Apr 03 2008
Archive for the 'Mundo' Category
Apr 01 2008
Guiné-Bissau: Nove crianças vítimas de exploração no Senegal chegam quarta-feira
“Chegam nove crianças, a maior parte dos quais talibés (estudantes do ensino corânico), vítimas de trato (exploração infantil)”, afirmou Laudolino Medina.
As crianças chegam ao aeroporto Osvaldo Vieira, em Bissau, provenientes de Dacar por volta das 12:00 locais (13:00 em Lisboa), e serão entregues à suas famílias numa cerimônia a decorrer na quinta-feira em Gabu, leste da Guiné-Bissau.
O regresso das crianças guineenses ao seu país é feito no âmbito do programa de apoio à prevenção, ajuda ao regresso e reinserção social e profissional de menores em migração ou movimento a nível da África Ocidental, que já resgatou do Senegal 175 crianças vítimas de tráfico.
Muitas destas crianças provenientes do Senegal são conhecidas como talibés, estudantes do Corão, vítimas de abuso, exploração e maus-tratos pelos seus mestres corânicos.
O fenômeno das crianças vítimas de “trato” afeta além da capital senegalesa, outras cidades da África Ocidental como Banjul, Bissau e Conacri, onde é comum ver crianças mendigando.
O fenômeno das crianças vítimas de “trato”, muitos dos quais são alunos talibés, assumiu proporções tão elevadas naquela região africana que a Organização Internacional das Migrações (OIM) criou um programa apenas dirigido ao retorno e reintegração de vítimas de “trato” (em espanhol) ou “traite” (em francês) na África Ocidental.
Segundo a definição dada pela OIM, o “trato” de crianças é o recrutamento, transporte, transferência e acolhimento com o objetivo final de exploração.
A OIM refere que a exploração inclui a prostituição de menores, trabalhos forçados, escravatura ou práticas semelhantes à mesma e servidão.
Fonte: RTP
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Mar 31 2008
Presidente do Chade perdoa membros da Arca de Zoé
Eric Breteau, um dos seis condenados
O presidente do Chade perdoou a pena aos seis franceses da organização Arca do Zoé que se encontravam presos por tráfico de crianças.
Os membros da organização não-governamental, que cumpriam oito anos de prisão, foram detidos em outubro de 2007 tentando sair do Chade com 103 crianças, que asseguravam serem órfãs do conflito do Darfur. No entanto, as autoridades descobriram serem crianças chadianas retiradas de suas famílias.
Fonte: Correio da Manhã
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Mar 31 2008
Psicanálise é usada como “arma” contra a pedofilia
O Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) recebeu nesta semana o psicanalista canadense Gilles Michel Ouimet. Na bagagem, ele trouxe a sua experiência de cinco anos como consultor da polícia de Quebec (Canadá) no combate a crimes pela Internet, mais especificamente os casos de pedofilia na rede. Segundo ele, não há diferenças significativas entre os praticantes desse tipo de crime no mundo. Michel afirma que o uso da “internet” globalizou a prática.
De acordo com o consultor, em 2002 o governo canadense reconheceu o problema da pedofilia no país e investiu 60 milhões de dólares canadenses (cerca de R$ 100 milhões) na criação de uma equipe de combate a este tipo de crime.
O seu trabalho consiste em ensinar aos policiais noções de psicanálise para que entendam como funciona a mente do criminoso e obtenham sua confissão ou colaboração.
Com este conhecimento, os policiais canadenses aprendem em quais pontos tocar para sensibilizar o interrogado. Segundo ele, entre os pedófilos com carência afetiva, o ideal, durante o interrogatório, é ganhar sua confiança.
“Se falar com ele como uma criança, eles se sentem seguros e acabam se dando conta do que fizeram, se arrependendo e colaborando”, afirma.
Com outros, os de tipo narcisista, o melhor é um interrogatório nos moldes tradicionais, com a imposição da força. “Os narcísios são auto-centrados e acham que todos os outros são lixo. É preciso se impor, algumas vezes pela força”, diz.
Ouimet não diagnostica diferenças no perfil dos praticantes deste tipo de crime que tenham relação com seus países de origem. “Com a internet, todos os pedófilos tendem a manter um modo de atuação semelhante, pois trocam informações via rede”, explica.
