Archive for the 'África' Category

Apr 03 2008

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Brasil Contra a Pedofilia

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Apr 01 2008

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Mar 27 2008

Sul-africanos nadam em rio com crocodilos para ir à escola

Publicado por Tandai under África

Brasil Contra a Pedofilia Estudantes sul-africanos cruzam rio em bóias e a nado para ir à escola

Estudantes sul-africanos cruzam rio em bóias e a nado para ir à escola

Os moradores exigem a construção de uma ponte porque crianças de até 7 anos de idade passaram a ter de cruzar o rio depois que o barco que levava os moradores à outra margem foi roubado.

Nos dias de aula, 150 crianças do vilarejo de Sahlumbe cruzam o rio Tugela nadando e usando bóias de pneus e baldes para manter suas roupas e livros secos. Os mais velhos ajudam os mais novos, que se agarram aos pneus.

Para cruzar o rio com segurança, seria necessário fazer um desvio de 20 quilômetros para chegar à escola.

“Existem cerca de 70 casas daquele lado do rio, mas não existem ônibus e ninguém tem carro”, afirmou um dos conselheiros municipais do vilarejo de Kwazulu-Natal.

“Eu me preocupo o tempo todo”, afirmou Hlengiwe Mthembu, diretora da escola primária Thuthukani. “Existem animais perigosos lá, principalmente crocodilos.”

Cansaço

As crianças geralmente chegam cansadas à aula, com pouca concentração, segundo a diretora.

“Elas ficam na sala de aula tremendo, por causa do frio, e não conseguem estudar bem porque ficam preocupadas com a forma como vão voltar para casa.”

“É muito difícil para elas”, acrescentou. “Depois de chuvas mais pesadas, o rio fica muito cheio. Podem ser necessários dez minutos para atravessar.”

O único hospital da região também fica na outra margem do rio Tugela. Em 2003, uma mulher grávida tentou atravessar o rio a nado e morreu afogada.

Sem escolha

O conselheiro local Sibusiso Nbatha afirmou que a maioria das famílias se mudou para a outra margem do rio há três anos, depois de terem sido retiradas das terras onde viviam.

De acordo com Nbatha, muitos pais não têm escolha a não ser deixar que os alunos atravessem o rio a nado.

“Nem todas as crianças sabem nadar, então algumas vão em cima das bóias ou então seus pais as levam”, disse. “O rio é muito fundo para adultos e nem todos eles sabem nadar.”

Nbatha afirmou que nem mesmo o barco da comunidade, que foi roubado, era seguro, e pede a construção de uma ponte.

“(O barco) era velho e cheio de buracos”, diz. “Havia apenas um barco e era usado por toda a comunidade.”

O conselheiro municipal afirma que pede a construção da ponte para o Departamento de Transportes há cinco anos.

“Eles nos deixam esperando”, reclama Nbatha. “É muito frustrante, você pode ver a escola do outro lado do rio, mas não pode chegar lá.”

Fonte: BBCBrasil

 

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Mar 26 2008

Moçambique: UNICEF manifesta “profunda preocupação” com notícias sobre escravidão sexual

Publicado por Tandai under Crimes, Mundo, África

Maputo - O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) expressou hoje em Maputo “profunda preocupação” com suspeitas de que duas jovens moçambicanas foram aliciadas e sexualmente escravizadas na África do Sul entre janeiro e fevereiro deste ano.

As alegadas vítimas de exploração sexual, com 16 e 20 anos, contaram elas próprias ao canal público Televisão de Moçambique (TVM), numa reportagem transmitida a semana passada, que viveram em cativeiro e como escravas sexuais numa casa na África do Sul, chegando a ser abusadas por cerca de 10 homens por dia.

As duas menores - pela lei moçambicana todos os que não tenham completado 21 anos de idade são considerados menores - chegaram à África do Sul depois de terem sido seduzidas na praia da Costa do Sol em Maputo por uma mulher apenas identificada por Diana, com promessas de emprego como cabeleireiras e continuação de estudos naquele país, o mais rico de África.

