Apr 03 2008
Archive for the 'Orientação' Category
Mar 24 2008
Gulliver divulga lista de pontos de troca de brinquedos
A Gulliver S.A. Manufatura de Brinquedos, dentro da sua política de transparência, informa:
01- Abaixo a listagem de endereços, nos quais os consumidores que tiverem adquirido os brinquedos de montar Magtastik ou Magnetix Jr. poderão efetuar, a partir do dia 26 de março , as trocas por outros produtos do mesmo valor.
ESTADOS / POSTOS DE TROCA
ALAGOAS
Kids Kids – Av. Almirante Álvaro Calheiros, 1187
BAHIA
Salvador
PB Kids – Shopping Barra Bahia
Ri Happy – Salvador Shopping
CEARÁ
Fortaleza
Planeta Brinquedo – Aldeota Shopping
Planeta Brinquedo – Del Paseo
Planeta Brinquedo – Shopping Iguatemi
Ri Happy – Shopping Iguatemi
Ri Happy – North Shopping
DISTRITO FEDERAL
Brasília
PB Kids – Brasília Shopping
Ri Happy – Park Shopping
Ri Happy – Shopping Conjunto Nacional
Ri Happy – Taguatinga Shopping
Ri Happy – Pátio Brasil Shopping
GOIAS
Aparecida de Goiânia
Ri Happy – Shopping Buriti
Goiânia
Ri Happy – Flamboyant Shopping
MARANHÃO
São Luis
Sapequinha – Av. Colares Moreira, 400
MATO GROSSO
Cuiabá
Ri Happy – Goiabeiras Shopping Center
Lucas do Rio Verde
Bicho da fruta – Av. Rio Grande do Sul, 753
Sorriso
Toy Brinquedos – Av. Tancredo Neves, 543 – sl. 24
MATO GROSSO DO SUL
Campo Grande
Ri Happy – Shopping center Eldorado
MINAS GERAIS
Belo Horizonte
PB Kids – Avenida Olegário Maciel, 1600
PB Kids – BH Shopping
Ri Happy – Shopping Del Rey
Ri Happy – R. Pernambuco, 1184
Contagem
Ri Happy – Itaupower Shopping
Uberlândia
PB Kids – Center Shopping
Ri Happy – Center Shopping
PARAIBA
João Pessoa
Ri Happy – Manaíra Shopping Center
PARANÁ
Curitiba
PB Kids – Shopping Barigui
PB Kids – Muller Shopping Center
Ri Happy – Av. 7 de Setembro, 2775
Londrina
Ri Happy – Catuaí Shopping
PERNAMBUCO
Jaboatão dos Guararapes
Ri Happy – Shopping Guararapes
Recife
Planeta Brinquedo – R. Padre Carapuceiro, 777
PB Kids – Shopping Tacaruna
PB Kids – Shopping Casa Forte
Ri Happy – Shopping Center Recife
RIO DE JANEIRO
Niteroi
Ri Happy – Niterói Plaza Shopping
Rio de Janeiro
PB Kids – Barra Shopping
PB Kids – Rio Design Barra Shopping
Ri Happy – Nova America Outlet Shopping
Ri Happy – Norte Shopping Center
Ri Happy – West Shopping Rio
Ri Happy – Shopping Center Iguatemi
Ri Happy – São Gonçalo Shopping Rio
Ri Happy – Bangu Shopping
Ri Happy – Shopping Rio
Ri Happy – Shopping Grande Rio
Ri Happy – Ilha Plaza Shopping
Ri Happy – Madureira Shopping Rio
Ri Happy – Via Parque Shopping
Brink Center – Shopping Leblon
Brink Center – R. Visconde de Pirajá, 203
Brink Center – R. da Alfândega, 84-86
Brink Center – Shopping Rio Sul
Brink Center – Barra Shopping
Brink Center – Shopping Tijuca
RIO GRANDE DO NORTE
Natal
Planeta Brinquedo – Av. Senador Salgado Filho, 2234
Planeta Brinquedo – Shopping Midway
Ri Happy – Shopping Midway
RIO GRANDE DO SUL
Porto Alegre
Super Legal – Av. Túlio de Rose, 100
São Leopoldo
Super Legal – R. Independência, 443
Super Legal – R. Saldanha da Gama, 855
SANTA CATARINA
Florianopolis
Ri Happy – Floripa Shopping
Ri Happy – Sta. Mônica Shopping Center
Maringá
Ri Happy – Shopping Avenida Center
SÃO PAULO
Araraquara
