Apr 03 2008
Archive for the 'Espanha' Category
Apr 01 2008
Debate sobre prisão perpétua e registro de pedófilos não é fundamental
Os debates sobre a prisão perpétua e a criação de um registro de pedófilos na Espanha são uma «cortina de fumo» para desviar a atenção sobre eventuais responsabilidades no caso Mari Luz, afirmou esta terça-feira o ministro da Justiça espanhol, refere a Lusa.
Em declarações à rádio Cadena Ser, Mariano Fernandes Bermejo afirmou que o debate em torno da morte da menina de cinco anos de Huelva deveria centrar-se no que falhou no sistema e não «tentar desviar a atenção das possíveis responsabilidades».
«Se quem tem de executar a sentença não faz o que tem de fazer, de que serve ter um registro [de pedófilos]», disse Bermejo, em referência a Santiago del Valle, detido como suspeito da morte de Mari Luz, e que se encontrava em liberdade apesar de ter sido condenado por abusos sexuais a menores sem nunca ter cumprido as penas.
Para Bermejo, quando as coisas não funcionam como está previsto na lei, «o problema não é modificar a lei, mas garantir que se cumpra».
«Pretender tapar e cegar o debate que deve decorrer sobre os erros com uma discussão sobre a prisão perpétua parece pouco sério», referiu.
O caso Mari Luz tem suscitado um amplo debate na Espanha sobre eventuais modificações legislativas, nomeadamente em relação a crimes de abusos sexuais e contra menores.
Em curso está uma investigação do Conselho Geral do Poder Judicial (CGPJ) sobre a actuação do juiz que não executou a sentença de prisão sobre Del Valle, tendo sido criado um gabinete de estudo na Procuradoria-Geral espanhola para analisar eventuais propostas para o futuro.
Bermejo insiste em que é prioritário que o CGPJ investigue a responsabilidade do juiz e «uma cadeia de despropósitos» que envolveram o caso, com trocas de acusações entre o magistrado em causa e o governo da Andaluzia, por não ter sido substituída antecipadamente uma funcionária judicial que estava de baixa, situação que, aparentemente, impediu a execução das penas a que foi condenado Del Valle.
«Estamos perante um caso especialmente infeliz, onde se vão sucedendo decisões errôneas até chegar a um final chocante», afirmou.
«Estamos na presença de uma verdadeira anomalia», sublinhou referindo que ele próprio, o primeiro-ministro, José Luís Rodríguez Zapatero, contactaram já com o pai de Mari Luz para lhe reiterar empenho pessoal em que as responsabilidades sejam apuradas.
Fonte: PortugalDiário
Apr 01 2008
Santiago del Valle, o predador de menores
“Ele sempre gostou de meninas” contou, ao El País, Catalina del Valle, irmã do homem que está preso por suspeita da morte de Mari Luz, a menina cigana de cinco anos que apareceu morta no rio de Huelva dois meses depois de ter desaparecido do bairro de El Torrejón.
Cinco anos tinha também Catalina quando Santiago del Valle cometeu abusos sexuais contra ela. O irmão agressor tinha então 13. “Quando disse à minha mãe ela não fez nada”, disse Catalina ao El Mundo, mas a progenitora ficaria muito abalada ao descobrir, anos mais tarde, que Santiago cometia abusos contra a sua própria filha.
Esta nasceu em 1993, depois de a outra irmã ter morrido num estranho atropelamento, que rendeu aos pais, Santiago e Isabel, uma indenização de 20 milhões de pesetas, quando compraram uma casa num bairro de Sevilha.
Aos cinco anos, também, a filha começou a ser abusada pelo pai, que a tocava de noite e a obrigava a colaborar na prática de masturbação. A mãe, com um QI de 47, dizia apenas: “Não faças isso à menina.”
Na tentativa de arrancar mais uma indenização, Santiago acusou o professor de ginástica de abusos. Mas acabaria por ser desmascarado e condenado a dois anos de prisão pelo juiz Rafael Tirado Márquez - pena que nunca chegaria a cumprir.
Ficou sem a filha, em 2000, após ser levada para um centro de acolhimento de menores. O filho de um ano também foi retirado do casal e, atualmente, a adolescente e o rapaz, com 14 e nove anos respectivamente, estão em famílias de acolhimento.
