Archive for the 'Pará' Category

Apr 03 2008

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Brasil Contra a Pedofilia

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Apr 01 2008

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Mar 14 2008

Polícia indicia doze em caso de menina presa com homens no Pará

Publicado por Tandai under Crimes, Pará

Doze pessoas foram indiciadas após a conclusão do inquérito que apurou o caso de uma adolescente presa com homens na penitenciária de Abaetetuba, no Pará, em outubro de 2007. Concluído na última quarta-feira, o inquérito aberto em 21 de outubro de 2007, será encaminhado nesta sexta-feira à Vara Criminal da Comarca de Abaetetuba.

No total, foram ouvidas 71 pessoas, incluindo 19 presos de Justiça, 25 policiais civis e 5 agentes prisionais. Ao final da apuração, que durou quatro meses e vinte dias, foram indiciadas doze pessoas.

A adolescente, que ficou recolhida com homens dentro de uma carceragem em Abaetetuba, foi vítima de abuso sexual, lesão corporal, dentre outros delitos. Cinco delas do Sistema Penitenciário de Abaetetuba; cinco da Polícia Civil e dois presos de Justiça, estes últimos, os reais autores do crime de estupro, conhecidos como “Beto” e “Cão”.

Ao final da apuração, ficaram comprovados estupro, lesões corporais e ameaças. Os crimes figuraram como vítima a adolescente, que foi inquirida na sede do Departamento de Polícia Federal, em Brasília.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/03/13/policia_indicia_doze_em_caso_de_menina_presa_no_para_1228544.html

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Conselho Tutelar: Um incômodo para as autoridades

“Não foi a primeira vez”

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Feb 13 2008

“Matei os meninos!”

Publicado por Tandai under Crimes, Pará

‘Não sou esse monstro. Agi por impulso’. A afirmação é do ex-militar do Exército André Barbosa, de 26 anos, o homem que a Polícia Civil aponta como o matador de três adolescentes, entre dezembro de 2006 e março de 2007, nas matas da estrada da Ceasa. Detido na tarde de domingo, ele também é acusado de atacar, na semana passada, um garoto de 11 anos, que conseguiu fugir. André confessou todos os crimes. Ao ser apresentado à imprensa, ontem à tarde, o acusado disse ter se arrependido dos assassinatos dos adolescentes, cujas famílias ele conhecia. Os parentes das vítimas, porém, nunca suspeitaram do ex-militar. ‘Foi um momento de fraqueza, agi sem pensar’, completou André, durante a tumultuada e rápida entrevista aos jornalistas.

Na entrevista, André Barbosa disse que matou os três garotos, mas não soube explicar os próprios atos. ‘Não consigo obter resposta para isso. Estou arrependido’. O ex-militar também não fez comentários sobre os abusos sexuais sofridos pelas vítimas. E pediu perdão aos parentes dos meninos por ter ‘traído a confiança deles’. Usando um colete do Grupo de Pronto-Emprego (GPE), e escoltado por policiais dessa unidade da Polícia Civil, André não quis dar mais declarações aos repórteres e foi retirado do auditório da Delegacia Geral de Polícia Civil.

A Polícia Civil divulgou detalhes da confissão de André, que nasceu na cidade paulista de Guarujá, é solteiro e revelou que, na infância, foi abusado sexualmente. Ele contou que veio para Belém com três meses de nascido, sendo criado por uma família no bairro do Guamá. Só conheceu a mãe biológica, que hoje viveria fora do País. Não conheceu o pai. André disse que não completou o nível médio, mas serviu ao Exército em 1999. No Exército, aprendeu a fazer vários tipos de nó em cordas. André Barbosa contou aos policiais civis ter sido violentado sexualmente várias vezes quando tinha de seis para sete anos de idade, por um homem que se chamava ‘Max’. Esse homem teria sido morto por causa de problemas com traficantes de drogas, no bairro do Guamá.