PB Kids – R. Heitor de Souza Pinheiro, 2270
Barueri
PB Kids – Shopping Tamboré
Bauru
Ri Happy – Bauru Shopping
Campinas
PB Kids – Shopping Galleria
PB Kids – Shopping Iguatemi
PB Kids – Shopping Parque Dom Pedro
Ri Happy – Shopping Outlet Campinas
Ri Happy – Shopping Iguatemi Campinas
Guarulhos
PB Kids – Shopping Internacional
Ri Happy – Shopping Iternacional
Jundiaí
Ri Happy – Maxi Shopping Jundiaí
Limeira
Ri Happy – Center Plaza Shopping
Mauá
Ri Happy – Mauá Plaza Shopping
Mogi das Cruzes
Ri Happy – Mogi Shopping
Osasco
PB Kids – Super Shopping Osasco
Piracibaca
Ri Happy – Shopping Piracicaba
Praia Grande
Ri Happy – Litoral Plaza Shopping
Presidente Prudente
Ri Happy - Prudenshopping
Ribeirão Preto
Ri Happy – Novo Shopping Center
Ri Happy – RIBEIRÃO Shopping
PB Kids – Shopping Sta. Úrsula
Rio Claro
Ri Happy – Shopping Center Rio Claro
Santo André
PB Kids – Shopping ABC
Ri Happy – ABC Plaza Shopping
Santos
Ri Happy – PraiaMar Shopping Center
Xickos - R. Jorge Tibiriçá, 1
São Bernardo do Campo
PB Kids – Av. Francisco Prestes Maia, 740
Toque de Beleza – Av. São João Batista, 123
São Caetano do Sul
PB Kids – R. Amazonas, 477
Hospital das Bonecas – R. Ernesto Giuliano, 1380
São Carlos
Ri Happy – Shopping Iguatemi São Carlos
São José do Rio Preto
Ri Happy – Rio Preto Shopping
São José dos Campos
PB Kids – Shopping Center Vale
Ri Happy – Shopping Colinas
Ri Happy – Vale Desconto Shopping
São Paulo
FunFarra – Shopping Ibirapuera
King Toys – Shopping Ibirapuera
Blanc – Praça Leonor Kaupa, 100
B Mart – Shopping Morumbi
B Mart – Shopping Center Norte
Preço Center – Praça Dr. Sampaio Vidal, 405
Preço Center – Shopping Continental
Preço Center – Shopping D
Gets – Shopping Iguatemi
PB Kids – Av. Rebouças, 2538
PB Kids – R. Dr. Veiga Filho, 402
PB Kids – Shopping Plaza Sul
PB Kids – Alameda dos Arapanés, 1302
PB Kids – Shopping Eldorado
PB Kids – Shopping Jardim Sul
PB Kids – Shopping Butantã
PB Kids – Shopping Anália Franco
PB Kids – Shopping Morumbi
PB Kids – Shopping Ibirapuera
PB Kids – Shopping Sta. Cruz
PB Kids – Shopping Metro Tatuapé
Ri Happy – R. Domingos de Moraes, 1321
Ri Happy – R. Teodoro Sampaio, 1877
Ri Happy – Shopping Market Place
Ri Happy – Av. Miruna, 168
Ri Happy – Av. Giovanni Gronchi, 2734
Ri Happy – Shopping SP Market
Ri Happy – Continental Shopping Center
Ri Happy – Shopping D
Ri Happy – Shopping Penha
Ri Happy – Shopping Light
Ri Happy – Raposo Shopping
Ri Happy –Pátio Higienópolis
Ri Happy –Shopping Iguatemi
Ri Happy – Shopping Villa Lobos
Ri Happy – Shopping Interlagos
Ri Happy - Shopping Center Leste
Ri Happy - R. do Curtume, 349
Ri Happy - Shopping Metro Tatuapé
Ri Happy - Central Plaza Shopping
Semaan – R. Cavalheiro Basílio Jafet, 138
Semaan – R. Barão de Duprat, 258
Kikitos toys – R. Monteiro de Melo, 587
São Vicente
Xickos – R. João Ramalho, 843
Votorantin
Ri Happy – Esplanada Shopping Center
SERGIPE
Aracaju
Loja Planeta Brinquedo– Av. Ministro Ger. Barreto Sobral, 215
PB Kids – Shopping Riomar Aracajú
02 – No caso das cidades não especificadas na lista acima, o consumidor deverá entrar em contato diretamente com o Serviço de Atendimento ao Cliente Gulliver, por meio de um telefone gratuito - 0800 770 2650.