Ao ver-se sem a filha, Santiago começou a procurar outras vítimas, tendo perseguido uma menina sevilhana de nove anos até à porta da casa para lhe exigir que o beijasse.
Foi ainda condenado por assediar uma menina de 13 anos, de Gijón, na região das Astúrias, com a qual chegou a trocar correspondência fazendo-se passar por uma garota da mesma idade. Inscreveu-se num instituto para ter aulas perto da menor, relata o Huelva Información.
A condenação não foi executada porque não se localizava Santiago. Versão que o Diario de Sevilla, ontem, pôs em causa ao noticiar que a polícia local de Sevilha identificou Santiago e a mulher, em 2007, numa altura em que o casal vivia numa tenda em Tamarguillo e exigia uma casa. Os dois foram depois residir na casa da outra irmã de Santiago, Rosa, que agora é suspeita de cumplicidade no rapto e morte de Mari Luz.
Fonte: DN Online
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Mar 30 2008
Mari Luz: Governo vai «apurar responsabilidades»
O primeiro-ministro espanhol garantiu este fim-de-semana ao pai da pequena Mari Luz que o Governo «vai chegar ao fundo da questão» na investigação sobre como o suspeito da morte da criança estava livre apesar de ter sido condenado, noticia a agência EFE.
Segundo Juan José Cortés, Zapatero assegurou-lhe que «serão apuradas responsabilidades dos erros cometidos». O primeiro-ministro pediu ainda para confiar e não se preocupar.
Também o ministro da Justiça telefonou ao pai da menina com a garantia de que irá apurar quem é o responsável por Santiago Del Valle estar em liberdade.
Juan José Cortés quer garantir que este caso não se repita, já que pela sua filha «não há nada a fazer».
Fonte: Portugal Diário
Mar 29 2008
Caso Mariluz: Santiago abusou de irmã por cinco anos
Hoje vivendo com a família em Cartaya, a 20 km de Huelva, Catalina sofreu em silêncio durante anos os abusos do irmão Santiago
Durante cinco anos sofreu na pele os abusos sexuais do irmão. Catalina del Valle Garcia teria sido uma das primeiras vítimas de Santiago, o confesso homicida de Mari Luz. “Entre os cinco e os dez anos fez-me tudo, só não houve penetração”, contou ao CM, ontem à tarde, na localidade de Cartaya, a 20 km de Huelva, onde reside atualmente.
‘Quando finalmente tive coragem para contar à minha mãe, ela disse-me para não contar nada, que ninguém ia acreditar’, continua Catalina, agora com 35 anos. ‘Ele é um lobo com pele de cordeiro, fala bem com as pessoas, engana-as mas é o diabo, não tem perdão de Deus’, desabafa.
Quando atingiu a idade para se opor aos abusos de Santiago, Catalina passou a sofrer com os maus tratos. ‘Chamava-me tudo, atirava-me ao chão’, recorda, ‘como não me podia tocar sexualmente, vingava-se assim.’
Nos últimos 15 anos, Catalina perdeu o contacto com o irmão, mas recorda-se de outros crimes alegadamente cometidos por Santiago del Valle Garcia. ‘Ele violou uma filha, matou outra e violou outras crianças’, acusa. ‘Nunca o deixei aproximar-se das minhas filhas, se o fizesse, matava-o’, garante.
Por tudo isto, a autoria da morte de Mari Luz pelo irmão não a surpreende, como também não estranha a ligação da mulher de Santiago ao crime. ‘Ela é um veneno, deixou-o violar a filha e matar o filho’, diz. ‘É má, é muito má, um demônio’, diz sobre a cunhada, Isabel, ‘há seres humanos maus mas como ela não conheço ninguém.’
Catalina del Valle Garcia reconhece que, no início, não ‘desconfiou’ do irmão. Não acreditou que ele estivesse por detrás do desaparecimento da menina de cinco anos. ‘Mas quando ele desapareceu achei que tinha alguma coisa a ver com o caso’. Quando foi contactada pela polícia, numa altura em que ainda não se sabia o paradeiro de Mari Luz, ficou quase com a certeza que o irmão era culpado.
Se não achou estranhou que o irmão e a cunhada fossem os autores do crime, já a participação da irmã, Rosa, surpreendeu Catalina. ‘Eu punha as mãos no fogo por ela’, refere, reconhecendo que se teria ‘queimado’. Rosa, que teria emprestado o carro para que o corpo da menina fosse escondido, segundo Catalina, ‘enganou toda mundo, tanto a mim como às autoridades’.