De acordo com André, ‘Max’ lhe dava linha e papagaios (pipas) para brincar. Ele contou que, toda vez que era violentado, ‘Max’ ameaçava matá-lo, caso contasse a história para alguém. André Barbosa revelou que conhecia os três adolescentes que matou. Ele confirmou que freqüentava a mesma ‘lan house’ à qual as crianças compareciam, na avenida José Bonifácio, de nome ‘Fox’ e que foi fechada depois das mortes das crianças. Também passou a freqüentar a ‘lan house’ de nome ‘Big Boi’, naquela mesma avenida.

DINHEIRO

André Barbosa contou que, para convencer os garotos a sair com ele, oferecia dinheiro para que tomassem conta de sua bicicleta, enquanto faria um jogo em uma casa lotérica, em frente ao colégio Paulo Maranhão, também na avenida José Bonifácio. Segundo os policiais, ele sempre usava a desculpa de que já lhe tinham roubado uma outra bicicleta. Depois, levava os meninos para as matas da Ceasa. Sobre as mortes, André Barbosa contou que tinha muita confusão na cabeça e ouvia ‘vozes’. E que, depois, deparava-se com as crianças mortas. André Barbosa também afirmou que, durante a noite do dia de cada crime, ficava em desespero e que, quando via os noticiários sobre as mortes, não acreditava que ele tivesse cometido os crimes, apesar de se lembrar de todos.

Também explicou com quais golpes dominava as vítimas: ‘triângulo’, ‘arm lock’ e ‘guilhotina’ e um outro que aplicava pelas costas dos adolescentes, de nome ‘mata-leão’. André contou ainda que todas as mortes foram causadas por estrangulamento, usando cordas de nylon. Ele disse que estrangulava quando os garotos já estavam desacordados e que agia sozinho em todos os crimes. Os policiais também quiseram saber a razão pelo qual os assassinatos eram praticados entre dezembro e março. André disse que essa era a época em que via os filhos reunidos com as famílias, por causa de festas como o Natal e o Ano Novo. E, por ter sido adotado, ele não estava com os pais biológicos nessas datas especiais, e sim com os adotivos. Sobre a idade das vítimas que atacou, entre 11 e 15 anos, disse que não as escolhia pela idade, mas que o fazia de forma aleatória.

Fonte: O Liberal/PA

Leia mais:

Preso o serial killer - “Monstro da Ceasa”

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Feb 12 2008

Preso o serial killer - “Monstro da Ceasa”

Publicado por Tandai under Crimes, Pará

Brasil Contra a Pedofilia Monstro da Ceasa

André Barbosa

A Polícia Civil do Pará prendeu um ex-militar suspeito de violentar e assassinar três meninos em uma mata às proximidades da Ceasa de Belém, no Pará . André Barbosa, 26 anos , que ficou conhecido como “Monstro da Ceasa” confessou as três mortes ocorridas entre janeiro e março do ano passado e, ainda, uma quarta tentativa frustrada ocorrida na semana passada, informa o portal Terra.

Homem foi localizado na casa onde mora, no bairro do Guamá, em Belém, mesmo bairro onde as vítimas moravam, mas só foi apresentado nesta segunda-feira à imprensa. Foi reconhecido por um menino de 11 anos como o agressor que o atacou na última quarta-feira (6), nas matas da Ceasa e tentou violentá-lo.

“Ele disse que ouvia vozes que o ordenavam a fazer aquilo e que perdia os sentidos e, quando voltava, já tinha cometido os assassinatos”, disse o delegado Paulo Tamer, coordenador da força-tarefa que investigava os crimes.

André disse na Polícia que é paulista, nasceu no Guarujá (SP), tem 26 anos e é solteiro. Desde os três meses de idade mora com uma família adotiva no Pará. Ele não conheceu o pai e com a mãe verdadeira pouco teve contato. O assassino não completou o nível médio, mas serviu ao Exército em 1999, foi no ambiente militar que aprendeu técnicas de luta que usou para imobilizar as crianças.

Barbosa, segundo a polícia, afirmou ainda que sofria abusos sexuais na infância. “Disse que um homem conhecido como Max, que morava no bairro, o violentava entre seus 5 e 6 anos de idade”, disse o oficial.