03 – Para tirar dúvidas e esclarecer a Imprensa sobre os procedimentos deste recall , a Gulliver realizará uma Coletiva Virtual, na próxima quarta-feira (26/03) , às 15h, por meio do Portal Comunique-se ( www.comuniquese.com.br ). Para participar, os jornalistas devem responder ao convite que será enviado, por e-mail, na terça-feira (25/03), pela Assessoria de Imprensa da Gulliver . Caso o jornalista não o receba até às 14h desta data, deverá entrar em contato com Rodrigo Vieira e Maria Claudia, assessores de imprensa (telefones e e-mails ao final deste comunicado).
04 - A Gulliver está adaptando continuamente o seu site para melhor esclarecer os fatos aos seus consumidores, parceiros, autoridades, Imprensa e público em geral.
05 - A Gulliver reitera que esse procedimento de recall está sendo realizado em parceria com a fabricante dos brinquedos em questão, a canadense Mega Brands Inc. , o que reforça a preocupação e o respeito das duas empresas pela segurança e pelo bem-estar dos consumidores brasileiros.
Informações sobre os produtos
• Segue abaixo a tabela com as informações sobre os brinquedos em procedimento de recall . A mesma traz os códigos originais dos produtos, especificados pela Mega Brands Inc. nas embalagens, e os códigos equivalentes no Brasil, os das etiquetas Gulliver. :
|
NOME / PRODUTO |
CÓDIGO PRODUTO / ETIQUETA GULLIVER |
CÓDIGO PRODUTO / EMBALAGEM MEGA BRANDS |
UNID. COMERCIALIZADAS |
|
Magnetix Jr. – veículos magnéticos |
433 |
434 e 435 |
1.125 |
|
Magtastik - com bolsa redonda |
461 |
461 |
15 |
|
Magtastik - conjunto de expansão |
448 |
448 |
26 |
|
Magnetix Jr. - animais magnéticos |
442 |
424, 425 e 426 |
5.043 |
|
TOTAL |
6.209 |
• É importante frisar que, no total apresentado acima ( 6.209 unidades ), a Gulliver também considera os produtos não comercializados, ainda em estoque de revendedores. Logo, a quantidade de consumidores em contato com os brinquedos é inferior ao número acima e está em processo de apuração.
• Abaixo, a Gulliver mostra todas as imagens dos brinquedos referentes ao presente recall , em apresentações diferentes daqueles, também da linha Magnetix, incluídos na convocação realizada em agosto de 2007.




• As versões do produto que circularam no mercado brasileiro têm indicação de faixa etária acima de três anos.
• Ressalva-se que as unidades que circularam no País ( Magtastik e Magnetix Jr .) têm imãs encapsulados, o que impossibilita a sua liberação espontânea, mesmo sob uso severo.
Sobre o procedimento de troca
• A partir de 26 de março, o consumidor poderá trocar os brinquedos Magtastik e Magnetix Jr. por qualquer outro produto de igual valor, nos postos especificados acima.
• Também a partir desta data, o consumidor, se optar por não trocar os brinquedos, poderá solicitar a devolução do dinheiro, somente por meio do SAC da empresa. Neste caso, o consumidor deverá enviar os brinquedos-alvo do recall à Gulliver , que custeará o recebimento dos mesmos.
• Não é necessária a apresentação de nenhum comprovante nem embalagem para realização da troca ou do ressarcimento.
• O SAC Gulliver - telefone gratuito 0800 770 2650 - está disponível das 8h às 17h45. Durante os próximos trinta dias (ou mais, se a demanda assim justificar), o serviço será estendido aos feriados e fins de semana.
• Quaisquer outras situações não previstas neste Comunicado Oficial deverão ser solucionadas via contato com o SAC Gulliver – E-mail: sac@gulliver.com.br / Telefone: 0800 770 2650.
Gulliver S.A. Manufatura de Brinquedos
Informações para a Imprensa
Rodrigo Vieira
(11) 8122-4935
rodrigo@d-aonline.com.br
Maria Claudia Vasconcellos
(11) 8586-6919
mariaclaudia@d-aonline.com.br
Mar 24 2008
O fascínio perigoso do primeiro cigarro
Um belo dia você vai buscar seu filho na escola e encontra toda a turminha dele na esquina, conversando. De dentro do carro, observa que lá no meio da rodinha há muita fumaça circulando. Seu filho também está ali. Para alívio do seu coração de mãe, o garoto não tem nenhum cigarro nas mãos. Mesmo assim, a desconfiança permanece. Afinal, numa rodinha de adolescentes, o cigarro passa de mão em mão e talvez ele já tivesse tragado antes mesmo de você chegar. O uniforme dele, lógico, está cheirando a nicotina. Não chega a ser uma bandeira. Ele pode ser apenas um fumante passivo. Então o que fazer para descobrir se realmente seu filho é mais um candidato a dependente da nicotina? Cheirar a boca dele? Ameaçar com corte na mesada? E adianta?