Segundo Adriana Scordamaglia, procuradora da República e organizadora do evento, a conversa serviu para que os membros do MPF-SP aprendessem a lidar melhor e a entender esse tipo de criminoso.
“Essa é apenas uma das iniciativas que estamos tomando aqui. Temos dentro do MPF um grupo de combate a crimes cibernéticos. estamos observando o crescimento assustador desse tipo de crime, e tomando mediadas para combatê-lo.”
Segundo ela, detectado o delito, a maior dificuldade hoje é a materialização do crime. “Ainda temos problemas, principalmente junto aos provedores de acesso em colher as provas materiais. Mas também é preciso dizer que hoje há um avanço bastante grande nesse sentido. Aos poucos todos estão se conscientizando que é preciso agir. E rápido”, diz.
De acordo com Adriana, no segundo semestre o MPF-SP deve trazer outra autoridade no assunto para a atualização dos conhecimentos de grupo de trabalho. “Ainda estamos em negociações nesse sentido”, diz.
Redação Terra
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Mar 29 2008
Ricky Martin visita vítimas de exploração sexual no Camboja

O cantor Ricky Martin durante visita ao Camboja
O cantor porto-riquenho Ricky Martin entrou para o time de Angelina Jolie e Madonna e é a mais nova celebridade engajada em causas humanitárias. O artista visitou neste sábado (29) um abrigo de vítimas de abuso sexual em Siem Reap, ao norte do Camboja, na Ásia.
Martin está no país desde a última quarta-feira (26) para chamar a atenção para o drama do tráfico de crianças. O cantor foi recebido pelo ministro do interior do Camboja, Sar Kheng, e visitou vários projetos não-governamentais que lutam contra a exploração sexual e o tráfico de crianças.
Ricky Martin é um dos mais bem-sucedidos artistas latinos no cenário pop atual. Ele ganhou fama ao integrar o grupo adolescente Menudos e, na carreira solo explodiu ao lançar o hit “Living’ la vida loca”.
Fonte: G1
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Mar 27 2008
Ex-menina de rua vira empresária em Roma
Rosa saiu do Rio ainda criança e, hoje, tem um estúdio fotográfico
Rosa Neves, de 38 anos, não tem saudades do tempo em que trabalhava na praia de Copacabana vendendo cerveja, refrigerante e sanduíche natural. Também não sente nenhuma falta do período em que morava nas ruas do Rio de Janeiro.
Há 23 anos vivendo em Roma, a carioca se considera uma das poucas brasileiras que se deram bem no país sem recorrer à prostituição.
“Me formei em fotografia na Itália e, há anos, vivo disso. Tenho meu estúdio fotográfico no centro histórico da cidade, trabalho com uma agência matrimonial e também como consultora de estilo”, contou a carioca, que investe tudo o que ganha no Brasil.
“Comprei terras em Itajaí, em Santa Catarina, uma casa na Bahia e estou concluindo a compra de mais outra casa e de três terrenos”, disse à BBC Brasil.
Oportunidade
Quando era criança, para evitar a longa jornada até Niterói (município vizinho ao Rio), onde vivia sua família, Rosa dormia em qualquer lugar: na praia ou na casa de amigos, que conhecia nas ruas e moravam em favelas.
“Costumava também fazer amizade com os porteiros dos prédios residenciais e pedia a eles para dormir em qualquer cantinho”, lembra.
A vida dela começou a mudar aos 11 anos, quando conheceu uma família italiana em frente a um luxuoso hotel.
“Eles se interessaram por mim, não entendiam como uma criança poderia estar trabalhando nas ruas, queriam saber se eu estudava, estavam dispostos a me ajudar”.
Da amizade, surgiu, um ano depois, o convite para trabalhar como mensageira na agência de turismo de propriedade dos italianos no Rio de Janeiro.
Aos 15 anos, ela viajou com essa família para a Itália, onde retomou os estudos e começou a trabalhar como babá. Com quase 16, conheceu o ex-marido e se casou com ele quando completou 18 anos.