O resgate das alegadas vítimas pela polícia sul-africana e a detenção de Diana, alegada proprietária do prostíbulo onde as duas menores viviam em situação de cárcere privado, apenas foi possível após denúncia de um advogado moçambicano residente naquele país, que ouviu falar da casa onde era possível encontrar “catorzinhas”, o nome por que são conhecidas em Moçambique as menores que se prostituem.

Na seqüência do caso, a representação do UNICEF em Maputo manifestou hoje, em comunicado, a sua “profunda preocupação com a suspeita do tráfico de menores aliciadas além-fronteiras, no sul de Moçambique, com a promessa de estudar e trabalhar como cabeleireiras”.

“Este episódio chama a nossa atenção para o sério problema do tráfico de crianças e sobre a necessidade urgente da adoção de instrumentos legais que reforcem a proteção de crianças contra o abuso e exploração”, afirmou Leila Pakkala, representante da UNICEF em Moçambique.

Aquela agência das Nações Unidas lembra que Moçambique já era citado em vários estudos como “um país quer de origem quer de trânsito de crianças traficadas, apesar de não existirem dados concretos”.

“A cidade de Maputo é o principal destino das crianças traficadas internamente, enquanto que a África do Sul é o principal destino das crianças traficadas para fora de Moçambique e de outros países vizinhos”, refere a UNICEF, que lamenta ainda a circunstância de “muitas crianças que são vítimas do tráfico terem idades entre os 13 e os 18 anos”.

Hoje mesmo, a ministra da Justiça de Moçambique, Benvinda Levi, foi ouvida pela comissão parlamentar de Direitos Humanos, Justiça e Legalidade sobre a Proposta de Lei sobre a Proteção da Criança e da Proposta de Lei Específica contra o Tráfico de Pessoas, segundo uma nota de imprensa do Ministério da Justiça.

“A UNICEF louva a Assembléia da República ao colocar estas leis na sua agenda”, comentou Leila Pakkala, sobre os esforços do parlamento moçambicano, para a adoção de um quadro legal que combata o tráfico e abuso de menores.

Fonte: RTP

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Mar 12 2008

Estupro vira tema de jogo infantil na África do Sul, denuncia a CDH

Publicado por Tandai under Denúncia, África

Após apresentar ao longo dos últimos anos um dos maiores índices de estupros do mundo, a África do Sul vê agora o crime se transformar em tema de um jogo infantil em suas escolas, segundo denuncia um relatório divulgado hoje pela Comissão de Direitos Humanos. “Estupre-me, Estupre-me” e “Espanque-me, Espanque-me” são dois jogos infantis, nos quais as crianças perseguem umas as outras e fingem que estão agredindo ou estuprando seus companheiros.

“Isto demonstra a extensão e o nível que alcançou a brutalidade da juventude, e no que se transformou a violência sexual na África do Sul”, afirmou a Comissão de Direitos Humanos em um relatório divulgado hoje.

Na África do Sul, chegam anualmente à polícia cerca de 54 mil queixas de estupro, mas organizações que lutam contra a violência sexual calculam que o número de abusos reais pode ser nove vezes maior do que o de casos denunciados.

Caso seja levada em conta esta última projeção, a cada minuto uma pessoa é estuprada na África do Sul, país de 48 milhões de habitantes.

O relatório da Comissão de Direitos Humanos divulgado hoje analisa os sinais de violência nas escolas sul-africanas e propõe uma série de medidas às autoridades para evitar que sejam um dos principais locais de crimes contra as crianças.

Segundo a comissão, um quinto dos ataques sexuais sofridos por crianças sul-africanas ocorre quando estão nos centros educativos, sendo que uma grande parte é de responsabilidade dos próprios professores.

“De acordo com um estudo realizado entre 1.227 estudantes do sexo feminino que foram vítimas de ataques sexuais, 8,6% foram atacadas pelos professores”, diz o relatório.