Não há como negar: as crianças estão realmente começando a fumar cedo, por volta dos 13 anos, segundo dados do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), um núcleo de estudos da Universidade Federal de São Paulo que trabalha com amostragem de adolescentes escolares e meninos de rua, em dez capitais brasileiras. Entre 10 e 15% das crianças que experimentam tornam-se dependentes. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil tem 30 milhões de fumantes, entre eles 2,4 milhões de crianças e adolescentes.
A maioria das crianças dá as primeiras tragadas na escola,. se a turma toda fuma, como resistir à pressão dos colegas? R. N., 12 anos, estudante da 5ª série e fumante há quase um ano, consome seis cigarros por dia. Ele conta sua experiência: “Comecei meio de brincadeira. Meus colegas já fumavam e viviam insistindo para eu experimentar. As primeiras vezes que eu coloquei o cigarro na boca foi a maior gozação. Tossia feito um condenado. Daí tratei de me esforçar para aprender e, aos poucos, consegui. Hoje, ninguém mais tira sarro”.
Imagem positiva
Viciar-se no cigarro é um mecanismo de duas etapas: a primeira É a que leva as crianças a experimentar; a segunda, a que as mantém fumando. “A imagem veiculada pela mídia vende o cigarro como um produto inócuo, dotado de um certo glamour, associado a prazeres e ritmo de aventura. É, portanto, um rito de passagem para a vida adulta”, observa Ronaldo Laranjeira, psiquiatra e coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad), também ligada à Universidade Federal de São Paulo. Essa iniciação na vida adulta tem um preço. “No início, a criança precisa resistir a um certo desconforto. Afinal, a fumaça é muito tóxica, provoca enjôos, mal-estar. Mas ela aprende a tolerar esses sintomas desagradáveis iniciais, em nome do pretenso passaporte para o mundo dos adultos”, descreve Ronaldo Laranjeira.
Apesar do desprazer inicial, o aprendizado de fumar ocorre em poucas semanas. “Na fase de experimentação, o jovem fuma de dois a cinco cigarros. Depois de cinco cigarros, já pode se tornar dependente da nicotina. Uma vez dependente, se tentar parar, ele vai sentir o desconforto da abstinência, que perturba o fumante”, alerta o psiquiatra.
Doenças “ressuscitadas”
As estatísticas mostram que as moléstias cardiovasculares são a primeira causa de morte entre fumantes e o câncer de pulmão, a segunda. E, para o novo fumante, quais as conseqüências? “Temo que o cigarro possa comprometer o desenvolvimento da minha filha”, preocupa-se R. P. S., 39 anos, mãe de uma adolescente de 13, torturada pela suspeita de que a jovem está fumando escondido. “E como teve bronquite ainda pequenininha, imagino que o problema pode voltar se ela for fumante”.
O receio quanto à bronquite tem fundamento. O pneumologista Carlos Roberto Ribeiro de Carvalho, da Faculdade de Medicina da USP, adverte que, em crianças com predisposição genética para a bronquite, renite e outros problemas nas vias respiratórias, o cigarro pode “ressuscitar” todo o processo de inflamação dos brônquios. E, mesmo que ela não tenha nenhuma doença respiratória, 30% dos novos fumantes tendem a apresentar problemas 20 anos depois. “Depende da quantidade que fumam e do tempo que são fumantes”, explica o médico. “Enfisema pulmonar e bronquite crônica são as duas doenças mais comuns associadas ao hábito de fumar”.
Não há estudo comprovando que o fumo afeta o desenvolvimento do adolescente. Segundo o pneumologista Carlos Roberto, pode-se até supor que haja algum comprometimento, mas são apenas hipóteses, e que, de algum modo, o novo fumante vai pagar a conta no futuro.
Tolerância
Nos Estados Unidos, vender cigarro para criança é crime punível com multas pesadas. Muitos países europeus têm leis específicas e rigorosas sobre o tema. No Brasil, vigora a tolerância. O Estatuto da Criança e do Adolescente, promulgado em 1990, proíbe a venda de cigarros para crianças. Pouca gente sabe disso, não há fiscalização e quase ninguém cumpre a lei. No início de “1996, a Uniad realizou um estudo para monitorar a venda de cigarros para crianças na cidade de São Paulo. A amostragem incluiu 56 pontos de venda, entre bares, padarias e bancas de jornais. Duas meninas, de 8 e 12 anos, pediam para levar cigarros. Compraram um maço cada em todos os locais selecionados.