“Me acostumei com a vida aqui. Gosto da segurança que o país proporciona. Mas é só isso. Estou na Itália por causa do meu trabalho. Não tenho afinidade com os italianos”, disse.
“Meu sonho é voltar para o Brasil o mais rápido possível, montar uma parceria com um fotógrafo e vir para cá de vez em quando”, contou.
A fotógrafa afirma que não gosta de muita coisa na Itália. Reclama da falta de tempero na comida e diz que os italianos não sabem se divertir, namorar ou conquistar uma mulher.
Rosa lembra que, quando chegou ao país, os italianos não tinham preconceito contra estrangeiros. Mas tudo começou a mudar com a chegada dos travestis e das mulheres na prostituição.
“Antigamente, éramos tratados como novidade na Itália, porque éramos poucos e discretos. Hoje, é um pouco diferente. Quando eles encontram uma brasileira, automaticamente, pensam que ela está aqui para se prostituir, é pobre, é mulher fácil”, explicou.
Carreira
A brasileira começou a trabalhar com fotografia em 1996, depois que seu casamento chegou ao fim, e nunca mais parou. Primeiro, trabalhou como ambulante e funcionária de uma agência de fotos, até que, em 2002, abriu seu primeiro estúdio.
Além do trabalho, há mais de sete anos, Rosa trabalha como voluntária todos os domingos numa instituição de caridade que ajuda pessoas com deficiência física.
“Certa vez, em 2004, o papa João Paulo 2º esteve lá. Nunca esqueço. Ele falou em português ‘eu gosto muito do Brasil, terra maravilhosa’. Eu complementei: ‘você sabia que Deus é brasileiro?’. Ele só riu e não falou mais nada”, disse ao recordar que tirou uma foto ao lado do papa.
Passados 23 anos na Itália, Rosa não sabe como seria sua vida hoje se não tivesse saído do Brasil. No entanto, ela afirmou que, provavelmente, sua trajetória no Brasil não seria muito diferente, pois “batalharia do mesmo jeito, independente do país em que estaria morando”.
Fonte: BBCBrasil
Mar 26 2008
Moçambique: UNICEF manifesta “profunda preocupação” com notícias sobre escravidão sexual
Maputo - O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) expressou hoje em Maputo “profunda preocupação” com suspeitas de que duas jovens moçambicanas foram aliciadas e sexualmente escravizadas na África do Sul entre janeiro e fevereiro deste ano.
As alegadas vítimas de exploração sexual, com 16 e 20 anos, contaram elas próprias ao canal público Televisão de Moçambique (TVM), numa reportagem transmitida a semana passada, que viveram em cativeiro e como escravas sexuais numa casa na África do Sul, chegando a ser abusadas por cerca de 10 homens por dia.
As duas menores - pela lei moçambicana todos os que não tenham completado 21 anos de idade são considerados menores - chegaram à África do Sul depois de terem sido seduzidas na praia da Costa do Sol em Maputo por uma mulher apenas identificada por Diana, com promessas de emprego como cabeleireiras e continuação de estudos naquele país, o mais rico de África.
O resgate das alegadas vítimas pela polícia sul-africana e a detenção de Diana, alegada proprietária do prostíbulo onde as duas menores viviam em situação de cárcere privado, apenas foi possível após denúncia de um advogado moçambicano residente naquele país, que ouviu falar da casa onde era possível encontrar “catorzinhas”, o nome por que são conhecidas em Moçambique as menores que se prostituem.
Na seqüência do caso, a representação do UNICEF em Maputo manifestou hoje, em comunicado, a sua “profunda preocupação com a suspeita do tráfico de menores aliciadas além-fronteiras, no sul de Moçambique, com a promessa de estudar e trabalhar como cabeleireiras”.
“Este episódio chama a nossa atenção para o sério problema do tráfico de crianças e sobre a necessidade urgente da adoção de instrumentos legais que reforcem a proteção de crianças contra o abuso e exploração”, afirmou Leila Pakkala, representante da UNICEF em Moçambique.
Aquela agência das Nações Unidas lembra que Moçambique já era citado em vários estudos como “um país quer de origem quer de trânsito de crianças traficadas, apesar de não existirem dados concretos”.
