Apr 03 2008
Archive for the 'Crimes Digitais' Category
Mar 31 2008
Você foi vítima de ameaça, falsa identidade, calúnia, injúria, difamação na internet? Saiba o que fazer
1) Não faça “justiça com as próprias mãos”
Nos tempos primitivos a punição para quem cometia algum crime era aplicada pela própria vítima, por seus parentes ou pelo agrupamento social da vítima (por exemplo: tribos). Este fenômeno é conhecido como “Vingança Privada”, que ficou registrado na história da humanidade como um período de grande incitação a violência cíclica e desenfreada, marcado pela impunidade do criminoso quando ele e/ou seu agrupamento social eram mais fortes que a vítima.
A evolução do Direito Penal levou o Estado a proibir expressamente os “justiceiros” ou o(s) ato(s) de “fazer justiça pelas próprias mãos”, ao mesmo tempo que deu ao cidadão instrumentos para que ele possa exigir providências estatais, sempre que entender que seu direito for violado ou esteja sendo ameaçado. A este direito de provocar o Estado se deu o nome de direito de ação.
2) Entenda a diferença entre as principais modalidades de ação penal, quais sejam:
- Pública incondicionada: quando somente o representante do Estado, o Ministério Público, pode intentar a ação penal independente da manifestação de vontade de quem quer que seja, bastando para tanto haver indícios suficientes de autoria e prova da materialidade do(s) crime(s). Neste rol se encontram todos os crimes contra os Direitos Humanos objeto de denúncias anônimas recebidas pela SaferNet Brasil. Veja o que denunciar.
- Pública condicionada à representação: quando o Ministério Público somente possui legitimidade para intentar a competente ação penal após a permissão expressa da vítima do fato criminoso. Tal previsão legal existe para proteger a imagem e a pessoa da vítima, pois em determinados casos poderá existir demasiada exposição. Sendo exigida a autorização da vítima para a propositura da ação penal. Por exemplo: crime de ameaça (art. 147 do Código Penal); corrupção de menores (Art. 218 do Código Penal) e
- Privada: quando a lei confere somente e exclusivamente à vítima a legitimidade para a propositura da ação penal. Normalmente em tais casos a existência da ação criminal diz respeito tão somente à pessoa da vítima. Entre os crimes de ação penal privada, que demandam o comparecimento a uma delegacia de polícia ou juizado especial criminal, estão: os crimes contra a honra: injúria (art. 140 do Código Penal); calúnia (art. 138 do Código Penal) e difamação (art. 139 do Código Penal).
3) Preserve todas as provas Seja qual for o crime que o internauta venha a ser vítima, é importante, antes de tudo, preservar o maior número de provas que conseguir. Imprimir e salvar o conteúdo das páginas ou “o diálogo” do(s) suspeito(s) numa sala de bate-papo, por exemplo, ajuda como fonte de informação para a investigação da polícia. Mas infelizmente não vale como prova em juízo, pois carece de fé pública. Uma alternativa para registrar provas que estejam on-line é recorrer a um cartório e fazer uma declaração de fé pública de que o crime em questão existiu, ou lavrar uma Ata Notarial do conteúdo ilegal/ofensivo. Isso é necessário porque, como a internet é muito dinâmica, as informações podem ser tiradas do ar ou removidas para outro endereço a qualquer momento.
O cuidado com a preservação das provas torna-se ainda mais importante quando a Justiça brasileira já responsabilizou, em algumas de suas decisões, internautas que não guardaram registros do crime on-line de que foram vítimas, o que torna o golpe duplamente custoso ao usuário da rede.
4) Com as provas na mão, procure uma Delegacia de Polícia e registre a ocorrência Elaboramos uma lista de Delegacias Especializadas em Crimes Cibernéticos onde as vítimas poderão apresentar queixa-crime. Caso no seu Estado não exista uma Delegacia Especializada, procure a mais próxima da sua residência.
5) Solicite a remoção da página ilegal do ar enviando uma Carta Registrada para o prestador do serviço.A despeito da ação penal, pode o cidadão que se sentir lesado em seus direitos notificar diretamente o prestador do serviço de conteúdo para que remova o conteúdo ilegal e/ou ofensivo de seus servidores e preserve todas as provas da materialidade e os indícios de autoria do(s) crime(s). Confira aqui o modelo de carta sugerido pela SaferNet Brasil.