O documento inclui comentários de uma organização que apóia as vítimas, e que mostra que 26% dos estudantes consultados acreditam que uma relação sexual forçada não constitui necessariamente um estupro.

O relatório fala também da tendência crescente dos “estupros corretivos” cometidos contra alunas supostamente homossexuais, com a crença de que a partir desses ataques “as estudantes deixarão de ser lésbicas”.

Ao analisar os índices de violência nas escolas sul-africanas, a Comissão de Direitos Humanos estabelece que os centros educativos da África do Sul são um dos principais lugares para cometer crimes, sejam ataques sexuais ou roubos.

“Dois de cada cinco menores consultados disseram ter sido vítimas de algum tipo de ato criminoso”, diz o documento, que acrescenta que o cenário mais freqüente são os banheiros das escolas.

Segundo a Comissão de Direitos Humanos, as mortes entre os jovens da África do Sul devido a atos violentos são 60% maiores do que a média mundial, e 10% das crianças que chegam aos hospitais foram atacadas em seus respectivos colégios.

“Parece que a escola é mais perigosa para as crianças do que qualquer outro lugar”, acrescenta o documento.

Fonte: EFE

Leia também:

África do Sul: Recordista mundial de AIDS e sede da Copa do Mundo de 2010

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Feb 12 2008

Violência sexual é “epidêmica” em zonas de conflito da África

Publicado por Tandai under Crimes, África

As violações e os atos de violência sexual praticados contra crianças e mulheres disseminam-se pelas zonas de conflito da África como uma epidemia, afirmou hoje o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).Os casos de violações tornam-se muito mais numerosos em países que enfrentam conflitos armados ou que sofrem desastres naturais, afirmou a vice-directora-executiva da UNICEF, Hilde Johnson, em conferência com a imprensa.

Entre as vítimas encontradas na República Democrática do Congo, por exemplo, há desde crianças pequenas a mulheres octogenárias, afirmou Johnson.

Muitas das vítimas sofreram, além da agressão propriamente sexual, mutilação genital, acrescentou a vice-diretora-executiva no lançamento de uma campanha da UNICEF para arrecadar 856 milhões de dólares e ajudar este ano, em 39 países, crianças em situação de emergência.

«Percebemos que o número de casos de violação e violência sexual duplicou nos dias seguintes à eclosão do conflito no Quênia», afirmou. A Libéria e a região de Darfur (Sudão) são as outras áreas onde aquele tipo de crime tem sido usado, de maneira cada vez mais freqüente, como uma arma.

«Em alguns países, aqueles atos atingiram níveis epidêmicos», disse Johnson. A agência descreveu o problema como uma epidemia porque o uso da violação como arma deixou de ser uma prática adoptada apenas por soldados e milícias, para ser adotada também por civis em situações de conflito e guerra interna.

«Quando uma sociedade entra em colapso, parece que há, em alguns desses países, uma licença para violar. É por isso que vemos neste fato algo de proporções epidêmicas, esse fenõmeno tem vida própria», afirmou.

O apelo de 2008 feito pela UNICEF inclui 106 milhões de dólares a serem enviados ao Congo. Grande parte daquela verba deve ser gasta com a prestação de ajuda na forma mais tradicional, ou seja alimentos, abrigo e água. Mas parte será utilizada para combater a violação, disse Johnson.

Tal significará trabalhar com o governo, o exército e as milícias em campanhas preventivas, criar áreas de proteção e ajudar as vítimas com tratamento médico e outros tipos de atendimento.

Segundo Johnson, se um acordo de paz assinado no Congo no dia 23 de janeiro perdurar, as agências de ajuda conseguiriam ingressar novamente em áreas antes inacessíveis e devem encontrar milhares de refugiados e outras vítimas que precisam de ajuda.