PRISÃO
Santiago del Valle saiu do Tribunal de Huelva com ordem de prisão preventiva, sem hipótese de pagamento de fiança. Vai ser acusado dos crimes de assassinato e agressão sexual sobre Mari Luz. A irmã Rosa é acusada também de assassinato.
TIO FEZ INVESTIGAÇÃO
O tio de Mari Luz, Diego Cortés, foi o primeiro a suspeitar de Santiago. No dia do desaparecimento arrombou a porta do suspeito, mas já não encontrou a sobrinha. Confrontou o criminoso e a irmã e quase o agrediu para conseguir a confissão. ‘Não tinha cem por cento de certezas, por isso não o matei logo’, confessou ao CM.
Não descansou e começou ele próprio uma investigação e recolha de provas. Conseguiu documentos que revelam que Santiago já tinha procurado crianças na internet.
ASSASSINO ILUDIU JUSTIÇA EM DOIS CRIMES SEXUAIS
Santiago del Valle, o assassino confesso de Mari Luz Cortés, conseguiu iludir a Justiça espanhola e fugir à prisão por dois crimes de abusos sexuais, apesar de ter sido condenado. As duas sentenças, proferidas pelo Tribunal de Sevilha, somam quatro anos e nove meses: dois e nove meses referem-se a abusos à própria filha de cinco anos e os outros dois por ter abusado de uma criança de nove meses.
A primeira condenação foi ordenada em 2002 e a segunda em 2006. Nenhuma das duas foi executada pelo juiz e Santiago nunca foi parar à cadeia. Ontem, o juiz Rafael Tirado Márquez, que manteve em liberdade o pedófilo, assumiu a falha judicial, mas culpou uma funcionária, que ‘esteve de baixa cinco meses sem substituição’. O Conselho Superior de Justiça espanhol já deu ordem para que fosse investigada a atuação do juiz e do Tribunal Penal N.º 1 de Sevilha.
CORPO ESCONDIDO POUCAS HORAS DEPOIS
Fonte da investigação explicou ao CM que um cartão encontrado no carro da irmã de Santiago levantou suspeitas sobre a participação do homem no desaparecimento da menina. Essa suspeita é confirmada por Diego, tio de Mari Luz, que, duas horas depois do desaparecimento, foi a casa do homem. Na altura, só encontrou a irmã, e o carro ‘também não estava na rua’, contou ao CM.
Horas mais tarde, voltou à casa. O carro estava à porta ‘mas lavado’. Também um par de botas ‘tinha sido lavado, quando todos os outros sapatos estavam sujos’. Diego disse então a Rosa para lhe mostrar a mala do carro e lá encontrou o cartão. ‘Estava todo molhado’, recorda Diego. Santiago teria ido esconder o corpo de Mari Luz e, em seguida, lavou o carro e a roupa que tinha utilizado. Para transportar o corpo utilizou um carrinho de compras que costumava utilizar para transportar os lenços e papel higiênico que vendia. Nessa noite o carrinho estava vazio. No dia seguinte, logo às 07h00 da manhã, Santiago e a mulher, Isabel, saíram de Huelva, sem deixar rastro. Alguns dias depois, também a irmã do criminoso, Rosa, deixava a casa à entrada da Praça das Rosas.
Diego contou tudo à polícia que, dois dias depois, em 15 de janeiro, localizou o casal em Granada. Os dois foram interrogados e, depois, deixados em liberdade, mas ficaram sob suspeita.
MUDANÇA DE PRISÃO POR SEGURANÇA
Santiago vai ser transferido do Centro Penitenciário de Huelva (onde estão presos membros da ETA) para uma mais distante por questões de segurança. As autoridades temem represálias na cadeia.
PRIMEIRA NOITE ISOLADOS DE OUTROS PRESOS
Os dois autores da morte de Mari Luz passaram a primeira noite na prisão numa zona isolada dos restantes detidos. Santiago e Rosa tiveram vigilância especial por terem sido ameaçados.
FALHA ABRE DEBATE SOBRE LEI DE ABUSOS
A morte de Mari Luz está suscitando um debate sobre a necessidade da revisão da lei de delitos sexuais, com juízes e magistrados a defenderem um registro de condenados.
