Apr 03 2008
Archive for the 'Roma' Category
Mar 27 2008
Ex-menina de rua vira empresária em Roma
Rosa saiu do Rio ainda criança e, hoje, tem um estúdio fotográfico
Rosa Neves, de 38 anos, não tem saudades do tempo em que trabalhava na praia de Copacabana vendendo cerveja, refrigerante e sanduíche natural. Também não sente nenhuma falta do período em que morava nas ruas do Rio de Janeiro.
Há 23 anos vivendo em Roma, a carioca se considera uma das poucas brasileiras que se deram bem no país sem recorrer à prostituição.
“Me formei em fotografia na Itália e, há anos, vivo disso. Tenho meu estúdio fotográfico no centro histórico da cidade, trabalho com uma agência matrimonial e também como consultora de estilo”, contou a carioca, que investe tudo o que ganha no Brasil.
“Comprei terras em Itajaí, em Santa Catarina, uma casa na Bahia e estou concluindo a compra de mais outra casa e de três terrenos”, disse à BBC Brasil.
Oportunidade
Quando era criança, para evitar a longa jornada até Niterói (município vizinho ao Rio), onde vivia sua família, Rosa dormia em qualquer lugar: na praia ou na casa de amigos, que conhecia nas ruas e moravam em favelas.
“Costumava também fazer amizade com os porteiros dos prédios residenciais e pedia a eles para dormir em qualquer cantinho”, lembra.
A vida dela começou a mudar aos 11 anos, quando conheceu uma família italiana em frente a um luxuoso hotel.
“Eles se interessaram por mim, não entendiam como uma criança poderia estar trabalhando nas ruas, queriam saber se eu estudava, estavam dispostos a me ajudar”.
Da amizade, surgiu, um ano depois, o convite para trabalhar como mensageira na agência de turismo de propriedade dos italianos no Rio de Janeiro.
Aos 15 anos, ela viajou com essa família para a Itália, onde retomou os estudos e começou a trabalhar como babá. Com quase 16, conheceu o ex-marido e se casou com ele quando completou 18 anos.
“Me acostumei com a vida aqui. Gosto da segurança que o país proporciona. Mas é só isso. Estou na Itália por causa do meu trabalho. Não tenho afinidade com os italianos”, disse.
“Meu sonho é voltar para o Brasil o mais rápido possível, montar uma parceria com um fotógrafo e vir para cá de vez em quando”, contou.
A fotógrafa afirma que não gosta de muita coisa na Itália. Reclama da falta de tempero na comida e diz que os italianos não sabem se divertir, namorar ou conquistar uma mulher.
Rosa lembra que, quando chegou ao país, os italianos não tinham preconceito contra estrangeiros. Mas tudo começou a mudar com a chegada dos travestis e das mulheres na prostituição.
“Antigamente, éramos tratados como novidade na Itália, porque éramos poucos e discretos. Hoje, é um pouco diferente. Quando eles encontram uma brasileira, automaticamente, pensam que ela está aqui para se prostituir, é pobre, é mulher fácil”, explicou.
Carreira
A brasileira começou a trabalhar com fotografia em 1996, depois que seu casamento chegou ao fim, e nunca mais parou. Primeiro, trabalhou como ambulante e funcionária de uma agência de fotos, até que, em 2002, abriu seu primeiro estúdio.
Além do trabalho, há mais de sete anos, Rosa trabalha como voluntária todos os domingos numa instituição de caridade que ajuda pessoas com deficiência física.
“Certa vez, em 2004, o papa João Paulo 2º esteve lá. Nunca esqueço. Ele falou em português ‘eu gosto muito do Brasil, terra maravilhosa’. Eu complementei: ‘você sabia que Deus é brasileiro?’. Ele só riu e não falou mais nada”, disse ao recordar que tirou uma foto ao lado do papa.
Passados 23 anos na Itália, Rosa não sabe como seria sua vida hoje se não tivesse saído do Brasil. No entanto, ela afirmou que, provavelmente, sua trajetória no Brasil não seria muito diferente, pois “batalharia do mesmo jeito, independente do país em que estaria morando”.
Fonte: BBCBrasil
Mar 04 2008
Vaticano ‘afasta’ padre acusado de abuso sexual
D. Gelmini está proibido de rezar missas e ministrar sacramentos
O padre italiano Piero Gelmini, acusado de abusar sexualmente de jovens abrigados em uma comunidade de recuperação de dependentes de drogas fundada por ele, afirmou ter sido excluído do sacerdócio pelo Vaticano.
A decisão, anunciada pelo próprio Gelmini no domingo, ao voltar de uma viagem ao exterior, teria sido tomada pelo papa Bento 16.