“Já sabíamos que ele poderia atacar entre janeiro e março deste ano, e nossas investigações já estavam nos levando bem perto dele, quando, num ato desesperado, ele tentou atacar mais um menino, e conseguimos pegá-lo”, relatou Tamer.

O menino em questão tem 11 anos e teria sido atraído pelo homem na última quarta-feira com a promessa do pagamento de R$ 10, para que reparasse a bicicleta de Barbosa, enquanto fazia compras na Central de Abastecimento da Ceasa. Mas uma homem que passava no local ouviu os gritos do menino e conseguiu salvá-lo.

O suspeito morava no mesmo bairro das vítimas, o que teria facilitado os crimes. “Como as crianças o conheciam, não suspeitavam de nada e acabavam indo com ele”, disse o policial. Para atraí-las, o “Monstro da Ceasa” freqüentava a mesma lan house que os meninos. Na época dos crimes, mais de 40 estabelecimentos irregulares foram fechados na cidade, pois havia suspeita de que o bandido marcasse encontro com as vítimas por meio do site de relacionamento Orkut. “Inclusive, todos os menores (de idade) mortos foram vistos pela última vez na mesma lan house que o assassino freqüentava e que foi fechada pela polícia”, ressaltou Tamer.

Todas as vítimas tinham o mesmo perfil. “Eram menores de 15 anos e filhos de pais separados”, disse o delegado. Os corpos dos três meninos - dois de 14 anos e um de 11 - foram encontrados com as mesmas características: nus e com o short perto da cabeça, dando indícios de violência sexual.

O suspeito vai responder por três homicídios e uma tentativa de homicídio. Ele também deve passar por uma avaliação psicológica feita por uma equipe de psiquiatras forenses, entre eles a pesquisadora Ilana Casoy, especialista em casos de serial killers.

Fonte: Pravda.Ru

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Jan 12 2008

Divulgue, por favor!

Brasil Contra a Pedofilia Luiz Eduardo Martins Gonçalves Dudu desaparecido

O menino da foto é Luiz Eduardo Martins Gonçalves, de 10 anos. Ele está desaparecido desde o dia 22 de dezembro de 2007. Foi visto pela última vez em Campo Grande-MS.
Características físicas: pele morena, olhos castanhos e cabelos pretos.
Atende pelo apelido de Dudu.
Qualquer informação sobre o paradeiro dele, por favor, entre em contato nos telefones: (67) 9201-4062 (pai Roberto Gonçalves), (67) 9263-4948 (líder comunitário José Arantes), Polícia Civil (67 -3318–8900), Midiamax 3324-0082, a Polícia Militar, pelo telefone 190, ou ainda, procurarem delegacias de plantão- Depac (67 - 3313.6100), Derf (67 -368-6600) ou Cepol (67 - 3318 9000).
Ou disque para o número 100. A ligação é gratuita e você não precisa se identificar.

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Dec 11 2007

Conselho Tutelar: Um incômodo para as autoridades

Publicado por Tandai under Brasil, Denúncia, Pará

Brasil Contra a Pedofilia

OS CONSELHEIROS José Ferreira, Maria Imaculada, Josiane Baema e Diva Andrade: três mulheres no grupo.
Fonte: O GLOBO 02/12/2007 - Foto: Evandro Éboli

Quem resgatou a adolescente L. da cadeia de Abaetetuba, no Pará, onde sofria toda sorte de violência sexual e física, foi o conselho Tutelar do local. Ou seja, diante da omissão oficial, o povo, o cidadão comum ali representado pelos membros dessse Conselho, instância independente criada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), cumpriu o seu papel. Quem sabe se com a grande divulgação atual, os Conselhos Tutelares serão mais apoiados pelos órgãos públicos? Mas atenção! Os Conselhos Tutelares ao cumprirem seu papel incomodam às autoridades.

 

 

Conselhos Tutelares: Você conhece essa realidade?