Há uma pequena luz no fim do túnel. No mundo inteiro, muitos jovens buscam condutas mais saudáveis. “Socialmente, o comportamento do fumante vai sendo cada vez menos aceitável. Claro que falar contra o fumo pode parecer moralista. Também não adianta proibir se a criança já tiver se assumido como fumante. Mas o hábito de fumar destrói a própria vida, e o jovem precisa saber disso”, avalia Ronaldo Laranjeira.
Você acaba de descobrir que seu filho fuma
Antes de partir para a briga, planeje algumas estratégias inteligentes para ver se o garoto se desencanta com o cigarro. “Os pais podem dizer para ele fumar se quiser ter câncer de pulmão. Mas é importante fazer esse tipo de pressão com humor e passar muita informação, sem sermões”, aconselha Ronaldo Laranjeira.
É preciso que a família se oponha com firmeza ao cigarro. Se os pais forem fumantes, a mensagem pode ser ambígua. Mesmo assim, podem demonstrar, por exemplo, o quanto eles próprios desejam se livrar do vício. Quem sabe não possa partir daí um movimento em família para largar o cigarro? “Incentivar condutas saudáveis é um jeito de educar os filhos, ensinando-os a ser agentes da própria saúde”, aposta o psiquiatra. Outra atitude recomendável é pressionar a escola dos filhos, propondo uma política clara contra o fumo. E, ao abordar o assunto com a criança, ter em mente que a conversa tem que ser de igual para igual. Deve-se falar dos benefícios de não fumar, dos efeitos do cigarro e da dependência. “A criança não tem a consciência de que fumar pode fugir ao seu controle”, conclui Laranjeira.
Fontes: Carlos Roberto Ribeiro de Carvalho, Médico e professor associado de Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Ronaldo Laranjeira, psiquiatra e coordenador da Uniad (Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas), vinculada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp/EPM).
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Mar 22 2008
Perigo do alcoolismo, entre crianças e adolescentes, começa dentro de casa
O perigo de envolvimento de crianças e adolescentes com bebidas alcoólicas começa dentro de casa. A afirmação é do coordenador do Ambulatório de Psicologia da Prefeitura Municipal de Ribeiro Preto (SP), José Henrique Rios. De acordo com Rios, o Brasil é o terceiro país da América Latina com maior número de alunos de ensino médio que consomem álcool.
“O exemplo que se tem dentro de casa funciona como parâmetro que acaba sendo reproduzido e visto [pela criança e pelo adolescente] como padrão aceitável. Lá fora [nos ambientes públicos], a bebida já é aceita. Se, em casa, isso também ocorrer, é um passo para que esse jovem se torne dependente”, disse Rios.
Segundo ele, alguns pais chegam a dar cachaça às crianças para que durmam melhor, fiquem calmas, relaxadas, o que lhes permite assistir à televisão sossegados. Rios afirmou que os perigos do álcool vão além da perda de coordenação, que pode levar à ocorrência de acidentes. Para ele, os efeitos mais danosos são os desvios de conduta e de personalidade que o álcool provoca.
“A dependência provoca alterações psíquicas que podem resultar no desenvolvimento de duas personalidades em uma pessoa. Por exemplo, uma natural, introvertida, tímida e insegura, que, sob o efeito do álcool, se torna extrovertida, comunicativa”, disse ele.
Rios explicou que a diferença entre quem bebe socialmente e o dependente químico é que o primeiro consome a bebida por prazer, por gostar, enquanto o segundo busca os efeitos que a bebida causa, o mais rapidamente possível. O problema é que, com o passar do tempo, o organismo precisa de maiores quantidades de álcool para obter os mesmos efeitos.
Além do “mau exemplo” que pode vir do ambiente familiar, Rios lembrou o impulso natural dos jovens de experimentar coisas novas e fazer coisas proibidas, aliado ao fácil acesso que eles têm ao álcool, como drogas socialmente aceita. Na opinião do especialista, esses também são fatores que podem levar crianças e adolescentes ao consumo de bebidas alcoólicas.
Fonte:Agência Brasil
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Mar 22 2008
Contra maus-tratos: Maranguape tem comissões em todas as 76 escolas
*Isabelle Câmara
Uma menina queimada de cigarro pela mãe, alcoólatra. Uma adolescente aliciada para exploração sexual pela tia. Dois meninos atraídos por um catador de lixo reciclável para o trabalho infantil e noturno, o que fez com que passassem a dormir nas cadeiras da sala de aula. Um menino que precisou ser internado para curar uma infecção no pé, adquirida no trabalho no lixão. Uma menina espancada pela mãe, que por sua vez era espancada pelo marido na presença da filha.
