do que fizeram, se arrependendo e colaborando”, afirma.

Com outros, os de tipo narcisista, o melhor é um interrogatório nos moldes tradicionais, com a imposição da força. “Os narcísios são auto-centrados e acham que todos os outros são lixo. É preciso se impor, algumas vezes pela força”, diz.

Ouimet não diagnostica diferenças no perfil dos praticantes deste tipo de crime que tenham relação com seus países de origem. “Com a internet, todos os pedófilos tendem a manter um modo de atuação semelhante, pois trocam informações via rede”, explica.

Segundo Adriana Scordamaglia, procuradora da República e organizadora do evento, a conversa serviu para que os membros do MPF-SP aprendessem a lidar melhor e a entender esse tipo de criminoso.

“Essa é apenas uma das iniciativas que estamos tomando aqui. Temos dentro do MPF um grupo de combate a crimes cibernéticos. estamos observando o crescimento assustador desse tipo de crime, e tomando mediadas para combatê-lo.”

Segundo ela, detectado o delito, a maior dificuldade hoje é a materialização do crime. “Ainda temos problemas, principalmente junto aos provedores de acesso em colher as provas materiais. Mas também é preciso dizer que hoje há um avanço bastante grande nesse sentido. Aos poucos todos estão se conscientizando que é preciso agir. E rápido”, diz.

De acordo com Adriana, no segundo semestre o MPF-SP deve trazer outra autoridade no assunto para a atualização dos conhecimentos de grupo de trabalho. “Ainda estamos em negociações nesse sentido”, diz.

Especialista canadense diz ser necessário tratar pedófilo

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Mar 30 2008

Cinema verdade: “Juízo” expõe impotência da Justiça para lidar com menores

Publicado por Tandai under Brasil

por Lilian Matsuura

O adolescente X sairia do Instituto Padre Severino (unidade de internação provisória de menores infratores), no Rio de Janeiro, no dia seguinte. A juíza, na audiência que definiria o seu destino, decidiu que ele ficaria em L.A.. Quando voltou para a sua última noite no cárcere, deparou-se com uma rebelião. Em meio à confusão, viu a possibilidade de fugir. E assim o fez.

A liberdade durou pouco. Foi recapturado enquanto engraxava o sapato de um cliente na rua — “dá um bom dinheiro para sustentar mulher e filho” — e permaneceu mais um bom tempo preso até a próxima audiência. Juíza, promotor e defensor público não entendem o que ele está fazendo de novo lá. “Aqui no processo diz que ele está em L.A.”, dizia o promotor. “Eu me lembro de ter decidido desta forma”, recordava a juíza. X tem uma filha e pede que seja colocado em liberdade, para poder trabalhar e sustentá-la. Se ele soubesse que L.A. significa liberdade assistida, talvez tivesse agüentado mais um dia no instituto, mesmo com a rebelião. Esclarecida a confusão, finalmente, X foi para casa.

O episódio retratado pelo documentário Juízo, da diretora Maria Augusta Ramos e que estreou nos cinemas, seria cômico — para usar uma expressão conhecida de todos — se não fosse trágico. E real. O problema de comunicação entre Judiciário e o cidadão comum é só um dos elementos do falho sistema estampado na tela de cinema. O despreparo do sistema judiciário para lidar com o menor infrator também fica claro, através das imagens captadas durante quatro dias na 24ª Vara da Infância e da Juventude do Rio de Janeiro. Ao todo foram 50 audiências.

A juíza Luciana Fiala de Siqueira Carvalho, à época titular da vara, bem que tentava. Com real interesse na causa de cada menor que se sentava à sua frente nas audiências, mas sem recursos para intervir diretamente, usava o “instinto” para lidar com as situações, todas elas repletas de humanidade e de desamparo. Tratava cada menor como um filho e a cada um reservava uma bronca. Deixava claro a todos os menores que se sentavam na cadeira de réu, por crimes como roubar a máquina fotográfica de um “gringo” ou uma moto com uma arma carregada, a humilhação e o desgosto que estavam proporcionando aos pais. A câmera da diretora se encarregava de mostrar a dor da mãe ou do pai que participava da audiência.