Fonte: http://naodaparaficarcalado.blogspot.com/2007/12/conselho-tutelar-um-incmodo-para-as.html

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Dec 10 2007

Assassinos em série: Polícia Civil do Pará recebe prêmio do FBI

Publicado por Tandai under Crimes, Pará

O método de investigação policial empregado pela Polícia Civil do Pará, no caso dos meninos da Ceasa (o assassinato em série de três garotos, em Belém), recebeu prêmio internacional do Departamento Federal de Investigação Norte-Americano (FBI). O acusado, porém, está foragido.

A medalha foi recebida pelo investigador Anderson Almeida, durante o Encontro Internacional da Análise da Cena do Crime ao Perfil do Criminoso, em Curitiba (PR). O evento foi promovido pela Academia Superior de Polícia do Paraná e FBI. O trabalho de investigação desenvolvido no Pará concorreu com outros trabalhos apresentados por policiais de todo país e foi o único premiado. “Trata-se de um prêmio inédito para o Pará”, disse Almeida.

Os agentes do FBI consideraram a metodologia de investigação aplicada pela Polícia Civil paraense como dentro dos padrões internacionais adotados pelas polícias no mundo para apurar crimes cometidos por assassinos em série. A investigação foi reconhecida como destaque entre todos os trabalhos realizados no país.

Entre as investigações mostradas em Curitiba estão casos de assassinatos em série conhecidos nacionalmente como o do Maníaco do Parque, de São Paulo, e o dos Meninos Emasculados de Altamira e de São Luiz do Maranhão.

O crime

No caso Ceasa os policiais investigaram o responsável pelas mortes dos meninos José Raimundo Oliveira, Adriano Martins e Ruan Sacramento, todos de 14 anos de idade e ocorridas entre os meses de dezembro de 2006 e março de 2007. Os corpos foram encontrados em uma mata situada às margens da estrada da Ceasa, bairro do Marco, em Belém.

Os meninos moravam no mesmo bairro, estudavam na mesma escola, freqüentavam a mesma lan house, tinham as mesmas características físicas, pais separados, não tinham vícios nem amizades com criminosos. Eles foram encontrados nus e seminus. Dois deles (Adriano e Ruan) foram mortos por asfixia. Raimundo não teve a causa da morte definida, pois seu corpo foi encontrado em estado de decomposição. Peritos do Instituto Médico Legal encontraram líquido espermático em Ruan.

Os policiais fizeram uma varredura nas matas da Ceasa, junto com Corpo de Bombeiros, Batalhão de Polícia Ambiental da Polícia Militar e Centro de Perícias Científicas. Na ocasião, uma arcada dentária foi encontrada. As perícias mostraram que se tratava de José Raimundo. O corpo dele foi exumado e submetido à perícia.

Revista Consultor Jurídico

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Dec 07 2007

Avô tortura neto de 6 anos e é preso no Pará

Publicado por Tandai under Crimes, Pará

O mecânico Raimundo Carlos Cardoso, conhecido como Formiga, de 55 anos, foi preso ontem pela polícia na Vila dos Cabanos, em Barcarena, na região nordeste do Pará, acusado de espancar o neto de 6 anos, queimá-lo com faca quente em várias partes do corpo, arremessar a criança contra a parede e depois escondê-la dentro de um guarda-roupa quando agentes do Conselho Tutelar foram resgatá-la após denúncias de vizinhos.

Cardoso estava foragido e quase era linchado por moradores ao chegar na delegacia de Barcarena. Será processado por maus tratos e lesões corporais graves. Ele tentou justificar o espancamento, dizendo ter “aplicado um corretivo” porque o garoto “mexia” em dinheiro, fazendo-o “passar vergonha” diante dos clientes de sua oficina. A mulher do mecânico, Maria Geni Silva Kakauchu, também é acusada de torturar a criança. Uma vizinha declarou na polícia que o fato vem ocorrendo desde que o menor passou a morar com o casal, há um ano.

O juiz da Infância e Juventude de Barcarena, Raimundo Santana, decretou a prisão temporária do mecânico e mandou que a criança fosse submetida a exame de corpo de delito e entregue à mãe, Bruna Silva Santos, de 23 anos. Bruna contou que há um ano entregou o filho para o avô criar porque havia perdido o emprego e não tinha condições de sustentá-lo. “Nunca pensei que meu pai fosse uma pessoa tão violenta. O menino está todo machucado. Agora, ele vai ficar comigo”, afirmou ela.

