Nov 28 2007
Supremo mexicano recusou-se a investigar caso de pedofilia
Lydia Cacho, a jornalista que denunciou a rede de pedofilia e pornografia infantil
CIDADE DO MÉXICO - A jornalista Lydia Cacho acusou nesta quarta-feira (28) a Suprema Corte do México de pretender “inocentar” o governador da província de Puebla, Mario Marín, do crime de pedofilia, ao excluir o tema de um julgamento que o acusa de violações aos direitos da jornalista.
“É imperdoável a declaração dos juízes que minimizam a pedofilia”, disse Lydia em referência aos magistrados que votaram na terça-feira pela não inclusão do tema das redes de pedofilia e pornografia infantil que denunciou no livro “Os Demônios do Éden” no julgamento. A decisão foi tomada por seis votos a favor e quatro contra.
Os juízes que votaram pela investigação do tema no julgamento sustentam que investigar sobre a operação das redes de pedofilia e pornografia infantil “será bom para determinar o contexto e a gravidade do problema”.
Segundo o Supremo, o tema “não é parte das questões que foram encomendadas à comissão investigadora” do caso, liderada pelo juiz Juan Silva Meza.
O caso chegou ao Supremo depois que a jornalista foi presa ilegalmente em Puebla a pedido do empresário Kamel Nacif, envolvido em uma rede criminosa denunciada no livro de Lydia. Nacif contou com o apoio do governador Marín para violar os direitos de Lydia, segundo a sentença judicial.
O juiz José Ramon Cossío fracassou em sua tentativa de levar a Corte a obrigar os três poderes, em escala federal e estadual, a “estabelecer e reabilitar as instituições de saúde, de entretenimento e ajuda física para menores que são vítimas de abuso sexual”.
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Fonte: http://www.ansa.it/ansalatinabr/notizie/notiziari/mexico/20071128181834518582.html