Todos esses casos de violação dos direitos da criança e do adolescente foram identificados, comunicados ao Conselho Tutelar, encaminhados ao hospital (quando necessário) e acompanhados pela comissão contra maus-tratos da Escola Municipal José Pereira de Sousa, no distrito de Amanari, em Maranguape.
A comissão da Escola José Pereira de Sousa, que tem 385 estudantes, é formada por seis membros: Sandoval de Castro, representante da comunidade; Maria Iraci, do conselho escolar; Maria Crisélida, da escola; Romário Lima, dos alunos; Maria Hozana, dos pais; e Margareth Francelino, representante dos professores. Todos eles têm um olhar sensível e atento à tudo que acontece na escola. E também fora dela. “A gente já conquistou tanto respeito na comunidade que as informações vêm até a gente”, brinca Maria Crisélida. “O nosso trabalho também incomoda. Muitas vezes a criança sofre em função do desajuste familiar”, avalia Sandoval.
Quinzenalmente, a comissão se reúne para avaliar os encaminhamentos dados aos casos, discutir novos fatos e estudar sobre os direitos da infância e juventude. À época da formação, o grupo recebeu capacitação do Conselho Tutelar.
A equipe já orientou até a meninada da escola - que sabe bem dos seus direitos e montaram a peça Onde está Rosinha?, denunciando o trabalho infantil doméstico, problema que afeta muitas crianças da localidade. “Eles deduram mesmo!”, diz Sandoval.
A secretaria da educação implantou comissões nas 76 escolas, desde a sanção da Lei 13.320, oferecendo segurança a mais de 18 mil alunos. “Assim que a Lei foi publicada, em 2002, houve uma mobilização motivada pelo então secretário da educação, Artur Pinheiro Alves, e iniciamos a formação de comissões em toda a rede escolar”, recorda Liliana Lopes, coordenadora de programas e projetos.
E-MAIS
Como denunciar
- Disque-denúncia nacional: 100.
- Núcleo de Enfrentamento à Violência Contra Crianças e Adolescentes (Ceará): 0800 285 1407.
Tanto no Disque 100 como no 0800 285 1407, a pessoa pode fazer uma denúncia anônima. É garantido sigilo absoluto. Identifica-se quem quer.
Lei também determina comissões nos hospitais
Além da Lei que determina a implantação de Comissões especiais nas escolas, existe também a Lei 12.242, de 29.12.93, sancionada por Ciro Gomes, que determina a criação de Comissões de Atendimento e Prevenção aos Maus-tratos em Crianças e Adolescentes em Hospitais Pediátricos e de Emergência da rede pública e privada.
De acordo com a pediatra do Instituto José Frota (IJF), Francielze Lavor, não é difícil encontrar casos de agressão às crianças por parte dos pais nos corredores do Hospital. Em contato diário com a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a médica, também presidente da referida Comissão do IJF, relata que, em média, seis a sete casos de violência doméstica são atendidos por mês.
Em 2007, 91 notificações médicas desse tipo de violência foram registradas no IJF: “A ficha de notificação médica é sempre a primeira providência. A partir daí levamos o caso para o Conselho Tutelar que investiga a procedência da suspeita. A criança só recebe alta quando fica provado que não houve violência intencional por parte dos familiares. Essa constatação leva em torno de 10 a 15 dias para ser levantada. São crianças queimadas com ferro, com cigarro, apresentando fraturas. Ano passado tivemos um caso de lesão neurológica”. Apesar de ter conhecimento acerca da Lei, o Conselho Regional de Medicina do Ceará não soube informar ao certo quantos hospitais cumprem a Lei atualmente no Ceará.
A reportagem conversou com vice-presidente do Conselho, Helvécio Neves Feitosa, que não soube informar quantos hospitais cumprem a Lei 12.242. Também procurou saber com o secretário-geral do CRMC, Lino Antonio Cavalcanti Holanda, que também não soube informar e encaminhou a equipe a uma conselheira da área de medicina infantil, a pediatra Aldaíza Marcos Ribeiro. Quando contatada via telefone, ela disse que estava de férias - em Florença, Itália - e “não queria ser incomodada”. A reportagem também tentou falar várias vezes com dois Diretores de fiscalização do Conselho, Maria Neodan Tavares Rodrigues e José Malbio Oliveira Rolim, mas sem eles estavam com os celulares desligados.