Fonte: Diário Digital 

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Jan 31 2008

Moçambique: Crianças salvas do tráfico humano

Publicado por Tandai under Crimes, África

Brasil Contra a Pedofilia - Tráfico humano

A polícia moçambicana resgatou 40 crianças que estariam em poder de uma rede de tráfico de seres humanos. Os menores são oriundos do norte do país e foram encontrados em caminhões, na principal estrada de Moçambique, segundo Feliciano Dique, porta-voz da polícia de Sofala.

O destino das crianças seria o sul do país, uma zona afetada por problemas crescentes de trabalho infantil e prostituição.

As autoridades detiveram um suspeito, que se defendeu dizendo que os menores estavam sendo transportados para escolas na capital Maputo e de outras zonas do país. “Não acreditamos nesta teoria, porque as crianças estão com fome e fracas e não têm documentos”, afirmou o porta-voz da polícia de Sofala.

Fonte: http://www.expressodasilhas.cv/noticias/detail/id/2157/

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Jan 20 2008

África do Sul: Recordista mundial de AIDS e sede da Copa do Mundo de 2010

Publicado por Tandai under África

Brasil Contra a Pedofilia África do Sul AIDS

Portadora de HIV em zona rural da África do Sul. Foto: Desirey Minkoh/AFP

Matéria divulgada no JB de 30/12/2007, causa supresa e espanto a muitos.

Segundo a reportagem, a África do Sul, país sede da Copa do Mundo de 2010, tem o maior índice de contaminação pelo vírus HIV, em todo o mundo (algumas divulgações colocam a África do Sul em segundo lugar, atrás da Índia). A proliferação da doença na África do Sul já deixou 10 milhões de órfãos. 60 mil bebês nascem com AIDS todos os anos. Em uma população de 46 milhões, há 6 milhões de soropositivos. 250 mil morrem todos os anos.

O atraso cultural, as crendices, o misticismo e a impunidade são alguns dos fatores que colocam a África do Sul em tão degradante situação. As mães não se tratam e com isso os bebês nascem contaminados e também não são tratados. A poligamia sem uso de preservativo, o números crescente de estupros (segundo a ONU, 480 por dia), sem punição, a crença de que um soropositivo se cura tendo relação sexual com crianças, a opção sexual por virgens porque ainda não estão contaminadas, são fatores que se somam.

E não apenas o povo, mas seus dirigentes, vivem na contramão do mundo. O Governo não aceita as causas comprovadas da AIDS, as formas de prevenção e o tratamento indicado para a doença pela OMS. A Ministra da Saúde declarou recentemente que uma dieta rica em alho, batata-doce e cebola pode substituir o coquetel de medicamentos, já comprovados mundialmente no combate à doença. Um político acusado recentemente de abuso sexual de uma mulher declarou durante o julgamento não temer o sexo desprotegido porque “uma ducha após a relação sexual sem preservativo é suficiente para não adoecer”. O curandeirismo que consagra tratamentos a base de ervas é amplamente aceito.

É tão absurdo tudo que está ocorrendo na África do Sul, um país rico em ouro e diamantes, que é difícil acreditar. A verdade ofende a todos nós. Alguns já disseram que o que ocorre é um holocausto, a pedir a intervenção de todo o mundo.

Instituições da própria África do Sul estão alertando sobre os riscos para os cerca de 1 milhão de turistas previstos durante a Copa. São acusadas pelo Governo de boicotarem o evento de 2010. Por outro lado, o Governo  prevendo um grande aumento da prostituição na época, pretende legalizá-la(!). Alguns esforços do Governo vêm sendo divulgados, avanços estão sendo obtidos, mas são discretíssimos.

Enquanto o país não aceitar as regras internacionais de prevenção e combate à doença e o respeito aos direitos de crianças e mulheres, a mortandade de crianças e jovens seguirá.

Lauro Monteiro 

Fonte: http://www.observatoriodainfancia.com.br/article.php3?id_article=324

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Jan 12 2008

Divulgue, por favor!