Luciana usava gírias para, depois de ler a acusação no mais perfeito juridiquês, tentar se aproximar do jovem e trazê-lo para o lado do bem. “Se tu voltar pra casa, os traficantes vão atrás de você e cobrar o que tá devendo. Se for pro centro de atendimento ao menor, vai estudar e aprender uma profissão. Pega essa chance que eu estou te dando”, dizia a juíza, em voz alta e aguda, ao menor que foi preso em flagrante enquanto vendia drogas na favela em que morava.

Sua expressão facial deixa claro a impotência e a inutilidade do esforço que faz para tentar salvar aqueles que, cara-a-cara, não demonstravam qualquer tipo de perspectiva de um futuro melhor. É pungente o drama da menor recolhida na instituição de menores que recusa a oportunidade de transação penal para voltar para a casa, diante da mãe desconsolada. As instalações do Instituto Padre Severino parecem só confirmar o sentimento de que eles não têm nada a perder. Exceto, a liberdade. Jovens amontoados em quartos escuros, com beliches sujas (muitas sem colchão) e um banheiro de aparência fétida.

Não há trilha sonora no documentário. O som é o do ambiente: ordens toscas dos carcereiros aos garotos, ruído da chave nos cadeados, rangido dos portões de ferro. Tétrico, mas real.

Ao final da sessão de pré-estréia do filme Juízo, que recebeu apoio institucional da seccional paulista da OAB, a diretora Maria Augusta Ramos e a juíza Luciana Fiala participaram de um debate com os telespectadores.

O método escolhido pela juíza para lidar com os adolescentes nas audiências foi alvo de duras críticas, mas também recebeu elogios. O presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, cumprimentou a juíza pela boa atuação. O que não sabia era que ela não estava atuando. A rispidez ao conversar com o jovem era verdadeira. As broncas e puxões de orelha também.

A única coisa que não era real era o rosto dos menores, que por lei não poderiam aparecer. A diretora colocou a câmera atrás dos adolescentes, durante as audiências. Depois, foi até algumas favelas do Rio de Janeiro procurar jovens que vivessem em situações semelhantes aos que estavam ali sendo julgados para atuar no lugar dos verdadeiros. E editou as imagens.

O juiz Eduardo Rezende Melo, da Vara da Infância e Juventude de São Caetano do Sul (SP), estava na sessão de pré-estréia e não gostou da atuação da juíza. Para ele, naquelas cenas, reais, os jovens foram desrespeitados. “Juiz não pode dar pito nos adolescentes”, recriminou. Disse ainda que o estado do Rio de Janeiro levantou a bandeira contra o Estatuto da Criança e do Adolescente. “Os menores são sujeitos de direitos.”

A juíza Luciana Fiala rebateu as acusações. “É mais fácil para o juiz ficar calado, adotar uma postura apática. O difícil é tentar falar com o adolescente como se fosse um filho”, declarou. Mas reconheceu que a formação do juiz é falha nesse sentido. “Nunca conversei com psicólogos ou assistentes sociais que pudessem me dizer como agir.”

Entre aplausos e críticas ao documentário, o que fica óbvio é que prender não reeduca ninguém. Muitos dos que foram condenados à prisão provisória pela juíza ou encaminhados ao centro de ressocialização, fugiram. E também que, por enquanto, ainda não há qualquer proposta viável para “salvar” o menor infrator. Nem mesmo os juízes, promotores, advogados que todo dia discutem o assunto sabem por onde começar.

Ao final do filme fica a sensação desgraçada de que os meninos de rua, com quem cruzamos pelas esquinas e semáforos de nossas vidas, estão completamente abandonados. Não são apenas os vidros dos carros que se fecham para eles. Seus próprios pais não sabem o que fazer por eles, a não ser chorar e lamentar. A juíza que, imbuída de sentimento e de boa vontade, ralha com eles como uma babá rabugenta, sabe muito bem que para eles só existem duas alternativas: mofar nas imundas instituições para menores ou voltar para a rua onde a morte é a certeza mais certa. É o que diz o letreiro que encerra o filme, ao descrever o destino de cada personagem desta história real e sem esperança.

Fonte: Consultor Jurídico

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