Em 2006, Cardoso denunciou a filha ao Conselho Tutelar de Barcarena, dizendo que ela saía de casa para trabalhar o dia todo e deixava a criança sozinha. O Conselho intermediou a entrega da criança pela mãe ao avô. O município de Barcarena é vizinho a Abaetetuba, onde a menor L., de 15 anos, sofreu abusos sexuais na prisão.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/07122007/25/manchetes-avo-tortura-neto-6-anos-preso-no.html

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Nov 23 2007

“Não foi a primeira vez”

Publicado por Tandai under Crimes, Pará

Após a denúncia da prisão de uma garota de 15 anos em uma cela com 20 homens, conselheira tutelar de Abaetetuba afirma que pelo menos outros dois casos envolvendo menores foram registrados

ANA PAULA GALLI

 

A menina de 15 anos presa em uma cela com outros 20 homens acusada de furto não foi o único caso de abuso de autoridade envolvendo menores de idade em Abaetetuba, município paraense a 137 quilômetros da capital Belém. De acordo com a conselheira tutelar do município, Emaculada Ribeiro, outros dois casos foram denunciados pela instituição. “Não foi a primeira vez que menores foram alvos de arbitrariedades”, disse em entrevista a ÉPOCA.

Em fevereiro, uma adolescente ameaçada de morte por um colega de escola foi até a delegacia prestar queixa, mas o delegado coagiu a adolescente a não registrar o fato. A vítima voltou à delegacia acompanhada de Emaculada, que não só presenciou as ameaças como também foi agredida verbalmente. “O responsável disse que só registrou a queixa por eu tê-lo pressionado, quando o registro deveria ser uma obrigação da delegacia”, afirma a conselheira. “A menina foi direto para o hospital, passando mal. Chorava muito e dizia que, em vez de se sentir protegida pelas autoridades, se sentiu ainda mais insegura”.

O outro registro aconteceu em abril, quando a mãe de um adolescente acompanhou o filho, agredido por um homem, até a delegacia para fazer um boletim de ocorrência. A delegada responsável, em vez de fazer o registro, encaminhou a mãe, o filho agredido e outra filha, que estava acompanhando, também menor de idade, até a cela masculina. A família ficou presa durante a noite e só foi solta na manhã seguinte.

Segundo o Conselho Tutelar de Abaetetuba, a delegada responsável pela prisão da adolescente de 15 anos seria a mesma que deteve em abril a mãe e os dois filhos adolescentes na cela com outros presidiários.

Prisão indevida

A jovem de 15 anos ficou presa durante um mês por suspeita de furto em uma cela com 20 homens na delegacia de Abaetetuba. A garota foi abusada sexualmente na prisão, apresentava hematomas e queimaduras de cigarro por todo o corpo. Ela só foi solta quando o Conselho Tutelar do município descobriu a arbitrariedade e a transferiu para um abrigo de jovens, na região metropolitana de Belém.

Apesar de ter sido removida para um abrigo para menores, a justificativa dada pelo delegado Celso Viana, um dos responsáveis pela delegacia, é de que a garota teria declarado ter 19 anos. Mas o Conselho Tutelar afirma ter em mãos a certidão de nascimento, o que provaria a menoridade da adolescente.

Para Ariel de Castro Alves, integrante da Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, mesmo que fosse maior de idade, ela não poderia ter sido presa em uma cela masculina. “A lei proíbe. Se não há uma cela feminina, a delegacia teria que improvisar uma sala administrativa para que ela estivesse em segurança”.

Por causa da denúncia, a Secretaria de Segurança Pública do Pará determinou a abertura de procedimento disciplinar às corregedorias da Polícia Civil e do Sistema Penitenciário do Estado.

Matéria relacionada:

Justiça também foi responsável por prisão de jovem em cela com homens, diz delegada do Pará

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG80158-6009-496,00.html

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