Gelmini não informou quando recebeu a comunicação oficial da parte de seu superior, o bispo de Terni, Vincenzo Paglia.
Com a decisão, o sacerdote volta à condição leiga e está proibido de rezar missas e ministrar sacramentos como batismo, comunhão, confissão, crisma, casamento e unção dos enfermos.
No entanto, Gelmini poderá continuar dirigindo sua comunidade, que é uma instituição privada.
O clérigo, que se diz inocente, declarou aos jornais italianos que o papa acatou seu próprio pedido ao exclui-lo do sacerdócio.
De acordo com o porta-voz de Gelmini, Alessandro Meluzzi, a condição de leigo vai facilitar a defesa do padre, se ele for mesmo processado por abuso sexual.
Investigação
Gelmini começou a ser investigado no ano passado pelo tribunal de Terni, na região da Úmbria.
Ele é acusado pelo abuso sexual de nove jovens que estiveram hospedados em uma das 164 comunidades de recuperação Encontro, fundadas por Gelmini em 1979.
Os abusos teriam sido cometidos desde 1997 até o ano passado.
De acordo com os juízes que investigam o caso, o clérigo teria obrigado os jovens a “satisfazer seus pedidos sexuais em troca de favores que conseguiria com personalidades influentes”.
O caso teve uma grande repercussão na Itália, onde Gelmini é conhecido como “padre anti-droga”, e seu trabalho com os jovens dependentes é respeitado.
Gelmini também tem bom relacionamento com homens políticos e empresários. Um sendo dos principais contribuintes de suas comunidades seria o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi.
Além de Gelmini, a magistratura de Terni investigou também alguns de seus colaboradores, como Giampaolo Nicolasi, que estaria sendo acusado de contatar alguns dos jovens que denunciaram os abusos para convencê-los a retirar as acusações, e a mãe de um deles, que teria colaborado para despistar os magistrados.
Vida privada
A fase de investigação do caso chegou ao fim em dezembro. Nos próximos dias, o tribunal de Terni deve comunicar se Gelmini será processado ou se o caso será arquivado. O Vaticano não se pronunciou sobre a investigação.
“Nao há porque duvidar do que disse d. Gelmini sobre seu retorno ao estado leigo”, disse à BBC Brasil o padre Ciro Benedettini, vice-diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé.
“A Santa Sé não costuma dar informações oficiais sobre estas questões porque trata-se da vida privada de uma pessoa”, acrescentou.
Benedettini afirma que, segundo a teologia, Gelmini jamais deixará de ser sacerdote, mas não poderá exercitar as funções de padre.
Segundo observadores, a decisão do Vaticano de excluir Piero Gelmini do sacerdócio pode evitar que o Vaticano seja envolvido no processo, caso os juízes decidam que o padre será julgado por abuso sexual.
“É seguramente o caso de abuso sexual de maior repercussão na Itália, mas é preciso esperar a decisão do tribunal”, comenta o vaticanista Orazio La Rocca.
Instituição
La Rocca destaca a importância do trabalho da comunidade fundada pelo ex-padre na recuperação de jovens viciados. “É um trabalho que dura anos, sério e muito respeitado”, disse.
A instituição de Gelmini se dedica à recuperação de jovens dependentes de drogas e tem sedes em diversas cidades italianas. No exterior, são 74 entidades, inclusive na Bolívia e Costa Rica.
No Brasil, a comunidade tinha uma sede em Vitória Régia, a poucos quilômetros de Brasília. Mas, segundo um porta-voz, a instituição foi fechada há dois anos, depois de 14 anos de funcionamento, porque foi alvo de assaltos diversas vezes.
A instituição estaria procurando uma outra localidade para abrir uma nova sede no país.
Fonte: BBCBrasil
Jan 12 2008
Divulgue, por favor!

O menino da foto é Luiz Eduardo Martins Gonçalves, de 10 anos. Ele está desaparecido desde o dia 22 de dezembro de 2007. Foi visto pela última vez em Campo Grande-MS.
Características físicas: pele morena, olhos castanhos e cabelos pretos.
Atende pelo apelido de Dudu.
Qualquer informação sobre o paradeiro dele, por favor, entre em contato nos telefones: (67) 9201-4062 (pai Roberto Gonçalves), (67) 9263-4948 (líder comunitário José Arantes), Polícia Civil (67 -3318–8900), Midiamax 3324-0082, a Polícia Militar, pelo telefone 190, ou ainda, procurarem delegacias de plantão- Depac (67 - 3313.6100), Derf (67 -368-6600) ou Cepol (67 - 3318 9000).
Ou disque para o número 100. A ligação é gratuita e você não precisa se identificar.