Lembramos mais uma vez que as recomendações constantes desta página são para os crimes cuja ação penal seja pública condicionada a representação ou privada, que por determinação legal é orbigatório o registro de uma queixa-crime perante uma autoridade policial. Por essa razão este tipo de crime não deve ser denunciado na Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos (Hotline SaferNet Brasil). A SaferNet Brasil, preocupada com a segurança e o bem-estar do internauta brasileiro, se coloca a inteira disposição para esclarecer eventuais dúvidas através do e-mail: contato@SaferNet.org.br
Delegacias Especializadas em Crimes Cibernéticos nos Estados:
Distrito Federal
Polícia Civil - Divisão de Repressão aos Crimes de Alta Tecnologia (DICAT)
Endereço: SIA TRECHO 2 LOTE 2.010 1º ANDAR, BRASÍLIA-DF, CEP: 71200-020.
Telefone: (0xx61) 3361-9589
E-mail: dicat@pcdf.df.gov.br
OBS: A DICAT é uma Divisão especializada em crimes tecnológicos que tem como atribuição assessorar as demais unidades da Polícia Civil do Distrito Federal. Como Divisão, a DICAT não atende ao público, não registra ocorrências nem instaura inquéritos policiais. A finalidade da DICAT é prestar apoio às Delegacias de Polícia do DF nas investigações de crimes que envolvam o uso de alta tecnologia, como computadores e internet, agindo sob provocação das Delagacias que necessitarem de auxílio no “universo virtual”, por exemplo. Ou seja: qualquer Delegacia do Distrito Federal poderá fazer o Registro da Ocorrência, investigar, e qualquer dificuldade ou necessidade de um apoio mais técnico, solicita auxílio a DICAT.
Desse modo, a vítima de crime cibernético no Distrito Federal pode procurar qualquer uma das Delegacias de Polícia (as não especializadas) para efetuar registro da ocorrência.
Por fim, a DICAT recebe denúncias de crimes cibernéticos (que são repassadas aos órgãos competentes) e presta esclarecimentos sobre condutas a serem adotadas por vítimas de crimes cibernéticos no DF, quando informados ou solicitados por e-mail.
Espírito Santo
Polícia Civil - Núcleo de Repressão a Crimes Eletrônicos (NURECCEL)
Endereço: O Núcleo funciona do edifício-sede da Chefia de Polícia Civil, 2º andar, localizado na Av. Nossa Senhora da Penha, 2290 – Bairro Santa Luiza – Vitória/ES, ao lado do DETRAN.
Telefone: 0xx027 - 3137-9078 ou fax 0xx027 - 3137-9077
E-mail: nureccel@pc.es.gov.br
WebSite: http://www.pc.es.gov.br/nureccel.asp
Goiás
Polícia Civil - Divisão de Repressão aos Cibercrimes (DRC) da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC) - Goiânia/GO
Telefone: 0xx62 - 3201-1150 / 3201-1140
Minas Gerais
Polícia Civil - Delegacia Especializada de Repressão a Crimes contra a Informática e Fraudes Eletrônicas - DERCIFE
Endereço: Av. Antônio Carlos, 901 - Lagoinha - Belo Horizonte - MG
Telefone: 0xx31 - 3429-6024 | Horário de Atendimento: 08:30 às 18:30 horas
E-mail: dercifelab.di@pc.mg.gov.br
Pará
Polícia Civil - Delegacia Virtual
WebSite: http://www.delegaciavirtual.pa.gov.br
E-mail: comunicacao@policiacivil.pa.gov.br
Paraná
Polícia Civil - Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber)
Rua José Loureiro, 376 – 1º. Andar – sala 1 – Centro – Curitiba-PR
E-mail: cibercrimes@pc.pr.gov.br
Telefone: (0xx41) 3883-8100
Pernambuco
Polícia Civil - Delegacia interativa
WebSite: http://ww8.sds.pe.gov.br/delegaciainterativa/default.jsp
E-mail: policiac@fisepe.pe.gov.br
Rio de Janeiro
Polícia Civil - Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI)
Endereço: Rua Professor Clementino Fraga nº 77 - Cidade Nova (prédio da 6ª DP), Rio de Janeiro, RJ
Telefone: 0xx21 - 3399-3203/3200
E-mails: drci@policiacivil.rj.gov.br / drci@pcerj.rj.gov.br
São Paulo
Polícia Civil - 4ª. Delegacia de Delitos Cometidos por meios Eletrônicos – DIG/DEIC
Avenida Zack Narchi,152 - Carandiru, São Paulo-SP OBS: perto da antiga detenção do Carandiru, próximo ao Center Norte, estação do metrô do carandiru
Telefone: 0xx11 - 6221-7030 / 6221-7011 - ramal 208
E-mail: 4dp.dig.deic@policiacivil.sp.gov.br
Nos Estados da Federação onde não houverem delegacias especializadas, procure a mais próxima da sua residência.