Brasil Contra a Pedofilia Luiz Eduardo Martins Gonçalves Dudu desaparecido

O menino da foto é Luiz Eduardo Martins Gonçalves, de 10 anos. Ele está desaparecido desde o dia 22 de dezembro de 2007. Foi visto pela última vez em Campo Grande-MS.
Características físicas: pele morena, olhos castanhos e cabelos pretos.
Atende pelo apelido de Dudu.
Qualquer informação sobre o paradeiro dele, por favor, entre em contato nos telefones: (67) 9201-4062 (pai Roberto Gonçalves), (67) 9263-4948 (líder comunitário José Arantes), Polícia Civil (67 -3318–8900), Midiamax 3324-0082, a Polícia Militar, pelo telefone 190, ou ainda, procurarem delegacias de plantão- Depac (67 - 3313.6100), Derf (67 -368-6600) ou Cepol (67 - 3318 9000).
Ou disque para o número 100. A ligação é gratuita e você não precisa se identificar.

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Jan 08 2008

A crença, a Aids e a África

Publicado por Tandai under Dicas, Mundo, Prevenção, África

 

Exibido no Cinema de Arte, “Uma Jornada de Esperança”, a obra de estréia do sul-africano David Hickson, ganhadora de 27 prêmios internacionais, foi visto por uma platéia aquém de sua média de público. Não há dúvida de que o seu tema central, a Aids, afastou até mesmo os freqüentadores mais fiéis. Não apenas estes, mas tanto os mais exigentes como aqueles que têm o Cinema como arte e cultura perderam a oportunidade de conferir, na tela grande, um dos melhores filmes do ano. A segunda chance aparece agora com o lançamento do filme em DVD, com o selo da Paris Filmes.

O tema central do filme não é a Aids, mas a ignorância da população africana. A doença é conseqüência dessa ignorância, da alienação da falta de conhecimento e da educação, cujas conseqüências mantêm o país no passado e apegado a arcaicas tradições religiosas seculares, como os rituais de sacrifício de animais aos deuses. Em função desse estado de desconhecimento, a Aids avança e estraçalha a nação. A desgraça é vista sob o olhar de uma criança de 12 anos. Por não entender a causa da morte dos pais e de outras pessoas de sua vila, incluindo crianças amigas, ele sai em busca da verdade, tendo como meta encontrar o tio em Joanesburgo.

Há alguns meses, a jornalista Sharon LaFraniere, do ´The New York Times´, num artigo intitulado ´Caça às Bruxas na África´, faz uma outra exposição dessa ignorância do povo africano enfocando a perseguição às crianças sob a acusação de serem bruxas. Artigo doloroso, que remete à exposição temática de David Hickman em ´Uma Jornada de Esperança´.
 

Sem apelação

Para tranqüilizar os cinéfilos que queiram assistir a ´Uma Jornada de Esperança´, e receiem deparar-se com cenas deprimentes, esclarecemos que o filme de Hickman esbanja sensibilidade e poesia. Em nenhum momento as vítimas da Aids são expostas. A exposição é dessa ignorância e alienação. Mesmo assim, Hickman sabe usar da criatividade para desenvolver uma história onde a beleza natural africana surge como contraponto à tragédia, numa narrativa delicada, a qual conquista o espectador logo nas primeiras imagens.

Hickman conduz seu filme ao interior e à Capital da África do Sul, Johanesburgo, para mostrar um continente enfermo com a disseminação da doença e a condenação das novas geraçõe. A disseminação se alastra por três campos: nas aldeias através da ignorância do uso dos rituais religiosos, pela sedução das crianças por adultos contaminados e, nas estradas, pela prostituição.

A jornada de Musa (Junior Singo) se inicia ao pegar carona com o caminhoneiro Nobe (Owen Sejake), o qual, rejeita-o inicialmente, mas aos poucos vai sendo conquistado pela inocência e coragem do garoto. Mais adiante, Nobe transa com uma prostituta de estrada, seguindo o seu caminho como se nada tivesse acontecido.

Em Joanesburgo a realidade de uma cidade superpovoada e tomada pelo desemprego. Em casa, uma surpresa para Nobe quando sua mulher rejeita faze