“A cidade de Maputo é o principal destino das crianças traficadas internamente, enquanto que a África do Sul é o principal destino das crianças traficadas para fora de Moçambique e de outros países vizinhos”, refere a UNICEF, que lamenta ainda a circunstância de “muitas crianças que são vítimas do tráfico terem idades entre os 13 e os 18 anos”.
Hoje mesmo, a ministra da Justiça de Moçambique, Benvinda Levi, foi ouvida pela comissão parlamentar de Direitos Humanos, Justiça e Legalidade sobre a Proposta de Lei sobre a Proteção da Criança e da Proposta de Lei Específica contra o Tráfico de Pessoas, segundo uma nota de imprensa do Ministério da Justiça.
“A UNICEF louva a Assembléia da República ao colocar estas leis na sua agenda”, comentou Leila Pakkala, sobre os esforços do parlamento moçambicano, para a adoção de um quadro legal que combata o tráfico e abuso de menores.
Fonte: RTP
Mar 25 2008
Deputado dinamarquês envolvido em escândalo sexual com menina de 15 anos
Parlamento dinamarquês
Copenhague — Um deputado dinamarquês, considerado uma dos principais figuras dos social-democratas, deixou nesta terça-feira seu posto como uma das lideranças do partido depois que reconheceu ter mantido uma relação “inapropriada” com uma menina de 15 anos.
“Fui convidado para discursar na quarta-feira durante uma reunião de jovens social-democratas e na festa não tive bom senso ao ter uma relação moralmente inapropriada com uma menina de 15 anos”, declarou Jeppe Kofod, 34 anos, em um comunicado.
“Sou o único responsável por este episódio que lamento profundamente”, acrescentou.
Na Dinamarca, uma pessoa é livre para manter relações sexuais a partir dos 15 anos, e se a relação foi consentida mutuamente o deputado poderá não ser processado.
Kofod deixou a Presidência da Comissão de Relações Exteriores do partido.
“Ele examina seu futuro político”, afirmou à AFP John Iversen, um porta-voz do Partido Social-Democrata.
Kofod foi durante vários anos uma das figuras políticas mais populares da Dinamarca e em 2007 foi reeleito para seu assento de deputado.
Fonte: AFP
Mar 25 2008
Polêmica: Jogo virtual encoraja meninas a buscar beleza e fama
O site encoraja as meninas a colocarem silicone nos seios e tomarem medicamentos para fazer dieta
Um novo jogo online que encoraja meninas a colocar suas bonecas virtuais de dieta e a levá-las a uma clínica para fazer cirurgias plásticas está provocando revolta na Grã-Bretanha.
Mais de 200 mil pessoas já se registraram no website Miss Bimbo desde seu lançamento no mês passado, a maioria delas entre 9 e 16 anos de idade. Na página inicial, as meninas são incentivadas a criar as bonecas “mais legais, ricas e famosas do mundo”.
Para alcançar este objetivo, elas usam “bimbo dólares” para comprar lingerie e roupas, colocar silicone nos seios, tomar pílulas de dieta e competir com outras participantes para alcançar a fama e conquistar maridos bilionários.
Associações de pais e profissionais de saúde vêem o website como uma ameaça e dizem que o jogo pode passar a mensagem errada para crianças e jovens muito impressionáveis.
Além disso, eles alertam que o website pode afetar as finanças de algumas famílias, já que, apesar de a inscrição ser gratuita, os usuários precisam mandar mensagens de texto por celular para conseguir os “bimbo dólares” para gastar com as bonecas virtuais. Cada uma destas mensagens custa 1,5 libras, o equivalente a aproximadamente R$ 5.
Segundo o jornal The Guardian, na França, onde o website surgiu no ano passado, um homem ameaçou os criadores da página com um processo depois que sua filha gastou cerca de R$ 350 no celular para adornar sua boneca virtual sem que ele soubesse.
Mas Nicolas Jacquart, responsável pelo site Miss Bimbo, alega que o jogo é uma diversão inofensiva.
“(O site) não é uma má influência para crianças. Elas aprendem a cuidar de suas bonecas. As missões e metas são moralmente sólidas e ensinam as crianças sobre o mundo real”, disse o web designer de 23 anos ao Guardian.
Fonte: BBCBrasil
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