Fonte: http://www.safernet.com.br/twiki/bin/view/SaferNet/WebHome
Mar 31 2008
Fotos pornográficas geram indenização de R$ 100 mil em MG
A 18ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) determinou, nesta segunda-feira (31), que um comerciário da cidade de Teófilo Otoni (MG) pague indenização de R$ 100 mil a uma mulher. Ele é acusado de ter divulgado fotografias pornográficas em que a vítima supostamente aparecia. Cabe recurso da decisão.
Segundo informações do TJMG, a autônoma, que mora em São Paulo, recebeu e-mails anônimos com as fotografias, que, segundo ela, são montagens feitas com o rosto dela. As mensagens foram enviadas durante dez meses para diversos endereços eletrônicos, inclusive de pessoas conhecidas dela. Foi usada uma conta de e-mail criada com o nome da vítima.
De acordo com o Tribunal de Justiça mineiro, a vítima conseguiu na Justiça paulista que a operadora de telefonia fornecesse os dados do usuário do computador de onde partiram os e-mails. Com essa informação, foi verificado que as mensagens eletrônicas foram enviadas a partir do computador de um comerciário de Teófilo Otoni.
Uma operação foi montada para buscar a apreender os computadores da residência e do trabalho do réu. Segundo informações da Justiça, parte das fotos enviadas estava realmente nos discos rígidos de máquinas dele.
Julgamento
Em primeira instância, o comerciário foi condenado a pagar indenização de R$ 5 mil por danos morais. O juiz também determinou que o réu se abstivesse de divulgar o nome ou a suposta imagem da autora, por qualquer meio, sob pena de multa de R$ 1 mil por cada vez que a proibição fosse infringida.
A autônoma recorreu ao TJMG pedindo o aumento da indenização. Ela argumentou que, além das fotografias de cenas pornográficas contendo seu rosto e nome, foram divulgadas ainda “diversas mensagens de conteúdo degradante, de caráter extremamente agressivo e pejorativo”.
Ela alegou também que o valor arbitrado é desproporcional aos danos causados, e pediu ainda a revogação do benefício da Justiça gratuita ao réu e a remessa de cópias dos autos ao Ministério Público para que seja oferecida denúncia contra o comerciário.
Os desembargadores Unias Silva, Elpídio Donizetti e Viçoso Rodrigues concordaram que, diante dos danos sofridos pela jovem, a indenização fixada em 1ª instância era insuficiente e determinaram o valor de R$ 100 mil. Eles revogaram o benefício da Justiça gratuita ao réu, já que, segundo o TJMG, ficou comprovado que o comerciário tem condições econômicas para arcar com os gastos.
Fonte: G1
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Mar 31 2008
CPI pode apresentar proposta para prisão preventiva de pedófilo condenado em outro país
Senador Demóstenes Torres
O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) apresentará à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia projeto determinando a prisão temporária de pedófilo já condenado em outro país. Conforme explicou Demóstenes, a proposta a ser apresentada por ele se enquadra na chamada Difusão Vermelha - lista de criminosos procurados pela Interpol, organização policial internacional, que conta com a participação de 186 países. O Brasil, explica o relator da CPI, já conta com legislação para a extradição de foragidos, mas não dispõe de regra para a prisão preventiva dos procurados, objeto do projeto a ser apresentado à CPI.
- O Brasil está se tornando um paraíso de pedófilos de outros países, pois, mesmo quando localizados aqui, não podem ser presos e acabam fugindo. Essa legislação que vai ser produzida vai permitir a prisão temporária do pedófilo, sem a possibilidade de medidas cautelares para sua soltura, possibilitando aos órgãos competentes o tempo necessário para a adoção dos procedimentos visando à extradição do procurado -, ressaltou ele.