Sempre cuidando
Maria Hozana é auxiliar de enfermagem, mas pode ser considerada “cuidadora de plantão”. Mãe e avó, as crianças da sua família estudam na escola José Pereira de Sousa e isso faz com que ela se sinta duplamente responsável pelos estudantes da instituição. Todos os dias, ela percorre as residências de Amanari para cuidar das pessoas como profissional da saúde, mas termina sabendo dos casos de agressão que acontecem dentro das famílias . “Terminei conquistado um misto de respeito e temor”, diz. Maria Hozana ainda promove círculos de oração em sua casa, onde muitos casos também são relatados. “Mais ainda assim tem situações que são abafadas”.
O medo que dá medo
Nunca imaginei que fosse tão difícil conseguir depoimentos para compor essa série de matérias. Foram semanas envolvida na realização de textos que emperravam, sobretudo devido à falta de quem tivesse coragem de falar que foi omisso diante da revelação de uma criança que estava sofrendo maus-tratos em casa - mesmo que eu garantisse pessoal, moral e profissionalmente que seria sob o mais absoluto sigilo. Foram telefones desligados, portas trancadas e pessoas correndo assustadas. E não estou fazendo drama.
Sei dos medos que os professores têm de falar, de se envolver em situações de denúncia que digam respeito às questões familiares. Mas, também existe o medo de denunciar o Estado que não cumpre a Lei 13.320/2002. E de eles próprios sofrerem retaliações.
Mesmo algumas pessoas capacitadas pelo “Escola que Protege”, quando procuradas pela reportagem, preferiram não se envolver com a realização da matéria. Teve até um caso, do qual prefiro não citar nomes, que uma coordenadora de uma Secretaria Regional marcou com a equipe de reportagem para visitarmos algumas escolas e quando chegamos ela disse que não ia mais nos acompanhar, pois “as diretoras haviam dito que não iam falar nem dar entrevistas”.
Até entendo os medos dessas pessoas. Mas o temor de denunciar e se envolver em questões familiares e judiciais não pode ser maior que a responsabilidade legal de proteger e defender o direito de uma criança ou adolescente vitimado.
Confesso que agora até eu estou com medo. Mas, medo de onde essa situação vai parar, pois se nem as escolas nem hospitais estão preparados para identificar e comunicar casos de violência doméstica, quem o fará? É por isso que as autoridades afirmam que há subnotificação.
A violência doméstica repercute para toda a vida. Trabalhei com adolescentes infratores e digo, sem medo de errar, que 90% dos casos de jovens que infringem as leis estão enraizados em famílias desajustadas, violentas. É um ciclo vicioso. Mas que alguém tem que fazer parar.
*Isabelle Câmara é Editora de Educação
Fonte: Jornal O Povo Fortaleza
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Recall de brinquedos
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Mar 21 2008
Denunciar agressor rompe ciclo de violência
Isabelle Câmara
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A adolescente de 16 anos, aluna do 7º ano de uma escola pública municipal de Fortaleza, passou a correr gritando pelo pátio da instituição, invadindo as salas de aula e dos professores, quebrando móveis e objetos e agredindo as pessoas. Ela foi procurada pela professora Euzimar Neves. “Ela me confessou que era abusada sexualmente pelo padrasto desde os seis anos de idade. E também disse que tem medo que ele esteja fazendo o mesmo com o irmão de três anos (filho do padrasto), visto que faz questão de ficar muito tempo com o menino no colo”.

Necessidade de isolamento na escola pode ser um sinal de maus-tratos em casa (Foto: Rodrigo Carvalho)
Euzimar, então concluinte do curso “Escola que Protege”, oferecido pela Secretaria Municipal de Educação de Fortaleza (SME), em parceria com o Ministério da Educação (MEC), agiu rápido. “Encaminhei o caso para a direção da escola, que por sua vez procurou a mãe e, juntos, eles notificaram o Conselho Tutelar. No colégio, solicitei que ela fosse incluída em um projeto de artes para dançar, pintar, atuar. Ela disse que tinha medo de ficar em casa, visto que o padrasto está desempregado, ainda não foi afastado do lar, e a mãe passa o dia trabalhando”.
Segundo Verônica Benevides, coordenadora do “Escola que Protege” na SME, o curso trabalhou temáticas como família, escola, identidade, desenvolvimento infantil, características da adolescência, formas e manifestações da violência na família e na escola, ética e realidade social, Estatuto da Criança e do Adolescente e maneiras de enfrentamento da drogadição. O projeto prevê levar esses conhecimentos para prevenir e enfrentar a violência ocorrida em casa e nas escolas e foi finalizado com fóruns entre estudantes, pais e professores.