A mulher de Santiago foi ontem internada num hospital psiquiátrico de Sevilha para cumprir uma anterior condenação por cumplicidade no abuso da filha.
Segundo fonte do Governo Regional da Andaluzia, Santiago del Valle Garcia pode ser condenado a uma pena de até 30 anos de prisão pelo crime de assassinato.
João Mira Godinho / Rui Pando Gomes
Fonte: Correio da Manhã
Mar 26 2008
Mari Luz «morreu acidentalmente»

Um dos detidos pela morte de Mari Luz Cortés, que a imprensa espanhola diz chamar-se Santiago G., disse à polícia que a menina morreu acidentalmente quando o acompanhava por «vontade própria», informaram à France Press fontes próximas da investigação. Segundo a versão do detido, a menina de cinco anos «caiu» e morreu acidentalmente. Em pânico, decidiu atirar o corpo ao rio.
De acordo com a agência EFE, os dois detidos em Cuenca são um casal, vizinho da família de Mari Luz. A irmã do suspeito também teria sido detida, mas foi libertada.
Juan José Cortés, pai da menina, em declarações ao jornal «Huelva Información» confirmou que são vizinhos e acrescentou que o homem, de nome Santiago G., tem antecedentes criminais por pedofilia e a abusos sexuais. O site «20 minutos» acrescenta ainda que o suspeito, de 52 anos, está, inclusive, proibido de estar com as próprias filhas.
A família de Mari Luz, suspeitou deste homem desde o início da investigação. Aliás, ele chegou a ser detido poucos dias depois do desaparecimento da menina, mas foi libertado por falta de provas. Ainda assim, continuou a ser o principal suspeito da polícia.
Escreve o site «20 Minutos» que a polícia está convencida de que o detido é o autor da morte da menina e que o motivo do crime foi sexual. Ainda assim, as análises da Polícia Científica indicam que o detido não chegou a forçar sexualmente Mari Luz.
Pais de Mari Luz não têm dúvidas
«Sabemos que foi ele, temos a certeza, e para mim não é uma surpresa», disse Juan José Cortés depois de saber da notícia da detenção esta manhã.
O casal vivia no mesmo bairro que a pequena Mari Luz, em Torrejón, mas mudou-se para Cuenca por receio de eventuais represálias dos familiares da menina. O homem era conhecido no bairro como uma pessoa de trato difícil.
Foram detidos esta terça-feira em Cuenca por alegada relação com o desaparecimento e morte de Mari Luz Cortés, cujo cadáver apareceu a flutuando no rio de Huelva no dia 7 de março. A mulher de Santiago G. é acusada de cumplicidade, por ter ocultado os fatos.
Fonte: Portugal Diário
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Mari Luz: Provas de DNA confirmam que se trata de cadáver da menina desaparecida
Mar 20 2008
“Operação TINAR” contra a pornografia infantil, na Espanha
A Guarda Civil espanhola deteve duas pessoas e investiga outras três, por divulgação de pornografia infantil utilizando a internet.
A “Operação Tinar” começou em janeiro de 2007 a partir de uma denúncia feita por uma pessoa que havia recebido um arquivo em vídeo, de um desconhecido. Nas imagens aparecia um homem violando uma criança, de aproximadamente 6 anos, com as mãos e os pés amarrados.
Como conseqüência da denúncia, a Equipe de Investigação Tecnológica de Ávila, iniciou a investigação que culminou na prisão de várias pessoas em Madrid. Entre eles está um britânico.
A polícia também esteve em seis residências suspeitas, de onde foram levados para perícia computadores e máquinas fotográficas.
Com a desarticulação dessa rede de pedofilia pela internet, foi interrompida mais uma fonte de abastecimento dos “consumidores sexuais” de pornografia infantil.
(Tradução Brasil Contra a Pedofilia)
Fonte: Rede Peruana Contra a Pornografia Infantil http://nopornoinfantil.blogspot.com/
Mar 09 2008
Mari Luz: Provas de DNA confirmam que se trata de cadáver da menina desaparecida
Especialistas forenses recolheram mostras de DNA do corpo e dos pais da criança, poucas horas depois da descoberta, que foram posteriormente analisadas num laboratório especialista em Sevilha.