O senador explicou ainda que a proposta será apresentada ao Senado como projeto de comissão, que tem prioridade de tramitação. Ele também relatou entendimento mantido com o presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador Marco Maciel (DEM-PE), para que a proposição seja incluída na pauta da CCJ logo após sua apresentação pela CPI.
De acordo com o presidente da CPI da Pedofilia, senador Magno Malta (PR-ES), a decisão de apresentação da proposta é fruto de parceria entre a comissão de inquérito e a Polícia Federal. O parlamentar relatou encontro mantido na quarta-feira (26) com o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, no qual os senadores receberam subsídios para a elaboração do projeto de lei. Destacou ainda a importância da reunião realizada nesta quinta-feira (27) com o delegado Carlos Sobral e os peritos Leonardo Melo e Hélvio Peixoto, na qual foram discutidos os problemas causados pela falta de legislação nas ações de combate à divulgação de pornografia por meio de Internet.
Mercosul
Durante o encontro com representantes da Polícia Federal, o senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) defendeu uma maior integração entre os órgãos policiais e judiciais dos países que integram o Mercosul, como forma de intensificar o combate à pedofilia. Mesquita Júnior solicitou aos representantes da PF que forneçam subsídios para que a representação brasileira no bloco possa propor medidas práticas de cooperação entre os países.
- Precisamos provocar o assunto no âmbito do Mercosul, por meio de fóruns e seminários, para que possamos ter mais intimidade com a questão e formular legislações mais adequadas e articuladas, resultando em maior eficiência na repressão à pedofilia.
Fonte: Agência Senado
Mar 31 2008
Desarticulada rede de pornografia infantil na Flórida
A polícia do estado da Flórida desarticulou uma grande rede de pedofilia que divulgava pornografia infantil pela internet.
Na operação, que durou quatro meses, foram detidos 21 homens por posse, produção e distribuição de pornografia infantil. Em um dos computadores apreendidos foram encontradas mais de 100.000 imagens de crianças e bebês, de até um mês de idade, sendo abusados sexualmente.
Entre os acusados estão um vendedor de carros, um estudante secundário, operador de guindastes, técnico em cálculo e três empregados do supermercado Publix.
(Tradução “Brasil Contra a Pedofilia”)
Fonte: Rede Peruana Contra a Pornografia Infantil
http://nopornoinfantil.blogspot.com/
Mar 31 2008
Psicanálise é usada como “arma” contra a pedofilia
O Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) recebeu nesta semana o psicanalista canadense Gilles Michel Ouimet. Na bagagem, ele trouxe a sua experiência de cinco anos como consultor da polícia de Quebec (Canadá) no combate a crimes pela Internet, mais especificamente os casos de pedofilia na rede. Segundo ele, não há diferenças significativas entre os praticantes desse tipo de crime no mundo. Michel afirma que o uso da “internet” globalizou a prática.
De acordo com o consultor, em 2002 o governo canadense reconheceu o problema da pedofilia no país e investiu 60 milhões de dólares canadenses (cerca de R$ 100 milhões) na criação de uma equipe de combate a este tipo de crime.
O seu trabalho consiste em ensinar aos policiais noções de psicanálise para que entendam como funciona a mente do criminoso e obtenham sua confissão ou colaboração.
Com este conhecimento, os policiais canadenses aprendem em quais pontos tocar para sensibilizar o interrogado. Segundo ele, entre os pedófilos com carência afetiva, o ideal, durante o interrogatório, é ganhar sua confiança.
“Se falar com ele como uma criança, eles se sentem seguros e acabam se dando conta do que fizeram, se arrependendo e colaborando”, afirma.
Com outros, os de tipo narcisista, o melhor é um interrogatório nos moldes tradicionais, com a imposição da força. “Os narcísios são auto-centrados e acham que todos os outros são lixo. É preciso se impor, algumas vezes pela força”, diz.
Ouimet não diagnostica diferenças no perfil dos praticantes deste tipo de crime que tenham relação com seus países de origem. “Com a internet, todos os pedófilos tendem a manter um modo de atuação semelhante, pois trocam informações via rede”, explica.
Segundo Adriana Scordamaglia, procuradora da República e organizadora do evento, a conversa serviu para que os membros do MPF-SP aprendessem a lidar melhor e a entender esse tipo de criminoso.
