Mar 20 2008
Conselho Tutelar de Criciúma denuncia falta de apoio e infra-estrutura
O espaço da Tribuna Livre utilizado pelo Conselho Tutelar de Criciúma serviu para os conselheiros denunciarem a falta de compromisso com políticas públicas voltadas às crianças e adolescentes na cidade. Todos os cincos conselheiros utilizaram o espaço para dizer que estão desmotivados pelas condições precárias de trabalho. O espaço foi aberto na Tribuna foi agendado pelo vereador Carlos Augusto Euzébio, o Kabuki (PT) e utilizado pelos conselheiros Luiz Paulo Bitencourt, Sônia Jorge Elias, Raquel da Silva Horner e Graziela Bitencourt.
Segundo eles, cerca de 400 pessoas, entre crianças e adolescentes, são acompanhadas por mês pelo Conselho Tutelar. “Fizemos isso com muito esforço e por compromisso com essas pessoas, porque não possuímos infra-estrutura e apoio público para tal”, ponderou a conselheira Sônia Jorge Elias. Eles relataram as dificuldades de trabalho. Um exemplo é o fato de apenas um, dos quatro computadores utilizados para fazer relatórios e confrontar estatísticas e demais anotações, estar funcionando. O carro utilizado para averiguar denúncias é precário, o motorista cedido trabalha quase 24h, pois foi cedido e os plantões não são remunerados.
“O problema principal é a falta de infra-estrutura, mas o descaso com é o que mais nos desmotiva. Não existe a preocupação com o setor. Tivemos que entrar na justiça e apelar para o Mistério Público esses dias para conseguir um leito para tratamento de uma criança já totalmente viciada em droga para se recuperar. Trabalhamos todos os feriados, fizemos plantão à noite e não somos remuneradas por isso. É preciso existir o reconhecimento”, explana Elias.
Uma outra denúncia por elas é que nos últimos quatro anos estão querendo viabilizar um projeto de lei que garanta mais agilidade e infra-estrutura e motivação ao conselho. O projeto, que precisa partir do Poder Executivo, continua em discussão na procuradoria durante todo esse tempo.
Para o vereador Kabuki para os conselheiros fazerem a denúncia, o Conselho Tutelar precisa de apoio para garantir segurança e apoio as crianças e adolescentes que são acompanhadas. “O problema é que não existe essa preocupação com políticas públicas voltadas para o social. A prefeitura precisa se perguntar na área social o que é prioridade? Até agora não fizeram nada neste sentido. Um projeto tão simples não pode ficar quatro anos nas gavetas da procuradoria. Isso é irresponsabilidade”, fala.
O presidente da Câmara de Vereadores de Criciúma, Itamar da Silva, disse que a secretaria de desenvolvimento social, hoje ocupada por Sandra Guidi, é quem deve responder pelo fato. “Acredito que a solução seria que este projeto sendo encaminhado resolveria o problema. Mas precisa atenção do setor e o interesse da prefeitura”, finaliza.
(Sandro De Mattia)
Fonte: http://www.radiocriciuma.com.br/portal/vernoticia.php?id=7112
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