A confirmação oficial atesta a já realizada na noite de sexta-feira pelo pai de Mari Luz, Juan José Cortés, e por agentes da Guarda Civil.
Fontes da sub-delegação do governo em Huelva antecipam que os resultados da necrópsia serão conhecidos até segunda-feira, cabendo ao juiz de instrução do caso, que decretou segredo de justiça, determinar que informação pode ser divulgada.
Apesar disso, alguma imprensa avança com informação sobre as circunstâncias da morte, sobre a qual foi hoje indagado Juan José López Garzon, delegado do Governo na Andaluzia.
Questionado sobre se se confirma que a criança morreu 24 ou 48 horas depois do seu desaparecimento, López Garzon recordou que o caso está em segredo de justiça, o que exige cautela, assinalando porém que esse fato “não pode ser descartado”.
Explicou que o trabalho forense ficou “basicamente terminado na noite” passada, explicando que a roupa do cadáver coincide com a que Mari Luz usava na ocasião do desaparecimento e que o corpo “tinha toda a roupa vestida”.
Quando se confirme se houve ou não abuso sexual, explicou, a polícia seguirá um ou outro caminho de investigação.
Mari Luz Cortés desapareceu no dia 13 de Janeiro quando saiu de casa para ir a uma loja próxima, desencadeando uma extensa operação de busca e um movimento de solidariedade alargado com a família.
Terá sido a tripulação de um navio mercante quem, na sexta-feira, avistou o cadáver flutuando na água e avisou a Vigilância do Porto que, por sua vez, alertou a Guarda Civil do Mar, a entidade responsável pelo resgate do corpo, em avançado estado de decomposição.
O corpo foi trasladado para o instituto forense, cerca das 20:00 de sexta-feira, onde a família e autoridades se deslocaram para fazer o reconhecimento do corpo e onde, segundo as últimas informações, continuam os pais de Mari Luz.
Entretanto Huelva vive hoje o segundo de três dias de luto oficial decretado pelas autoridades locais em homenagem a Mari Luz.
Fonte: http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=331859&visual=26
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Mar 08 2008
Morte de menina espanhola ‘preocupa pais de Madeleine’
Os pais da menina britânica Madeleine McCann, desaparecida desde maio de 2007, enviaram suas condolências à família da espanhola Mari Luz Cortes, que desapareceu em Janeiro, na Espanha, e foi encontrada morta na sexta-feira.
O corpo de Mari Luz, de 5 anos, foi encontrado flutuando no rio Tinto, que banha a cidade de Helva, no sul da Espanha.
De acordo com a imprensa espanhola, o corpo apresentava sinais fortes de decomposição e teria sido encontrado por um trabalhador de uma refinaria próxima ao local.
O corpo de Mari Luz foi identificado pelas roupas que a menina estaria usando no dia do desaparecimento.
De acordo com o jornal português Diário de Notícias, a cabeça da menina apresentava sinais de uma forte pancada e o corpo teria sido levado para análises para “apurar se a menina caiu do rio acidentalmente ou se foi atirada, com ou sem vida”.
A prefeitura da cidade decretou luto de três dias pela morte da menina. O paradeiro de Mari Luz era desconhecido desde que ela saiu para comprar batatas fritas em uma barraquinha perto de sua casa.
Madeleine
A cidade de Helva fica a 200 quilômetros da Praia da Luz, no Algarve, em Portugal, local do desaparecimento de Madeleine.
Gerry e Kate McCann enviaram diversas mensagens de apoio aos pais de Mari Luz depois do desaparecimento da menina, em 13 de Janeiro e criaram uma campanha com cartazes que traziam as fotos das duas meninas desaparecidas.
A notícia da morte de Mari Luz preocupa os pais de Maddie, que continuam a campanha para encontrar a filha e são suspeitos de seu desaparecimento.
“Kate e Gerry estão informados sobre a notícia, que claramente é muito preocupante para eles”, disse a porta-voz da família de Maddie, Clarence Mitchell.
Madeleine McCann, de 4 anos, desapareceu há quase um ano na Praia da Luz, no Algarve, sul de Portugal.
Segundo as declarações dos pais, a menina e os dois irmãos gêmeos mais novos estavam dormindo no quarto de apartamento alugado em um condomínio enquanto eles jantavam com amigos em um restaurante a 50 metros do local.
Fonte: G1
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