“Essa é apenas uma das iniciativas que estamos tomando aqui. Temos dentro do MPF um grupo de combate a crimes cibernéticos. estamos observando o crescimento assustador desse tipo de crime, e tomando mediadas para combatê-lo.”
Segundo ela, detectado o delito, a maior dificuldade hoje é a materialização do crime. “Ainda temos problemas, principalmente junto aos provedores de acesso em colher as provas materiais. Mas também é preciso dizer que hoje há um avanço bastante grande nesse sentido. Aos poucos todos estão se conscientizando que é preciso agir. E rápido”, diz.
De acordo com Adriana, no segundo semestre o MPF-SP deve trazer outra autoridade no assunto para a atualização dos conhecimentos de grupo de trabalho. “Ainda estamos em negociações nesse sentido”, diz.
Redação Terra
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Mar 30 2008
CPI da Pedofilia na Internet votará acesso a investigações da Polícia Federal
Os senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia na Internet votarão na terça-feira (1º) requerimento para acesso a dados das investigações feitas pela Polícia Federal na Operação Carrossel. Essa Operação foi feita no fim do ano passado e prendeu mais de 100 pessoas acusadas de prática de pedofilia via internet.
A CPI vai também discutir projeto de lei que autoriza a prisão preventiva de estrangeiros acusados de pedofilia, até que o país de origem peça a extradição. O projeto muda as regras atuais, que só permitem a prisão de estrangeiro no Brasil depois de apreciado processo de extradição pelo Ministério das Relações Exteriores e Supremo Tribunal Federal (STF). Com ele será possível a prisão preventiva e temporária pela Polícia Federal.
Parado há um ano na Câmara, o projeto estabelece que uma vez formalizado no Brasil o pedido de prisão de um estrangeiro com mandado de prisão decretada em seu país, a detenção vai perdurar até o julgamento final de extradição, pelo STF. O acusado, inclusive pedófilos, não terá direito às concessões previstas em lei, como liberdade vigiada, prisão domiciliar ou prisão albergue.
“Não vamos mais ser paraíso dos criminosos do mundo inteiro, que vêm para cá, ficam e, ao serem descobertos, simplesmente pegam o avião e vão embora”, disse o relator da Comissão, senador Demóstenes Torres (DEM-PI).
Os dirigentes da CPI já conversaram com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Marco Maciel (DEM-PE), que assumiu o compromisso de apressar a tramitação para a votação do projeto em plenário.
A estratégia dos senadores, de acordo com o relator, é reeditar o texto da Câmara requerendo a tramitação em regime de urgência. Ele disse acreditar que, como não há polêmica em torno da matéria, a votação ocorra em no máximo três semanas.
A legislação atual autoriza o Ministério da Justiça a ordenar a prisão preventiva de um estrangeiro para que seja extraditado. A Constituição Federal, entretanto, determina que ninguém será preso em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente.Este preceito constitucional impossibilita a qualquer agente do Poder Executivo decretar a prisão de um estrangeiro acusado de pedofilia.
Fonte: Agência Brasil
Mar 30 2008
Crescem os números da pedofilia no país
No Orkut comunidade que incentiva a pedofilia entre os internautas
Duzentas e setenta mil denúncias de pedofilia na internet foram feitas no ano passado em todo o país, o dobro de 2006.
Os dados são da ONG SaferNet que cuida da Central Nacional de Denúncias por Crimes Cibernéticos. Segundo a ONG, o Brasil é um dos países onde o problema cresce vertiginosamente, já que o número de usuários brasileiros da rede mundial de computadores tem aumentado 20% todo o ano.
Segundo o delegado da Polícia Federal de Ribeirão Preto, Edson de Souza, apenas com a ajuda do dono do computador é possível localizar pessoas que enviam e-mails dessa natureza.
“Não basta o usuário imprimir o e-mail e nos enviar. Ele tem que parar de mexer no computador e nos chamar. Assim faremos a perícia da máquina dele para localizar quem mandou a mensagem. Nossos peritos vão ver os arquivos ocultos e encontrar quem enviou a mensagem”, afirmou.
Mas a Polícia Federal enfrenta a barreira da legislação brasileira para conseguir prender os pedófilos.
A atual legislação impossibilita o rastreamento e a punição das pessoas que promovem a pedofilia na internet.