Cerca de 300 educadores da rede municipal de ensino de Fortaleza freqüentaram as aulas. “A função da escola é a prevenção. O curso teve a função de informar esses professores para que eles criassem um olhar sensível sobre a problemática, para aprender a identificar as múltiplas formas de violência e notificar o Conselho Tutelar”, enfatiza Verônica Benevides.
De acordo com Verônica, para 2008 está previsto a implantação da ficha padrão de notificação e a criação das comissões de prevenção à violência dentro das escolas municipais de Fortaleza.
“O curso mudou minha visão. À época da denúncia, minha família dizia: ‘não se mete nisso’. Mas, a criança e o adolescente agredidos devem ser mais importantes que o medo de se envolver com a justiça”, finaliza Euzimar. “O professor tem medo de represálias, mas eu defendo que a denúncia seja institucional, não personalizada. Infelizmente, a escola tem uma dimensão de despreparo e outra de temor”, avalia Andréa Filgueiras Cordeiro, psicóloga do Núcleo Cearense de Estudos e Pesquisas sobre a Criança (Nucepec) e professora da Universidade Federal do Ceará.
A UFC está responsável pela expansão do projeto, através da qual já capacitou 137 profissionais da educação da rede pública municipal - para 2008 está prevista a capacitação de 700 educadores, entre educadores sociais e conselheiros tutelares. “É preciso capacitar toda comunidade escolar: porteiros, merendeiras, administradores, pois qualquer um pode perceber os sinais e tomar as medidas cabíveis”, avalia Dolores Mota, coordenadora do “Escola que Protege” na UFC e do Nucepec.
Saiba mais
- O encontro diário entre educandos e os profissionais da educação propicia, muitas vezes, o surgimento de uma relação de afetividade e confiança entre esses indivíduos. Essa relação pode favorecer a revelação de situações de violência vividas pela criança;
- A natureza das atividades escolares, principalmente nas primeiras séries do Ensino Fundamental, suscita ou permite o relato desses casos, como acontece nas chamadas “rodinhas”, realizadas no primeiro momento das aulas; no comentário de estórias ouvidas; por meio dos desenhos, da pintura, das brincadeiras realizadas e dos textos produzidos;
- A observação diária dos educandos pelo profissional da educação possibilita notar alterações de comportamento no humor, no seu desenvolvimento cognitivo e, também, a presença de lesões físicas;
- Segundo estudos realizados pelo Laboratório de Estudos da Criança - Lacri (USP), existe uma correlação entre violência doméstica e fracasso escolar. As situações vividas pela criança levam à agressividade, baixo desempenho, indisciplina, falta de concentração e falta de motivação, que, fatalmente, levam ao desinteresse pela aprendizagem e ao fracasso.
De professor a aluno: a hora de aprender a identificar sinais
Uma pitada de agressividade aqui, um pouco de isolamento ali ou uma dose de dispersão e falta de concentração acolá. Apego excessivo ao professor/professora, medo de voltar para casa ou mesmo um desenho “estranho” - nem só hematomas ou outros sinais mais concretos evidenciam que uma criança está sofrendo violência intra-familiar. E esses detalhes, se identificados precocemente, fazem toda diferença para romper com o sofrimento. “Numa das capacitações (feitas através do projeto ‘Escola que Protege’), foi relatado que precisou uma menina alertar à professora que a colega deveria estar sofrendo abuso sexual, já que ela não estava preparada para perceber a violência: ‘tia, acho que o pai de (…) está mexendo com ela, assim como meu pai fez comigo”, conta Dolores Mota.
“A professora precisa ser capaz de identificar sinais. Tem que estar atenta ao aluno, não só desempenhar função do pedagogo tradicional, de transmitir conhecimentos; mas ser um agente de garantia de direitos. A criança pede socorro e a professora precisa ser capaz de ouvir seu pedido, pois ela o faz com o corpo ou a fala”, adverte.
Segundo Andréa Filgueiras Cordeiro, psicóloga do Nucepec e professora da UFC, não existem regras gerais para identificar uma situação de maus-tratos. “É preciso observar o nível de tensão, mudanças abruptas de comportamento, alterações do sono ou do apetite, reprodução da violência de que é vítima em brigas com os colegas ou em atitudes erotizadas demais para a idade (no caso de violência sexual)”.
Para a psicóloga, o aspecto mais perverso da violência doméstica é que o adulto agressor é uma referência, e isso inclui a tortura psicológica. “Ao mesmo tempo em que ele assusta, ele é amado. E quando ele é o provedor, o senhor da casa, o pacto de silêncio é ainda maior, pois existe o medo da não-sobrevivência”, reflete.
Fonte: Jornal O Povo - Fortaleza
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