A lei brasileira não considera como crime o acesso a páginas de pedófilos ou que contenham conteúdo pornográfico de crianças e adolescentes. As provedoras também não são obrigadas a fornecer dados sobre os usuários que acessam essas páginas.
Orkut
É comum encontrar páginas no Orkut com imagens de crianças e adolescentes em poses sensuais ou receber e-mails com conteúdos pornográficos desse tipo.
Segundo a SaferNet, 90% das páginas denunciadas estão no Orkut – site de relacionamentos que traz perfis e permite a troca de mensagens entre vários usuários.
Uma pessoa que se intitula “Anjo do Orkut” costuma enviar a jornalistas e autoridades links com as páginas de conteúdo pornográfico que estão no site de relacionamento.
Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Federal é difícil rastrear essas páginas porque elas estão hospedadas em servidores fora do Brasil.
Mas, de acordo com a ONG, elas têm a participação de brasileiros porque geralmente são escritas em português. O próprio Orkut dá a possibilidade das pessoas denunciarem páginas com conteúdo pornográfico. Depois das denúncias, geralmente elas são retiradas do ar.
Pedofilia na região
Ribeirão Preto e região não estão livres da pedofilia na Internet. Durante a “Operação Carrossel”, deflagrada em dezembro do ano passado, os policiais federais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão em Ribeirão Preto, Franca e São Joaquim da Barra. Em duas casas de Ribeirão foram apreendidos quatro computadores e 56 CDs e DVDs com conteúdo pedófilo. Ninguém foi preso.
Segundo a polícia, as informações coletadas pela investigação foram repassadas à Interpol e ao FBI, porque havia usuários nos Estados Unidos e no resto do mundo.
Pessoas de 78 países trocaram imagens e filmes de crianças nuas. A PF fez um corte para fechar a operação e mediu o tráfego de informações durante uma semana entre um grupo de pessoas.
Nesse período, 3,8 mil pessoas acessaram imagens desse banco de dados no mundo todo.
CPI da Pedofilia quer mapear casos
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia foi instalada esta semana, em Brasília.
Os integrantes da CPI querem mapear os casos de pedofilia e criar projetos de leis específicos para punir os pedófilos.
Delegados da Polícia Federal prestaram vários depoimentos aos senadores e disseram que a principal dificuldade para combater esse tipo de crime no país é a falta de uma legislação específica para os crimes virtuais.
Entre as sugestões da PF para a CPI está a criação de uma legislação que permita a prisão de estrangeiros envolvidos em pedofilia e que residem no país.
Segundo a PF, a Interpol, a polícia internacional, utiliza a difusão vermelha, isto é, prende estrangeiros que têm condenação em seus países de origem, mas se refugiam em outros. Atualmente, a legislação brasileira não permite este tipo de prisão no país.
A CPI também vai propor que as investigações feitas pela PF sobre pedofilia sejam divulgadas para o público e também pretende sugerir que pedófilos tenham pena de até 30 anos de reclusão.
“Temos delegacias especifícas para combater os crimes virtuais e cibernéticos nas capitais do país. No interior investigamos de acordo com as denúncias”, afirmou o delegado Edson de Souza, da Polícia Federal de Ribeirão Preto.
Fonte: Jornal A Cidade
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Mar 30 2008
Infiltrados à caça de pedófilos na internet
O perigo está nas comunicações do Skype, MSN ou IRC, na partilha de arquivos do Emule ou Kazaa, nas chamadas redes sociais Orkut e Hi5, no mundo virtual Second Life e até na troca de e-mail. O jornal Correio da Manhã (CM) sabe que a equipe liderada pela procuradora Maria José Morgado no combate à pedofilia pede para que a lei permita a inspetores da Polícia Judiciária patrulhar a internet como infiltrados. Sem provocar mas alinhando na gíria de cada espaço. A caça aos predadores é prioridade.
Trata-se de um policiamento de prevenção na rede sem violar a privacidade dos normais utilizadores, mas que tem por objetivo identificar grupos-alvo. As redes organizadas de pedofilia movem-se no mundo virtual – e, legalizada a investigação por dentro do meio, os inspetores terão formação adequada para perceberem a tecnologia, dominarem técnicas e a linguagem típica de cada espaço virtual. É preciso ter a n

